Ofício ao MEC e MPOG sobre greve nas IFs

 

 

 

Confira o texto do ofício enviado pelos Institutos Federais ao MEC e ao MPOG sobre a greve nos IFs.

 

"A greve dos servidores  técnico-administrativos em educação já perdura vários meses, fortalecida em diversas unidades pela  adesão dos servidores docentes e impactando fortemente na normalidade das atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão das Instituições que compõe a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Muitos Institutos Federais estão totalmente paralisados em função desta greve, comprometendo os respectivos calendários letivos e todas as demais atividades institucionais.

 

Desde o início da greve vimos acompanhando as reuniões entre os Sindicatos representativos das categorias, Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e Ministério da Educação: apesar de diversos encontros, discussões e manifestações não verificamos, até o momento, uma efetiva negociação que possa apontar para o atendimento, mesmo que parcial ou futuro, de algumas pautas da greve e consequentemente contribua para a finalização  do movimento paredista.

 

Somos sabedores das limitações orçamentárias e financeiras enfrentadas atualmente  pelo Governo Federal: na condição de gestores públicos federais compreendemos o contexto nacional e o assumimos solidariamente. Porém, enquanto legítimos representantes de nossas comunidades acadêmicas e, ao mesmo tempo, assumindo  nosso papel institucional de representantes  do Ministério da Educação e do governo da Presidenta Dilma Rousseff junto à comunidade dos territórios de atuação de nossas  Instituições, entendemos que deve ocorrer uma efetiva negociação entre o movimento grevista e o Governo Federal para que esta greve não assuma proporções ainda mais negativas ao pleno funcionamento de nossas Instituições e, consequentemente, à oferta dos serviços públicos e educacionais que são de nossa responsabilidade.

 

Por isso, solicitamos que o MEC e o MPOG ultrapassem os procedimentos até agora adotados – importantes pelo canal de diálogo mas pouco efetivos no que tange às demandas do movimento grevista -  e busquem apontar possibilidades concretas de negociação para que, o mais rapidamente possível, nossas Instituições possam resgatar a normalidade, dando continuidade ao desenvolvimento das políticas públicas federais tão importantes aos nossos mais de um milhão de estudantes, suas famílias e à sociedade brasileira.

 

Na intenção de contribuir com as negociações indicamos que, entre as pautas do movimento grevista, existem algumas cujo atendimento não implica em acréscimo de despesas públicas: portanto, encaminhá-las não se opõe à política de ajuste orçamentário.

 

Além disso, consideramos importante que a defasagem salarial dos servidores Técnico-administrativos em Educação possa ser especialmente considerada no processo de negociação pois, além do relevante viés da remuneração justa à categoria, a permanência desses servidores em nossas Instituições se apresenta em permanente risco frente às profundas desigualdades remuneratórias com categorias similares.

 

Nos colocamos à disposição para contribuir com a negociação, caso seja esse o entendimento do MEC e do MPOG."

 

 

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