Aluno do Campus Realengo II é primeiro colocado em vestibular de Medicina

Aluno do Campus Realengo II, Nathanael ficou em primeiro lugar no Curso de Medicina da UFF pelo sistema de cotas

Aluno do Campus Realengo II, Nathanael ficou em primeiro lugar no Curso de Medicina da UFF pelo sistema de cotas

O aluno Nathanael Papi do Campus Realengo II  foi aprovado em primeiro lugar (cotas) no vestibular de medicina para a Universidade Federal Fluminense (UFF), um dos cursos mais concorridos da instituição. Nathanael conseguiu a primeira colocação na cota L1 (renda e escola pública).

Em setembro de 2016 o estudante já havia se destacado com sua ida a Brasília para ser um jovem deputado, participando do programa Parlamento Jovem Brasileiro (PJB). Nesta entrevista para o Conexão ele disse que está muito feliz com a conquista e que ficou surpreso com a colocação.

 

1 – Como você está se sentindo com a aprovação?

Me sinto feliz, aquela sensação de conquista, pela aprovação, e de apreensão e expectativa por não saber exatamente o que me espera e como as coisas vão funcionar, mas junto com aquela sensação de querer descobrir esse mundo novo.

 

Nathanael foi um para Brasília em setembro passado para ser um jovem deputado,  programa Parlamento Jovem Brasileiro (PJB)

Nathanael foi um para Brasília em setembro passado para ser um jovem deputado, programa Parlamento Jovem Brasileiro (PJB)

2 – Você ficou surpreso por ser o primeiro colocado?

Sim, apesar de não ter sido na ampla, não achava que minha nota daria para chegar nessa colocação. Na verdade, eu achava que minha nota não daria nem para o curso de Medicina em si, acabou que, quando abriu o Sisu, eu vi que daria para passar.

 

3 – Como foi sua preparação?

Estudei em casa. Assinei o Descomplica, mas não fui exatamente um exemplo de aluno, não acompanhei o plano de estudos, estudava um tempo e depois ficava um tempo parado também, não vi muitas matérias. Tratei a escola como prioridade e tentei não entrar em uma ‘paranoia’ no estudo para o vestibular, não foquei nele. Acho que ficar relaxado e não me preocupar tanto com a prova me ajudaram bastante e inibiram problemas de ansiedade ou o medo que eu poderia ter. Acho também que o fato de eu não ter ficado o dia inteiro estudando e me deixar ter tempo para me divertir e me dedicar a outras coisas que gosto valeram muito também, acredito piamente que os livros que li, os podcasts que escutei e outras coisas me ajudaram tanto quanto o estudo tradicional. Também acho que, na hora da prova, valeu muito mais toda a minha formação escolar do que os estudos voltados para o Enem, que foram importantes, claro, mas que sem esse passado de nada valeriam.
Penso, sinceramente, que não vale a pena fazer cursinho durante o terceiro ano, fica uma carga horária muito pesada, você mais assiste aula que estuda e o estresse acaba afetando todo o seu aprendizado. Acho que ninguém precisa se pôr a pressão de ir direto da escola para a faculdade, não tem problema de se estudar mais um ano; para Medicina então, muita gente coloca tanto esforço que acaba prejudicando a própria saúde, mental e física, isso prejudica não só elas mesmas, mas o próprio desempenho na prova, que é o que almejam. Não sei se é uma coisa que funcionaria para todo mundo, mas funcionou para mim.

 

nathanael

Nathanael, em pé à esquerda, ao lado do diretor-geral do Campus RII, MiguelVillardi

4 – Qual a importância do Campus RII na sua preparação?

Como disse, acho que a escola foi o fator mais importante no vestibular. Toda a formação que tive dentro e fora de sala foram importantíssimas, não só pelos estudos das matérias em si, mas também por todas as coisas que o colégio me proporcionou além disso, como o contato com certas bibliografias e produções, o acesso que tive a um projeto de iniciação científica e todo o aprendizado além do que as disciplinas escolares pedem. Fui privilegiado de estudar no Pedro II e acho que, sem ele, nada disso seria possível. E, mais do que o vestibular, o mais importante disso tudo foi minha formação como pessoa.

 

 

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