Aluno do CPII tira 1º lugar e ganha bolsa para estudar na Califórnia

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Eduardo Thomaz Noronha conta sobre seu intercâmbio nos Estados Unidos
Eduardo Thomaz Noronha conta sobre seu intercâmbio nos Estados Unidos

Eduardo Thomaz Noronha, de 19 anos, é aluno do Campus Niterói desde de 2014 teve que interromper a graduação no final do primeiro semestre de 2016, quando estava na 3ª série, para estudar nos Estados Unidos.

Eduardo concorreu a uma bolsa de intercâmbio para o estado da Califórnia e passou em primeiro lugar. Veja como foi a experiência do aluno.

Quando começou a estudar no CPII?

Comecei em 2014, na 1ª série do Ensino Médio. Em 2016, já na 3ª série,  estudei apenas até agosto daquele ano. Então realizei o intercambio e voltei em agosto de 2017 para concluir os estudos no CPII.

Na sua opinião qual é o diferencial de estudar no CPII?

Primeiro,eu não poderia concorrer a essas bolsas sem estudar no CPII. A educação no Colégio Pedro II me abriu os olhos. Quando eu estudava em uma escola particular, ficava fechado na minha bolha: as pessoas eram muito parecidas. Então passei para o CPII e entrei em contato com pessoas muito diferentes, que eu não teria a oportunidade de conhecer sem estar aqui.

Qual a importância que o colégio tem na sua vida?

Eu conheci muitos professores que me orientaram bastante e me aproximaram de muitas matérias. Eles me ajudaram a definir o que eu quero fazer na minha vida acadêmica. Além de expandir os meus horizontes, em termos de conhecer com profundidade a realidade.

Eduardo junto da sua Host Family
Eduardo junto da sua Host Family

Como conseguiu a bolsa para o exterior?

Eu vi um cartaz pequeno grudado em um mural do campus e me inscrevi. A primeira fase foi online: uma prova de Matemática, outra de Inglês e redação. Passei para a segunda etapa, que foi uma convivência durante um dia. Compareci ao escritório da AFS e estive com outros nove alunos. Fizemos dinâmica de grupo, entrevistas e um teste padronizado de inglês.

A bolsa que ganhei foi da ABP, intermediada pela AFS, para passar um ano nos EUA. Todos que passaram eram de escola pública ou eram de algum campus do CPII.

Onde ficou nos EUA? Quanto tempo? E o que fez?

Fiquei em uma cidade da Califórnia, chamada San Clemente, que fica entre San Diego e Los Angeles. Tinham muitos brasileiros, iranianos, vietnamitas, inclusive minha Host Mom era canadense.

Estive durante um ano por lá; eu era um estudante comum, ia para a escola pela manhã e voltava à tarde. Durante alguns finais de semana comparecia as orientações da AFS, onde tinha contato com outros estudantes bolsistas de todo o mundo.

Formatura do Ensino Médio
Formatura do Ensino Médio

Conte um pouco sobre o aprendizado: as melhores e piores experiências?

Tudo foi maravilhoso, uma experiência pontual é muito difícil. O que eu tirei disso tudo e o que é mais valioso são os amigos que eu fiz, não foram muitos, porém bons amigos. Com certeza manteremos essa ligação por muitos anos.

A pior experiência foi no começo, quando escolhi as aulas. Eu acabei optando por aulas que me foram sugeridas e que eram muito bobinhas, não entendia nada, foi estranho. Além de não conseguir me relacionar com ninguém. Então o início foi bem estranho e até ruim. Mas depois troquei as aulas, resolvi essa situação e as coisas começaram a fazer sentido.

Também aprendi a surfar, porque todos na cidade surfavam, e eu fiz minhas tentativas. Pelo menos peguei algumas ondas e quero continuar a praticar o esporte.

O que essa experiência mudou no seu dia a dia? O que vai levar para o resto da vida?

Agora sou muito mais prático. Os norte-americanos são pragmáticos: se algo não tem função quase não tem valor. Eu aprendi a abordar as coisas de uma forma mais prática e metódica. Sempre procurando uma fórmula de para fazer tudo, resolver os problemas uma vez e continuar me baseando nisso para resolução dos outros problemas.

Quer fazer faculdade? Qual curso?

Estou tentando uma faculdade nos Estados Unidos e, se conseguir, será o curso de Física e Linguística.  Nos EUA existe esse curso. E, se por acaso eu ficar no Brasil, será Engenharia Elétrica.

Conte-nos sobre o acampamento de verão.

Eduardo afirmar que toda experiência valeu a pena
Eduardo afirma que toda experiência valeu a pena

Nos Estados Unidos concorri a uma bolsa para um acampamento de verão acadêmico que seria em Tóquio, no Japão. Esse camping era organizado por alunos universitários do mundo todo, a maioria era da Faculdade de Yale.

O nome da empresa é Gakko, que patrocina as bolsas e tem convênios com empresas japonesas. Fiquei durante duas semanas em Tóquio com as todas as despesas pagas.

O acampamento participei de workshops, os organizadores eram graduados ou graduandos, mestres ou mestrando em alguma disciplina relacionada às artes. As atividades tinham duração que variavam de 1h30 até 5 horas, baseadas em alguma coisa que eles sabiam e podiam ensinar. A maioria das aulas tinham algum conceito proeminente naquela área, que poderia ser um conceito individual.

Deseja viajar para mais alguns países? Quais e por que esse país?

Tenho curiosidade por todos os países da Ásia, mas gostaria de ir à África porque acho que tenho uma visão limitada desse continente e nunca conheci nenhum africano.

Qual o recado que você deixa para os alunos que desejam o intercâmbio.

Quanto aos medos e receios é tudo inevitável, mas tudo passa. Você se adapta às situações e vale muito a pena.

Hyanarrara Santos (Estagiária de Jornalismo)

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