Alunos de SCII vivenciam experiências no horto

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Aula de Geografia no horto para a turma 607
Aula de Geografia no horto para a turma 607

Aulas em locais alternativos, fora da tradicional sala de aula, estão sendo uma opção de professores e de educadores. Em São Cristóvão II, não poderia ser diferente e a “menina dos olhos” de professores e de estudantes vem sendo o horto botânico do Complexo de São Cristóvão. Afinal, uma floresta dentro da escola é para poucos.

O professor de Geografia Rogério Lafayette tem ministrado aulas e atividades no horto, desde 2014, e considera que seria um desperdício ter uma floresta dentro do colégio e não utilizá-la pedagogicamente. Ainda se emociona, ao lembrar de relatos de estudantes que nunca tiveram contato com a mata e de poder ter proporcionado isso a eles. “Possibilitar a vivência com a natureza, considerando que as gerações são cada vez mais urbanas, é muito gratificante!”, enfatiza. Rogério também costuma brincar com os alunos, dizendo que as aulas no horto são mais “baratas” do que nas salas, porque não se gasta energia elétrica. A ventilação e a iluminação são naturais.

Roberta Coutinho Valverde, aluna do 1º ano do Ensino Médio de SCIII e bolsista do Projeto Caapii, coordenado pelo professor Rogério, recorda que conheceu o horto no 6º ano e, desde então, adora participar de aulas e atividades no local. “Ainda lembro da mudinha que plantei quando estava no 7º ano. As aulas no horto são diferentes, pois ficam na memória”, acrescenta Roberta.

A aluna Maria Eduarda Domingos, da turma 901, também fala sobre sua vivência no horto. “Foi uma experiência única, além de quebrar a monotonia da sala de aula. Quero ir mais vezes!”

O que não se pode negar é a unanimidade dos professores das diversas matérias em relatar os efeitos benéficos das atividades pedagógicas em espaços alternativos e que, especificamente, o horto possibilita os estímulos natural e sensorial, por meio do contato com a natureza, da interação com a terra e com a vegetação local.

De acordo com Rafael Medeiros, coordenador do Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE/SCII), os estímulos naturais são muito importantes e relata: “Na sociedade atual, existem pesquisas em torno do chamado “déficit da natureza”, indicando que as crianças e os adolescentes dessa geração estão cada vez mais distantes dos estímulos naturais, como sons da natureza, ambientes com plantas e/ou com animais. No Napne, estamos buscando despertar esse estímulo natural nos alunos com necessidades específicas, criando um ambiente favorável e as atividades no horto fazem parte desse processo”.

napne horto
Aula de leitura com a fonoaudióloga Renata Pires para alunos do NAPNE

O que acham de passar um tempo observando as plantas e discutir a fotossíntese?

Imaginem poder conversar sobre o ciclo dos elementos químicos na natureza, estando numa floresta sem sair do colégio…

Para a aluna Beatriz Miranda, da turma 805, o horto é um espaço que tem que ser valorizado.

Alunas Roberta Valverde (bolsista do Projeto Caapii), Maria Eduarda Domingos (turma 901) e Beatriz Miranda (turma 805)
Alunas Roberta Valverde (bolsista do Projeto Caapii), Maria Eduarda Domingos (turma 901) e Beatriz Miranda (turma 805)

A experiência vivenciada no horto pelo professor de Ciências Guilherme de Rezende e pelos seus alunos facilitou muito o entendimento sobre o conteúdo disciplinar “transformação de matéria e de energia no ecossistema. “Percebi que o conteúdo que estava sendo trabalhado em sala de aula poderia ser muito mais explorado”, diz Guilherme, que afirma ainda que essas atividades, além de contribuírem com a absorção do conteúdo, criam uma relação sensorial e emocional mais próxima com a natureza, auxiliando na construção de um novo olhar e de novos hábitos. O professor pretende levar seus alunos ao horto sempre que tiver um conteúdo correlacionado e acrescenta: “Ter um espaço que permita esse tipo de atividade, dentro do colégio, é um diferencial imenso com relação à maioria das escolas do Rio de Janeiro. Temos um microcosmo em que podemos discutir muita coisa sobre ecologia e bioquímica.

Aula de Ciências com o professor Guilherme de Rezende para estudantes do 9º ano
Aula de Ciências com o professor Guilherme de Rezende para estudantes do 9º ano

O Colégio Pedro II, no auge dos seus 180 anos, mantém pulsando, em São Cristóvão, um coração com 9.000m² de extensão. Acarinhado por Roberto Burle Marx, por meio de projetos paisagísticos, já sofreu desilusões, mas foi revitalizado e, hoje, está aberto a novas conquistas.

No mês em que se comemora o meio ambiente, estudantes e servidores do campus São Cristóvão II sentem-se felizardos por terem essa floresta como objeto de estudo e espaço alternativo para atividades pedagógicas.

 

 

Por Suzeth Calheiros – comunicadora do Campus São Cristóvão II

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