Projeto Caapii de SCII fornece tempero à merenda escolar

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Alunas Leandra Pires (à esquerda), Roberta Valverde e Rayanne Soares com a nutricionista Ana Carolina Machado (à esquerda ao fundo) e a merendeira Janice Coutinho.
Alunas Leandra Pires (à esquerda), Roberta Valverde e Rayanne Soares com a nutricionista Ana Carolina Machado (à esquerda ao fundo) e a merendeira Janice Coutinho.

Desde o início do ano letivo de 2018, as refeições da merenda escolar dos campi de São Cristóvão contam com um ingrediente que vem proporcionando um gostinho de “quero mais”. A responsável por isso é uma planta chamada alfavaca, que pode ser usada tanto para tempero, como para fins medicinais.

O cultivo do tempero é realizado por estudantes bolsistas e colaboradores do Projeto Caapii, coordenado pelo professor de Geografia de São Cristóvão II, Rogério Lafayette.

“A ideia de abastecer a cozinha do refeitório com alfavaca, especificamente, se deu pelo fato de a planta ter se adaptado ao solo do colégio e de se tratar de um arbusto perene, podendo ser colhida o ano inteiro”, disse Rogério.

A nutricionista do refeitório de São Cristóvão, Ana Carolina Machado, contou que a proposta de utilizar a planta na merenda escolar surgiu de uma conversa com o professor Rogério sobre o projeto Caapii. “Achei a proposta muito interessante, mas, no primeiro instante, tive receio da rejeição por parte dos alunos com relação ao novo tempero. Testamos, acrescentando a alfavaca ao tempero de uso diário na nossa cozinha, e tivemos um resultado positivo com o enriquecimento do sabor da comida.”, contou. Ana Carolina acrescentou que o refeitório tem dificuldade em receber temperos naturais diversificados e, por isso, pensou na possibilidade de expandir o projeto por meio do fornecimento de outras ervas e hortaliças.

Roberta Valverde (à esquerda) e Rayanne Soares, alunas bolsitas e colaboradoras do Projeto Caapii.
Roberta Valverde (à esquerda) e Rayanne Soares, alunas bolsitas e colaboradoras do Projeto Caapii.

Janilce Coutinho, merendeira do refeitório, conhece bem os benefícios da alfavaca e teve um papel importante para a aceitação do tempero na merenda escolar.  “Costumo bater, no liquidificador, as folhas da alfavaca com os temperos de uso diário, como alho e cebola, depois coloco na geladeira. O tempero fica mais apurado se ficar mais tempo na geladeira, então, temos que utilizar a quantidade certa para que a comida fique saborosa”, explicou Janilce.

A iniciativa não é uma via de mão única. O refeitório disponibiliza os caixotes usados para o Caapii, que são reutilizados para o cultivo de mudas.

Os estudantes aprovaram o novo tempero. Mateus Arantes, da turma 907 (SCII), disse que notou a diferença do sabor e que a comida está mais gostosa.

“Deu para perceber a mudança no gosto da comida, está mais temperada. Meus colegas comentam que a refeição está mais saborosa, aí, como faço parte do projeto, conto que estamos fornecendo alfavaca para o refeitório. Tem aluno que gostou tanto, que começou a usar no tempero de casa.”, enfatizou a aluna Leandra Pires, da turma 1105 (SCIII).

Leandra Pires, da turma 1105 (SCIII) e  Mateus Arantes, da turma 907 (SCII)
Leandra Pires, da turma 1105 (SCIII) e Mateus Arantes, da turma 907 (SCII)

O abastecimento da alfavaca no refeitório acontece às 3ª, 5ª e 6ª feiras, quando são entregues 2 potinhos de vidro, vedados, contendo 50 folhas cada. De acordo com Roberta Valverde, bolsista do Caapii e aluna do 1º ano do Ensino Médio de SCIII, essa quantidade serve para dois dias aproximadamente.

Com essa iniciativa, os alunos que participam ativamente do processo, tiveram o reconhecimento do seu trabalho e puderam proporcionar aos demais, um tempero fresco, sem agrotóxicos e, sem dúvida, com um toque de chefe de cozinha.

Alunas Leandra Pires (à esquerda) e Roberta Valverde, bolsista e colaboradora do Projeto Caapii, na horta em SCII.
Alunas Maria Eduarda (à esquerda) e Roberta Valverde, bolsista e colaboradora do Projeto Caapii, na horta em SCII.

O Caapii

Criado em 2017, o Caapii é um projeto de iniciação científica do campus São Cristóvão II, que surgiu da possibilidade de pensar, na escola, do ponto de vista ecológico, tendo como foco inicial o combate a cultura do desperdício. Coordenado pelo professor de Geografia Rogério Lafayette o projeto visa a transformar pequenos espaços de solo ociosos em locais apropriados para o plantio.

“Percebi que a gente tinha canteiros ociosos, com a existência de árvores. Havia grande quantidade de folhas secas que eram jogadas no lixo, fortalecendo o hábito do desperdício no ambiente escolar. Com isso, concluí que essas folhas poderiam ser utilizadas para forrar canteiros, a fim de obter matéria orgânica, para nutrir esse solo”, afirmou Rogério.

Hoje, a horta é cultivada por alunos bolsistas e colaboradores do projeto e conta com plantas aromáticas, alimentícias e/ou medicinais, como jurubeba, urucum, mandioca, pimenta, boldo, capim-limão, alfavaca, entre outras, tornando-se mais um espaço pedagógico alternativo em São Cristóvão II.

 

Por Suzeth Calheiros – comunicadora do Campus São Cristóvão II

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