Bate-papo: ex-aluna Sofia Leitão dá dicas pra quem quer estudar no exterior

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Sofia_Leitao

Quem aí nunca pensou em estudar no exterior? Quando o assunto é fazer uma graduação em outro país, sabemos que muitas universidades oferecem programas de bolsas de estudos parciais ou integrais para estudantes estrangeiros. Mas você tem alguma ideia de como se planejar e começar a se preparar para fazer atingir esse objetivo?

Para te ajudar nessa empreitada, conversamos com a ex-aluna Sofia Bielinski Leitão, formanda de 2018 do Campus Engenho II e Aluna Pena de Ouro. Ela foi aprovada para o curso de Química, na Oberlin College, que fica em Ohio, nos Estados Unidos. Nesse bate-papo, Sofia compartilha um pouco da sua experiência ao concorrer a uma vaga em uma universidade estrangeira e dá algumas dicas para quem quer seguir o mesmo caminho.

Sofia foi a Aluna Pena de Ouro do Campus Engenho Novo II, em 2018
Sofia foi a Aluna Pena de Ouro do Campus Engenho Novo II, em 2018

O que te motivou a querer fazer uma graduação no exterior?

SL: O que mais me motivou a fazer graduação no exterior foi o acesso a oportunidades e também a estrutura da faculdade. Eu sabia que, além de ter uma imersão completa, ou seja, morando no campus, conhecendo alunos de todo o mundo e criando uma vasta rede de contatos, eu também teria acesso a tecnologias, equipamentos de ponta e, principalmente, receberia auxílio e suporte para fazer pesquisas em laboratórios.

 

Pela sua experiência, o que as universidades estrangeiras esperam de um estudante de outro país? Que pontos são avaliados quando você concorre a uma vaga?

SL: O processo que um aluno estrangeiro realiza é bem parecido com o processo que os estadunidenses também fazem. Como o aluno internacional recebeu uma educação diferente em seu país, as faculdades esperam que ele demonstre que consegue se adaptar ao modelo americano. Por isso, os alunos devem cumprir algumas etapas para aplicar para as faculdades, como: testes padronizados (SAT e TOEFL), cartas de recomendação de professores, redações pessoais, atividades extracurriculares e histórico escolar (que comprovem que o estudante é engajado fora de sala de aula, além de ser um bom aluno).

 

As experiências que teve no CPII te ajudaram a alcançar esse objetivo? Como?

SL: Sem dúvidas, todas as minhas experiências no colégio me ajudaram a alcançar o objetivo de estudar fora. Como eu tive que enviar o meu currículo para as faculdades, todas as atividades extracurriculares que o Pedro II me ofereceu ao longo dos anos foram muito importantes para que eu conseguisse demonstrar liderança, proatividade e engajamento, características que as faculdades procuram. Eu citei, por exemplo, olimpíadas de matemática (incluindo uma competição na Índia), iniciações científicas de neurociências e atividades de língua estrangeira, todas oferecidas pelo colégio.

Sofia integrou a equipe do ENII que representou o CPII na olimpíada internacional QUANTA 2016, na Índia
Sofia integrou a equipe do ENII que representou o CPII na olimpíada internacional QUANTA 2016, na Índia

Muitos estudantes também têm esse desejo de estudar fora, mas sabemos que nem sempre o esforço pessoal é o suficiente concretizar um sonho. Vocês tiveram uma rede de apoio que tornaram isso possível? Fale um pouco sobre as pessoas/oportunidades que te ajudaram a superar as dificuldades e tornar esse sonho realidade.

SL: Após me formar em 2018, passei o ano de 2019 me preparando para a aplicação das faculdades dos Estados Unidos. Durante esse tempo, recebi auxílio de uma mentoria chamada BRASA Pré. A BRASA é uma associação de estudantes brasileiros que estudam no exterior e, de forma gratuita, eles me ajudaram com correção de redações, preparação para as provas e lista de faculdades. Além disso, o auxílio da família foi muito importante, principalmente em um ano que eu já estava fora do colégio e estudando em casa.

 

Com o cenário da pandemia, você já conseguiu iniciar o curso?

SL: Geralmente, as aulas das faculdades estadunidenses vão de agosto a dezembro e janeiro a maio. Porém, com a pandemia, os estudantes internacionais estão enfrentando alguns problemas em obter visto e viajar. Em meu caso, especificamente, eu decidi adiar a faculdade em um ano, ou seja, irei começar no segundo semestre de 2021. Mesmo assim, continuo muito animada para participar de programas de pesquisa, conhecer o campus e começar as aulas.

 

Que dicas você pode dar para quem quer se preparar para se aplicar a uma universidade estrangeira?

SL: Primeiro, faça um bom planejamento. É muito importante decidir quais documentos irá precisar e em quais meses, que etapas do processo você precisa realizar e quando você pretende aplicar. Segundo, se prepare com antecedência para os testes padronizados, pois eles exigem muita rapidez de leitura. Terceiro, faça boas atividades extracurriculares. Ou seja, aquelas atividades que te ajudam a contar sua trajetória, combinam com seus gostos pessoais, fazem você crescer pessoalmente e causar impacto. Quarto, seja transparente nas redações. Tente, ao máximo, valorizar sua trajetória e sua história, além de mostrar para as faculdades momentos nos quais você superou obstáculos e adquiriu novas habilidades.

 

 

Por Bianca Souza

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