Gotículas de Afeto V: A Escola é…

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AFETO 3

Olá,

As gotículas de afetos de hoje nos  proporcionam uma tempestade de bons sentimentos e memórias que nos possibilita ver, reconhecer e (re)viver a nossa escola de uma forma muito especial, como se estivéssemos abrindo um verdadeiro baú dos tesouros: um baú de memórias! Vamos embarcar nessa viagem?  Apertem os cintos, afrouxem os corações e descubram:

 

O QUE PODE A ESCOLA COM A PRESENÇA DAS CRIANÇAS E SEUS FAMILIARES?

No CREIR, COMEMORAMOS e HONRAMOS as vidas que chegam diariamente neste espaço.
Comemoramos cada criança e adulto que chega com seus corpos e suas energias de movimento, respiração e pulsação que dão vida ao que chamamos de Educação Infantil.  Um seguimento da educação que se formalizou ao se AFIRMAR o direito das crianças a se educarem em grupos, com professores com formações específicas, e em espaços especialmente planejados para elas.
 
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Foto 1 – Os Salvadores das Formigas


A potência da escola de Educação Infantil, também chamada por alguns autores de Escola das Infâncias, é a presença de cada criança que chega com seu modo único, com uma história e linguagens únicas.
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Foto 2 – Desenhando com as duas mãos


Comemoramos a chegada das diferenças!  Sejam as diferenças de interesse, de identidades, as diferenças físicas, os diferentes saberes e os diferentes desejos de novos saberes.

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Foto 3 – “Me Pinta”!?


Recebemos e comemoramos a vida no coletivo, pois sabemos que as vidas e as histórias diferentes em DIÁLOGO na escola é mais rica para todos – sujeitos e sociedade. Assim, no CREIR, a cada manhã ou início da tarde, a partir de propostas e ideias negociadas entre adultos e crianças, compomos e recompomos o nosso currículo. Objetivos são traçados a partir das perguntas e das ideias de professores e crianças que, ao se escutarem, se observarem e se conhecerem, vão descobrindo que há muito o que aprenderem JUNTOS.
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Foto 4 – Receitas de cores


Nos encontros presenciais, em interação, crianças e adultos aprendem sobre as diferentes formas de sermos humanos e, juntos, descobrem materiais e matérias de um MUNDO cheio de novidades a serem descobertas e ressignificadas.
Nesses encontros, as interações são acompanhadas e ampliadas a partir de três princípios básicos: o CUIDADO, A ESCUTA e A INTEGRAÇÃO DAS DIFERENTES LINGUAGENS, pois acreditamos que os encontros/aprendizagens de Si, do outro e do Mundo acontecem de forma integrada e plena quando afirmamos, nas práticas, a relação íntima do CORPO e MENTE e da EMOÇÃO e RAZÃO.
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Foto 5 – “Eu quero ser indígena”


Somos absolutamente contrários a uma educação que apresenta informações das diferentes áreas de conhecimento como se estas fossem desconectadas do mundo e contextos em que foram construídos e acessados.
Por isso, acreditamos que a Educação Infantil não pode, por exemplo, ensinar a escrita alfabética como se esta fosse apenas formas, sons de um conjunto de letras, que nada se conectam com os reais significados da escrita para esta sociedade.  Acreditamos no trabalho com a escrita através de suas funções sociais que reverberam no cotidiano da escola.
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Foto 6 – Registro do CART 2016


Assim como a escrita e o desenho, a modelagem possui funções e sentidos diferentes para cada criança, pois é afetada de modo diferente e único por cada uma.   Na escola, os contextos vividos por cada uma das crianças se COMUNICAM, dialogam.
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Foto 7 – Brincadeiras com massa de modelar


Na escola, as necessidades e os desejos diferentes de cada sujeito vão afetando o outro e o modificando.  Ampliam-se os repertórios de histórias e brincadeiras. Cada um se redescobre em novas formas de se firmar no mundo.
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Foto 8 – “Vem!!! desce”!!!


Desde 2014, temos a construção de projetos como uma de nossas principais propostas de organização do trabalho com as crianças do CREIR. Além destes, valorizamos as experiências que nos atravessam no acontecimento dos Encontros.  Através da Escuta que se dá com o corpo inteiro, busca-se captar os desejos e os interesses das crianças e vamos, com elas, em busca de fazeres, descobertas e festejos capazes de nos transformar, nutrir e, por isso, nos fazer crescer e viver.  
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Foto 9 – Bolo formigueiro para o jardineiro 

Ao escutar as crianças, em seus movimentos, expressões faciais, sussurros, ideias expressas nas rodas e nos diferentes cantos da escola, vivenciamos muitas possibilidades de construção de novos conhecimentos, ampliação de repertórios e relações.
A cada movimento de qualificação da escuta das crianças pequenas, observamos a necessidade de um trabalho cada vez mais INDIVIDUALIZADO e em PEQUENOS GRUPOS.
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Foto 10 – Momento da assinatura da presença

 

Neste sentido, passamos a documentar as aprendizagens nos encontros que se dão com as crianças pequenas, quando trocam olhares a centímetros de distância, em diferentes circunstâncias: procurando pistas em mapas reais para encontrarmos os povos indígenas “em perigo” que conhecemos em uma exposição, brincando de caça ao tesouro pelo pátio da escola, aprendendo e inventando regras de um jogo novo ou mesmo cozinhando para nós mesmos, para uma visita ou para aniversariantes.

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Foto 11 – Aprendendo a jogar

 

Na escola temos encontros, aprendizagens, aconchego, acolhimento e um sentimento de segurança que podem parecer invisíveis e imprevisíveis, mas, não são.

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Foto 12- Inauguração da Sala de Leitura Floresta de Livros

 

Por isso, quando a linguagem verbal não der conta de explicar o que é Educação Infantil, as crianças, em nossos registros pela fotografia, pelos vídeos e pela música, não nos deixarão esquecer.

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Foto 13 – Abertura da Ciranda Literária 2016

 

Chegando ao finalzinho dessa nossa viagem por algumas memórias da escola, aterrissando lentamente com nossos corações, perguntamos:
 
A ESCOLA, O QUE É? 
 
Quer descobrir? Clique no link abaixo e viaje mais um pouco com a gente!




Por fim, não poderíamos deixar de fora o roteiro dessa nossa viagem! Nem as histórias vividas pelos nossos tripulantes. Qual seria a sua história preferida? 

Legenda dos contextos:

Foto 1 – Os Salvadores das Formigas: 
Neste dia, as crianças   descobriram algumas formigas longe do formigueiro e imaginaram que elas estavam perdidas. Por isso, dedicaram todo o tempo no pátio testando planos e estratégias para levá-las até os seus parentes – formigas.
Foto 2 – Desenhando com as duas mãos: 
A criança fotografada tinha uma paixão por desenhos de jogos eletrônicos.  Seus desenhos eram feitos com as duas mãos, como se fosse o processo de apertar os botões nas jogadas.
Foto 3 – “Me Pinta”!?
Em um projeto que mergulhou nas histórias vivas das culturas indígenas, as crianças passaram a fazer o ritual de pintura no momento do pátio.  Era uma ação espontânea das crianças, mas o que chamava a atenção era que elas escolhiam amigos especiais para tocarem em seus rostos através do desenho, o que é comum em muitos povos indígenas em diferentes rituais.
Foto 4 – Receitas de cores
 Esta vivência teve como objetivo descobrir diferentes tons de verde, laranjas e marrons para a confecção de uma ilustração de um livro sobre dois besouros que apareceram na sala e ganharam uma história.
Foto 5– “Eu quero ser indígena”!
Inseridas em um projeto sobre a vida do povo indígena Puri, as crianças se agradaram da saudação “Xuteh Poteh”, que significa boa luz.  Após muitas experiências e conversas com Aline Rochedo Pachamama (professora Puri convidada pela turma), as crianças perguntaram se poderiam se transformar em indígenas como ela.  Essa atividade fez parte do ritual de construção de identidade da turma.
Foto 6 – CART 2016
O CART é o Conselho de alunos representantes de Turma.  Nesta situação, a orientadora pedagógica, a orientadora do SOEP e as professoras da turma se reuniram com as crianças para pensarem em melhorias para a escola.  As crianças falavam e as professoras registravam.  Depois, as crianças enriqueciam o registro com desenhos ilustrativos.
Foto 7 – Brincadeiras com massa de modelar
Como é comum, as crianças estavam trabalhando juntas com um mesmo material e produziram algo novo. Brincando, comemoram seus projetos bem-sucedidos.
Foto 8 – “Vem!!! desce”!!! 
Nesta turma, apenas duas meninas não conseguiam descer ao contrário no escorrega.  Nesta foto, o registro do momento em que a maioria das meninas a cercam para motivá-las.
Foto 9 – Bolo formigueiro para o jardineiro
Durante um projeto que surgiu do interesse das crianças por borboletas e formigas, o jardineiro da escola surgiu em cima do muro da turma e começou uma conversa cheia de conhecimentos afetivos com a natureza.  A partir deste dia, surgiu uma grande parceria que, ao final, foi comemorada com um bolo formigueiro feito pelas crianças.
Foto 10 – Assinando presença
Nesta turma, o registro da presença passou a ser feito em papel como em reuniões dos adultos.  Uma proposta feita pelas professoras e que as crianças abraçaram.  No início, a cada um que chegava, os demais o rodeavam para verem onde o colega ia assinar e se o seu nome era parecido ou diferente do nome dele.
Foto 11 – Aprendendo a jogar
Nesta foto, as crianças que conheciam as regras do jogo ensinavam às demais.
Foto 12- Inauguração da Sala de Leitura Floresta de Livros
A criança pede o colo e a professora oferece.  Mas, a criança não queria apenas um colo, ela queria um ninho. Felizmente, o colo-ninho estava lá para este encontro de histórias e representatividade.
Foto 13 – Abertura da Ciranda Literária 2016
A festa estava cheia.  Uma responsável trouxe uma poesia e a declamou para todos. Foi o ano do teatro “Os Saltimbancos” que findou com a frase memorável “ Todos Juntos Somos Fortes”.


Essa é a nossa escola. E fazer parte dela é ter a certeza de que muitas outras histórias temos a construir e contar, a cada dia, a cada encontro! Juntos! Aguardamos, pacientemente e a favor da vida, pelos nossos (re)encontros.  Estamos por perto.


Afetuosamente,


Coordenação Setorial do Centro de Referência em Educação Infantil Realengo

CREIR – Colégio Pedro II

Categorizado em gotículas de afeto

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