Entrevista com Júlia Lins, coordenadora do Projeto Arroz com Feijão

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A ex-aluna Júlia Lins trabalhando no Projeto Arroz e Feijão (foto: arquivo pessoal)
A ex-aluna Júlia Lins trabalhando no Projeto Arroz e Feijão (foto: arquivo pessoal)
Hoje entrevistamos a nossa ex-aluna Júlia Lins Talon de Souza, 19 anos, que atualmente cursa Farmácia na UFRJ. Assim como nossas ex-alunas que coordenam o projeto Quarentena Solidária (clique aqui para ver esta matéria), Júlia também criou, com amigos, um projeto solidário chamado Projeto Arroz e Feijão. Este projeto entrega alimentos a pessoas com necessidade.
Trazemos a Júlia como um exemplo de cidadania e de como podemos agir positivamente na nossa comunidade. Também fazemos essa pequena homenagem a ela e a todos os nossos alunos e ex-alunos, que tanto nos orgulham no curso de seu desenvolvimento.
Confira a entrevista:

Como surgiu a ideia do projeto?
Júlia Lins: “A ideia do projeto surgiu a partir do momento em que eu e mais 5 amigos pensamos no quanto éramos privilegiados em poder ter uma moradia e alimento durante a quarentena. Partindo desse princípio, pensamos nas pessoas e famílias que, principalmente, nesse período não tinham estruturas e oportunidades dignas. Logo, decidimos que tínhamos o dever de fazer algo por essas pessoas. Então, o Projeto Arroz e Feijão se construiu. Afim de contribuir para a vida de pessoas em situação de rua e famílias que não possuem condições dignas para viver e se alimentar.”

Por que o projeto se delimita a Caxias?
Júlia Lins: “O projeto se delimita ao munícipio de Duque de Caxias, visto que é o ambiente em que nós vivemos e podemos mudar de fato, mesmo que em pequena escala. Acreditamos que toda mudança começa pela raiz do problema. No entanto, para que possamos lutar pela vida digna desses indivíduos em precárias condições, devemos oferecer, no mínimo, as condições básicas de sobrevivência. E assim, oferecemos alimentos e amor para estas pessoas.”

A ex-aluna Júlia Lins comemorando sua formatura no Ensino Médio Regular (foto: arquivo pessoal)
A ex-aluna Júlia Lins comemorando sua formatura no Ensino Médio Regular (foto: arquivo pessoal)

Quantas pessoas já foram ajudadas?
Júlia Lins: “Já conseguimos alcançar cerca de 200 pessoas em situação de rua, além da nossa parceria em um projeto que auxilia 40 famílias carentes também em Duque de Caxias com a doação de cestas básicas.”

O que você têm aprendido com esse projeto? O que tem significado pra  você participar dele e ajudar pessoas?
Júlia Lins: “O Projeto Arroz e Feijão tem me ensinado que, além de como é gratificante a solidariedade, cada vez mais nós devemos buscar de onde surgem as feridas sociais e como podemos curá-las. Todos podemos ajudar. Com pequenos atos, porém que sejam feitos com força de vontade e empatia, realmente podemos contribuir para um dia melhor na vida de alguém.
Para mim, não há sentimento mais descritivo que a gratidão. A quarentena, apesar de restringir alguns atos, também permite que nós possamos parar e pensar o que podemos fazer para, ao menos, tentar amenizar as infinitas desigualdades que moldam nosso Brasil e buscar por um futuro mais amoroso, mais igualitário e menos egoísta.”

Pretendem continuar com o projeto depois da pandemia?
Júlia Lins: “Sim! O Projeto Arroz e Feijão pretende continuar as atividades depois da pandemia, promovendo não somente a distribuição de quentinhas e cestas básicas; mas também a partir da contribuição em campanhas, como Campanha do Agasalho e dentre outras que poderão surgir.”

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