Em curso

Título: Educação Infantil e literatura: crítica e mediação de leitura

Equipe: Raquel Marina da Silva Nascimento, Janaína Cacia Cavalcante Araujo, Mariane Del Carmen de Costa Diaz, Marcia Nascimento Magalhães Pinto Monteiro, Patrícia Cristina dos Santos, Rosana de Moura de Aguiar, Fernanda Araújo de Sousa (Auxiliar de biblioteca), Natalia Batista de Moraes (Auxiliar de biblioteca) e Beatriz da Silva Mattos (Psicóloga)

Resumo:  A literatura é um componente curricular que perpassa as práticas pedagógicas. Ela está presente em nosso cotidiano escolar nas ações diárias: nas leituras em roda, nas contações de história e nas vivências na sala de leitura. É importante que professoras e professores, bem como auxiliares de biblioteca, tenham um olhar crítico para o acervo e estejam comprometidos com a promoção de experiências significativas envolvendo a literatura. O Grupo se constitui como um espaço para estudo e discussão que potencializa a promoção desses conhecimentos e a formação continuada dos docentes e servidores que atuam diretamente com as crianças do CREIR. O Grupo de estudos discute acervos de literatura infantil e sua dimensão estética, ética e discursiva. Os encontros são quinzenais alternando com a leitura de obras da literatura infantil e textos de crítica literária.

Título: Vivências psicomotoras no NAPNE/CREIR do Colégio Pedro II

Equipe: Cintia Tavares Ferreira, Katia de Souza e Almeida Bizzo Schaefer, Camila da silva Perrotta, Rosana de Moura Aguiar

RESUMO: O projeto Vivências psicomotoras no NAPNE/CREIR do Colégio Pedro II busca propiciar, através da metodologia da Psicomotricidade Relacional, a um grupo específico de crianças, um diálogo tônico, em relações de afeto, que revele e que altere formas de sentir, pensar e se relacionar consigo mesmo, com o outro e com o ambiente, quando assim for necessário para a busca de perseverar em si mesmo. Os profissionais que atuam nessa prática psicomotora têm o papel de mediar tais relações, apresentando objetos, situações desafiadoras e acolhedoras, considerando as limitações, mas também as potencialidades de cada um. Os encontros se baseiam no diálogo tônico, na leitura dos movimentos mais amplos, como também das expressões mais sutis, de forma que a tonicidade ganha maior relevância e a comunicação verbal perde espaço, para que a escuta alcance a subjetividade do ser e a complexidade do que cada um sente e vive, para além das palavras. Todos os encontros estão previstos com, no mínimo, três profissionais habilitados em Educação Infantil, Psicomotricidade e/ou Psicopedagogia. Ainda contaremos com a ajuda de pelo menos um assistente de aluno, nos casos de saída do espaço para ir ao banheiro ou beber água. O grupo poderá ter até 10 crianças, de 3 a 6 anos, alunos do CREIR no ano letivo de 2018, sejam do turno da manhã ou da tarde. A seleção do grupo será realizada pela equipe do NAPNE, com o apoio e aprovação dos responsáveis pelas crianças selecionadas. Os resultados dessa análise serão compartilhados com a equipe do NAPNE do Colégio Pedro II, para que esse setor possa levar o que achar necessário para outros setores do CREIR, com o intuito de somar o olhar da Psicomotricidade aos olhares de outros profissionais, técnicos ou professores, que atuam diretamente com as crianças envolvidas nesse projeto.

Título: Oficina de Estimulação da Linguagem Oral no NAPNE/CREIR do Colégio Pedro II

Equipe: Cintia Tavares, Angélica Moraes (Departamento de Informática Educativa) e Aline Musse (Departamento de Informática Educativa)

Resumo: As crianças se expressam e se comunicam por diversas linguagens, e utilizam a linguagem oral como principal forma de comunicação com seus professores e colegas. A medida que há dificuldade em sua fala e, consequentemente, não são compreendidas, algumas reações negativas como a frustração e a agressividade passam a ser observadas. Esse cenário tem sido recorrente nas turmas de Educação Infantil demandando uma atenção maior da equipe para trabalhar essas questões. A partir disso surgiu a ideia de um projeto que pudesse auxiliar no desenvolvimento da fala dessas crianças buscando seu bem-estar e maior facilidade na comunicação e integração ao grupo.

O NAPNE em sua estrutura do Colégio Pedro II subdivide-se em Atendimento Educacional Especializado (AEE) e Laboratório de Aprendizagem. O AEE segundo Resolução CNE/CEB, nº 4/2009, no seu artigo 4º, considera público-alvo desse atendimento aqueles que apresentam: 1) Alguma deficiência: impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas; 2) Transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nesta definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação; 3) Altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas, como intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade.

O Laboratório de Aprendizagem é um espaço pedagógico para além do público-alvo da Educação Especial, que auxilia os alunos que apresentam alguma necessidade específica. Considerando as limitações e as potencialidades de cada criança, temos como proposta no Laboratório de Aprendizagem trazer uma Oficina de Estimulação da Linguagem Oral que desenvolva aspectos da fala por meio de diferentes experiências.

Título: Escola e Família em Tempos De Whatsapp: Contribuições da perspectiva da diferença para pensar esta relação

Equipe: Kelsiane A. De Oliveira de Mattos Pereira

Resumo: Já é recorrente, no campo educacional, referir-se à relação escola-família como suposta parceria, entendendo a ação complementar que a escola desempenha junto à família como relação simétrica de troca e diálogo. Neste projeto, a partir do diálogo com as teorizações do que pode ser nomeado como perspectiva da diferença, pretende-se discutir a relação escola-família no contexto da educação infantil, problematizando a noção de parceria. Das teorizações derridiana, busca-se operar com a noção de interabilidade para problematizar os sentidos que a interação família-escola pode assumir nas diferentes vozes que participam desta relação. A interlocução teórica com Rosa Maria Hessel Silveira é potente para fundamentar a realização de entrevistas com os atores sociais, trazidos para o foco desta pesquisa, entendo a sua realização como uma arena de significados. Além disso, pretende-se fazer um levantamento no campo acadêmico para conhecer os sentidos que se atribui à relação escola-família, especialmente, na educação infantil. Por fim, pretende-se problematizar e discutir as ações em andamento na escola que se referem ao tema em questão e também propor novas práticas que visem o estreitamento ou, como coloca Kramer, o intercâmbio entre estas duas instituições.

Título: Profissionais de Educação Infantil, escrita e identidade

Equipe: Camila dos Anjos Barros, Pablo Luiz de Faria Vieira da Silva, Débora Sabina da Silva Geraldo, Luciana Helena Monsores, Camila da Silva Perrotta, Alessandra de Barros Piedras Lopes

Resumo: O presente projeto consiste na organização de uma publicação semestral com artigos que versem sobre aspectos teóricos, metodológicos e práticos do trabalho na Educação Infantil e com as crianças pequenas. Pretende-se, assim, construir um acervo que contribua para a produção da identidade da primeira etapa da Educação Básica.

Título: Núcleo de estudos e pesquisas em Linguagem, Infância e Filosofia – NEPLIF

Equipe: Alessandra de Barros Piedras Lopes, Aline Buy Santos, Ana Carolina Silva Martins, Carolina Silva Gomes de Sousa, Raquel Marina da Silva do Nascimento, Vera Lúcia Santos Moura

Resumo: Partindo de conceitos abrangentes e de compreensões múltiplas, este núcleo de estudos objetiva comportar pesquisas que busquem as distinções entre os conceitos “infância”, “linguagem” e “filosofia”, seus pontos tangencias, e seus trespassamentos.  A concepção de “filosofia” com a qual se deseja trabalhar não se apresenta tão somente como uma disciplina ou ciência, mas se estende dos estudos da tradição do pensamento filosófico às práticas filosóficas contemporâneas. Destaca-se precisamente a ideia de prática filosófica na afirmação da indissociabilidade entre teoria e prática, entre ciência e técnica, entre experiência e sentido, entre forma e conteúdo. Infância, Linguagem e Filosofia se entrelaçam neste projeto, nas vidas em que acontecem, para que se delimitem as maneiras possíveis em que as experiências e sentidos que atravessam podem ser forjados e ressignificados na Educação.

Título: Bidocência na Educação Infantil do Colégio Pedro II: possibilidades e desafios narrados pelas professoras e crianças

Equipe: Renata Machado de Souza Santos

Resumo: A pesquisa tem como propósito investigar a bidocência na educação infantil, a partir da experiência vivida no Colégio Pedro II. A Educação Infantil foi implementada no referido colégio, em 2012, em Realengo, tendo a bidocência como organização docente. Nessa perspectiva, previu a atuação de duas professoras, ao mesmo tempo, na mesma turma.  Ao chegar nessa instituição e conhecer a dinâmica de trabalho, alguns questionamentos começaram a me acompanhar: Que concepções de educação infantil permeiam essa instituição ao adotar a bidocência? Como a bidocência na Educação Infantil pode contribuir para contemplar melhor, tanto a singularidade de cada criança, quanto o papel do grupo na formação dos sujeitos? Assim, as questões iniciais da pesquisa foram se delineando em torno de: investigar os limites e possibilidades do trabalho pedagógico na educação infantil, baseado na bidocência. A pesquisa é de caráter qualitativo, fundamentada numa perspectiva histórico-crítica e tem como sujeitos, além da própria autora, professoras que compuseram as duplas da bidocência e crianças que participaram do processo. Os movimentos investigativos preliminares foram: recuperar minha trajetória docente, a partir do memorial de vida e formação; levantar uma documentação sobre a implantação da Educação Infantil no Colégio Pedro II; iniciar uma revisão bibliográfica sobre o tema; debruçar sobre os cadernos de planejamentos e caderno de campo contendo anotações de situações cotidianas da escola, bem como de reuniões de planejamento semanal, de coordenação e dos colegiados.

Título: O currículo como um projeto de infância: afinal o que as crianças têm a dizer?

Equipe: Maria Clara de Lima Santiago Camões

Resumo: Este estudo tem o objetivo de olhar a infância como espaço sem origem fixa, sob o signo da diferença, e analisar que condição de currículo se tece ao deslocar a criança de uma condição de subalternidade trazendo-a para o foco dos processos de produção curricular e, a partir dessa concepção, discutir sobre como as propostas curriculares são produzidas na Educação Infantil e que sentidos se hegemonizam nesta produção. Trata-se de uma pesquisa que versa sobre a infância como experiência, nesse sentido a perspectiva é não falar pelas crianças, mas como o outro, com voz própria, em constante negociação e contemplar a Educação Infantil como espaço de luta e garantia de discussão política. O que dizer das experiências de ser criança na Educação Infantil (EI)? Como as crianças significam suas experiências nestes espaços? Quais os significados que atribuem às práticas cotidianas? Como participam da escolha do que é vivenciado, experimentado? Perguntas que delineiam o “objeto” de estudo: currículo como um projeto de infância.  Ao trazer a criança à centralidade aponto para a inexistência de uma estrutura fixa que determina discursos que posicionam a criança no lugar da subalternidade, especialmente a partir da articulação com estudos de Homi Bhabha (2011, 2013) e Spivak (2010).  O entendimento de políticas de currículo como produção político-discursiva reforça o argumento de que a partir das negociações e disputas é que os sentidos e interesses se hibridizam na formulação curricular, evidenciando sua condição de processo político inacabado. É no ato de negociar que significados são construídos dialogicamente. O caminho desta investigação encontra na ideia de hospitalidade de Derrida uma possibilidade pensar sobre a “língua” da infância, muitas vezes, inaudível ou destituída de significação. Assim, discutir nos termos Derridianos, sobre a criança como estrangeira, indica uma possibilidade de retomar a pergunta feita por Spivak (Pode o subalterno falar?) indagando: Como temos criado espaço para ouvir as crianças, em “sua língua”, na Educação Infantil?

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