Pesquisa de servidora do CPII influenciou lei que obriga orientação profissional em escolas estaduais

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Kylenny com formandos da 3ª série do Campus Engenho Novo II, que a inspiraram na dissertação
Kylenny com formandos da 3ª série do Campus Engenho Novo II, que a inspiraram na dissertação

 Desde o dia 20 de setembro, o Governo do Estado do Rio de Janeiro aprovou a Lei nº 8106, que obriga as escolas da rede estadual a realizarem, no ensino médio, atividades destinadas à orientação profissional. Assim, estudantes do ensino médio poderão se informar na escola sobre as principais profissões existentes no mercado de trabalho, as possibilidades de emprego, suas áreas de atuação e atribuições. A proposta da lei em questão teve influência direta da pesquisa realizada pela servidora do Colégio Pedro II, Kylenny Mendes, para sua dissertação no Curso de Mestrado Profissional em Sistemas de Gestão.

 Em sua dissertação, Kylenny buscou encontrar propostas de ações para alavancar o desempenho de alunos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Durante a pesquisa de campo, ela percebeu que um dos fatores que prejudicava o bom desempenho dos estudantes era a falta de atividades de orientação profissional. “Esse aluno chega no terceiro ano do ensino médio e se sente pressionado a tomar uma das decisões mais importantes da vida dele, sem ter sido preparado para isso. Ele passa toda a educação formal básica sem ter contato nenhum com as profissões, sem ampliar suas próprias aptidões. Quase 100% dos alunos se mostraram angustiados ou ansiosos, com dificuldades para escolher um curso ao final do ensino médio, e isso pode influenciar negativamente seu desempenho no Enem”, explicou.

 O resultado da pesquisa foi enviado por sua orientadora, Stella da Costa (UFF), ao secretário estadual de Educação, Wagner Victer, que, frente ao resultados, sugeriu a criação de um projeto de lei que assegurasse a orientação profissional a estudantes do ensino médio do sistema estadual de ensino. “Tenho o sentimento de dever cumprido. É fantástico saber que os alunos das escolas públicas do Rio chegarão ao final da Educação Formal Básica mais preparados para enfrentar a próxima etapa de escolha do curso superior e inserção no mercado de trabalho. Minha esperança é que ela se expanda para lei federal, alcançando assim alunos de todo o país”, afirmou Kylenny.

 Kylenny participou da segunda turma do curso de Mestrado Profissional em Sistemas de Gestão pela Qualidade Total, uma parceria entre o CPII e a UFF, que qualificou 60 servidores da instituição. João Rodolpho de Souza, diretor de Administração Funcional da Progesp, acredita que estimular a capacitação dos servidores gera benefícios para toda a sociedade. “A lei estadual 8.106/2018, a partir da pesquisa realizada pela servidora Kylenny Rachel Mendes Ferreira, é um excelente exemplo do impacto decorrente da implementação do programa de mestrado pelo Colégio Pedro II. É muito importante, bem como gratificante, verificar que a aplicação do que foi desenvolvido pelos servidores, através do programa de mestrado, é refletido na busca pelo alcance do bem comum”, elogiou.

Acesse a portaria de elogio da Direção Geral do Campus Engenho Novo II.

 Assessoria de Comunicação Social

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