Universo sci-fi inspira contos e projetos de professora do ENII

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Juliana Berlim, professora de Português do ENII
Juliana Berlim, professora de Português do ENII

Em setembro de 2018, a professora de Português do Campus Engenho Novo II, Juliana Berlim teve um conto de sua autoria publicado no livro 16 contos insólitos. O livro publicado pela Mundo Contemporâneo Edições reúne contos do gênero literário que trabalha com temas insólitos, fantásticos e surreais.

O gosto pela escrita vem de longa data. Juliana tem textos publicados desde seus 13 anos, quando participou de um concurso literário interno do Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde cursou o ensino fundamental e médio. Desde então já teve diversos contos publicados em coletâneas, revistas eletrônicas e e-book. Um de seus orgulhos foi ter textos selecionados para compor a coletânea cyberpunk  2084: mundos cyberpunks, em que divide espaço com expoentes da ficção científica brasileira.

“Por mero acaso, tenho enveredado pelo mundo da ficção científica e fantasia, literatura de gênero portanto. Escrevi um conto para a Festa Literária das Periferias (FLUP) em 2016 com a temática da ficção científica e por aí fiquei. É, como dizem os colegas do gênero, a única vertente que consegue dar conta do mundo em que vivemos tal como o conhecemos. Não é uma sentença, é uma crença, mas eu acredito em parte nisso”, conta Juliana que busca inspiração para seus textos em relacionamentos amorosos e na política. Autores como Jorge Luis Borges, Julio Cortazar, Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Gustave Flaubert, Fiódor Dostoiévski, Orwell e Atwood estão entre os escritores que mais a inspiram.

“A peste do vento” (conto que integra 16 contos insólitos) surgiu partir de uma mensagem enviada via Messenger por uma pessoa que Juliana só conhecia via Facebook. “A figura masculina presente no conto, bem como o suspense do texto, trabalha de forma fantástica com a ideia do desconhecido”, comenta.

Sua paixão pela ficção e fantasia se reflete no trabalho que desenvolve com estudantes do Campus Engenho Novo II. Desde 2016, Juliana busca estimular o gosto pelo leitura, em especial pela ficção científica, por meio do clube de leitura sci-fi Neuromancers. Para 2019, a professora pretende incorporar textos de fantasia e horror às leituras e discussões do grupo. “Até agora, lemos muitos textos clássicos, nada leves ou divertidos, mas que nos encantaram. Tenho muita sorte de ter este grupo coeso e entusiasmado, vê-los crescer intelectualmente me enche de orgulho. Espero que nossos mirabolantes planos de domínio da galáxia sejam finalmente concluídos com sucesso em 2019, estamos trabalho pesado para isso com nossos aliados de Saturno, apesar do sinal intergaláctico no Engenho Novo ser ruim”, brincou (ou não).

 

 

Por Bianca Souza

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