Dia do Orgulho Autista – 18/06

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Autismo

O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamada transtorno global do desenvolvimento (TGD).

O autismo apresenta comprometimento em três principais eixos:

Interações sociais:

Alheios ao ambiente social; baixa incidência de interações com crianças da mesma idade; falhas em apresentar comportamentos de atenção conjunta, como apontar e rastrear o olhar, compartilhando a atenção com o adulto.

Comportamentos estereotipados, repetitivos e restrição de interesses:

Adesão à rotinas ou rituais incomuns; padrões repetitivos de comportamentos, tais como movimentos pendulares do corpo, postura não usual dos dedos, agito frequente das mãos; preocupação persistente com partes de objetos.

Comprometimentos qualitativos na comunicação e na linguagem:

Atraso ou ausência completa de linguagem falada; quando presente, a fala pode ser idiossincrática e ocorrer completamente fora de contexto, também pode apresentar inabilidade em iniciar e manter conversação.

frase

–  Muitos autistas são pensadores visuais, não pensam através da linguagem. Geralmente, substantivos são as palavras mais fáceis de aprender, pois em sua mente ele pode relacionar a palavra a uma figura. Para ensinar substantivos, por exemplo, a criança precisa escutar você falar a palavra, ver a figura e a palavra escrita simultaneamente. O mesmo deve acontecer quando for ensinar um verbo: segure um cartão que diz “pular” e você fala “pular” enquanto executa o ato de pular.

–  Pessoas não-verbais terão mais facilidade em associar palavras às figuras se visualizarem a palavra escrita e a figura em um cartão. Alguns não entendem desenhos e, por isto, é recomendável trabalhar-se primeiramente com objetos reais e fotos.

–  Alguns conceitos tornam-se difíceis de serem apreendidos pela pessoa autista se não forem demonstrados de forma concreta.

–  Muitos autistas são bons em desenho, artes e na utilização de computadores e se fixam num assunto específico. A melhor maneira de lidar com esta fixação é usá-las para motivar os trabalhos da escola. Se a pessoa gosta de dinossauros, leia em conjunto um livro sobre dinossauros e faça, por exemplo exercícios de matemática usando o tema, envolvendo o período em que viveram, peso, altura, comparando com outras espécies de seres vivos. Nesta brincadeira, diversas áreas estarão conexas: história, matemática e biologia.

–  Adolescentes não-verbais não conseguem, ao mesmo tempo, processar estímulo verbal e visual. Eles são “monocanal” (conseguem aprender melhor utilizando apenas um tipo de estímulo) e podem apresentar muita dificuldade para receber informações de forma visual e auditiva.

–  Alguns autistas apresentam processamento visual deficiente e acham mais fácil ler letras impressas na cor preta sobre papel colorido, para diminuir o contraste.

SUGESTÕES DE JOGOS

Os jogos constituem um recurso privilegiado para a aprendizagem e, quando bem utilizados, ampliam possibilidades de compreensão através de experiências significativas. Além disso, os jogos por seu caráter coletivo, permitem que autistas troquem informações, façam perguntas e explicitem suas ideias e estratégias avançando em seu processo de aprendizagem e comunicação. Em tempos de pandemia podemos brincar juntos!!

Batalha

Material: cartas do baralho – de Ás à 10

Conteúdo: leitura de números, comparação

A meta é ganhar mais cartas. Um dos jogadores distribui as cartas: uma para cada participante a cada rodada. Na sua vez, cada jogador abre a primeira carta de seu monte. Aquele que virar a carta mais alta pega todas as cartas apresentadas. Todas as jogadas se repetem da mesma forma até que todas as cartas já tenham sido distribuídas. Se abrirem cartas iguais, os jogadores que empataram devem virar outra carta e aquele que tirar a maior ganha. Pode ser jogado em duplas ou pequenos grupos.

7 cobras

Material: 2 dados, lápis e papel

Conteúdo: soma de dados, leitura e grafia de números

Escreve-se a sequência numérica na folha de papel (2 a 12). Na sua vez de jogar, o jogador soma os dados e marca com um X o número sorteado. Se a soma der 7, o jogador desenha uma cobra no seu papel. Quem marcar todos os números primeiro, com o menor número de cobras é o vencedor. Quem obter 7 cobras sai do jogo.

Nunca 10

Material: tampinhas de garrafa de cores diferentes ou palitos de sorvete coloridos (2, 3 ou 4 cores), 1 ou 2 dados

Conteúdo: soma, noção de unidade, dezena, centena e milhar

Cada jogador, na sua vez, jogará o dado, soma-se a quantidade e pega-se a quantidade de palitos sorteadas. Iniciando com uma cor que representará as unidades(verde, por exemplo). Ao se obter 10 palitos verdes (10 unidades) troca-se por 1 palito de cor que represente a dezena (azul, por exemplo). A centena é vermelha e o milhar amarelo. No final das rodadas combinadas efetua-se a soma para saber qual o vencedor.

Jogos de mímica:

Ao transmitir sem palavras sentimentos, músicas ou situações, a criança/adolescente organiza seu pensamento lógico e busca compreender causas e consequências para melhor se expressar.

Jogo Can Can / Uno:

Atua no raciocínio lógico-matemático, reversibilidade de pensamento, trabalhando também sentimentos de intolerância à frustração.

Jogo Banco Imobiliário:

Neste jogo, assim como é na vida real, a sorte é aliada às decisões corretas. Trabalha raciocínio, atenção, pensamento lógico…

Jogos de vitória ao acaso (roleta, dados, trilha, pistas a percorrer…):

Nestes jogos o ganhar e o perder são aleatórios, não dependendo da eficiência dos jogadores. São muito úteis para crianças/adolescentes que não aceitam perder.

Quebra-cabeça:

Desenvolve a observação, concentração, percepção visual e raciocínio.

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Atividades Interativas servem para auxiliar crianças, adolescentes e adultos com autismo a interagir e desenvolver suas habilidades sociais. Aproveitemos o isolamento social para ampliar tais habilidades.

As metas de algumas atividades podem ser modificadas de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Pescando as Sentenças

Meta:     Estimular     a     utilização     de     sentenças      mais      longas.

Motivações / Interesses: Atividades físicas

Preparação: Em letras bem grandes, escreva as sentenças que descrevem atividades que você acredita que sua criança/adolescente terá interesse em participar. Por exemplo: “Eu quero fazer 10 polichinelos”, “Eu quero simular um passeio de bicicleta”, “Eu quero brincar de vivo-morto”, “Eu quero brincar da dança das cadeiras”. Escreva quantas sentenças você conseguir inventar para ações que você vai oferecer.

Início da Atividade:“pesque” uma atividade, leia e a convide para realizá-la juntos. Quando ele/ela estiver bem motivada dentro da atividade, você pode pedir para que leia a sentença inteira ou para que repita depois de você. E você oferece a ação motivadora. Assim toda família participa, se movimenta e se diverte.

Conversa com os Dados

Meta: Conversação com conteúdo social.

Motivação / Interesses: O assunto que sua criança/adolescente goste de conversar (ex: carros, etc.).

Preparação: Faça dois dados gigantes. Um dado será o dado das “situações”, cada face terá uma situação diferente relacionada com a área de interesse (ex: o carro quebrando, comprando um novo carro, etc.). No outro dado, escreva em cada face nomes de pessoas que conhece (ex: membros da família, amigos da escola, professora e o nome da criança/adolescente).

Início da Atividade: Explique que neste jogo, cada um tem a sua vez para jogar ambos os dados ao mesmo tempo. A combinação entre a situação e o nome da pessoa ditará o assunto da conversa. A ideia é conversar sobre como aquela pessoa agiria naquela determinada situação. Queremos encorajar conversas que tenham o foco em informações pessoais. Se você jogar os dados e obtiver a mesma combinação uma segunda vez, jogue o dado dos nomes novamente até que você tenha um nome diferente para iniciar a conversa.

Descreva a situação de forma animada, divertida, e bem detalhada. Procure adicionar na sua descrição vários interesses. Por exemplo, se gosta de humor tipo “pastelão”, inclua na história pessoas escorregando ou deixando coisas cair, etc. Estimule a ter a vez dela. Auxilie a contar a história o quanto você achar necessário. Quando entender bem o mecanismo do jogo e estiver altamente motivada, comece a introduzir desafios maiores. Ofereça menos auxílio, fique em silêncio e espere que ele/ela ofereça mais ideias espontaneamente. Se necessário, ofereça algumas dicas relativas à personalidade daquela pessoa específica (ex: “Você se lembra como o Ricardo gosta de conversar o tempo todo? O que você acha que ele faria se o carro dele quebrasse?”).

Invente uma história engraçada para estimular a fala espontânea.

Faça uma pilha de cartões com uma palavra ou desenho em cada um, as palavras devem estar relacionadas aos interesses da pessoa autista. Inclua nas fichas, uma que tenha o ponto de interrogação. Inicie então uma história utilizando uma cartolina. Inicie a frase  e faça uma pausa, pegue um cartão e use a palavra para completar a frase. Se você pegar um ponto de interrogação, você ou a pessoa podem inventar qualquer palavra para escrever naquele ponto da história. Quanto mais engraçada e sem sentido a história melhor!

O entrevistador

Encorajar a conversação através da dramatização de vários personagens.

Use um gravador (pode ser com celular) onde o adolescente deverá entrevistar os diversos personagens do desenho ou livro escolhido. Estimule-o a entrevistá-lo por 3 minutos. Isso cooperará com a habilidade social.

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SUGESTÃO DE FILMES

 Temple Grandin

O Menino e o Cavalo

Um amigo inesperado

Meu nome é rádio

Uma Viagem Inesperada

Rain Man

Milagre na Cela 7

Dia do Orgulho Autista (pdf)

Bibliografia:

A matemática na Educação Infantil – A teoria da Inteligências múltiplas na prática escolar – Kátia S. Smole – Ed. Artes Médicas

As cem linguagens das crianças – Gandinio e Forman – Editora Artmed Fórum Bimestral conversando sobre a inclusão – Prefeitura de Niterói

Programa Son-Rise®.

http://www.inspiradospeloautismo.com.br/Programa/Programa.html

Revista Ciranda da Educação – Autismo Revista Guia Escolar – Ano 01 – nº01/2011 Revista Inclusão – Ano 03 – nº 05/2011

TCC Autismo: Desafio na Alfabetização e no Convívio Escolar – http://www.crda.com.br/tccdoc/22.pdf

http://www.autismonoamazonas.com/2010/11/material-didatico-para-autistas-jogo-de.html

https://jucienebertoldo.files.wordpress.com/2013/05/caderno-pedagc3b3gico-autismo-com-sugestc3b5es-de-atividades-jogos-e-ilustrac3a7c3b5es.pdf

https://educamais.com/10-filmes-sobre-autismo/

 

 

Comunicação Social do Campus Engenho Novo II

 

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