Banda desenhada “Njinga a Mbande, Rainha do Ndongo e Matamba” é projeto da Unesco

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Aula após aula, meninos e meninas negras saem da sala de cabeça baixa após o toque do sinal. O desânimo vêm de ouvirem a história de seus ancestrais. Professores bem intencionados carregam no colorido vermelho da dor de milhares de africanos trazidos das diversas regiões da Costa Africana e feitos escravos em solo brasileiro. É história de banzo profundo. Dor e lamento que ferem o corpo e embrutecem a alma. Conhecer para não esquecer. Não esquecer para não repetir. Importante, sem dúvida.

Mas as Áfricas, dito assim no plural não só pela grandeza do território, mas pela diversidade de seus povos, contam também outras histórias. Njinga a Mbande viveu uma dessas histórias. Mulher de habilidade política e diplomática admiráveis, Njinga foi rainha de Ndongo e Matamba, no século XVII, atualmente regiões de Angola. Enfrentou o domínio português, garantindo ao seu povo existência digna e resistência contra a opressão.  Conhecer a história dessa rainha africana dá aos meninos e meninas negras a oportunidade de também se orgulhar de sua história. História de opressão e dor. Sem dúvida. Mas também de luta, brilho e resistência. Conhecer para não esquecer. Não esquecer para se orgulhar e se inspirar.

A banda desenhada “Njinga a Mbande, Rainha do Ndongo e Matamba” é projeto da Unesco e indicação do Diretor Administrativo do Campus Engenho Novo II, Ricardo Bentim, para os nossos alunos.

Confira aqui a história na íntegra

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