Projeto ‘Conte uma História’ realiza oficinas com alunos do 8º ano do Humaitá II

Publicado em

IMG_20180817_172449286

No mês de setembro, as turmas do 8º ano do Campus Humaitá II da tarde participaram do projeto de extensão “Conte uma História”, realizado pela professora de português Lyza Brasil e pelo professor da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Andrea Lombardi.

O projeto realizou oficinas, dadas por licenciandos e licenciados da universidade para alunos do 8º ano campus. Na turma 802, o mestrando Sergio Novo ofereceu a oficina “Poesia de ponta-cabeça”, em que propôs aos estudantes uma reflexão crítica sobre perspectiva e representação, usando obras de arte e objetos exclusivos.

Na turma 804, a licencianda  Maria Júlia Klippel desenvolveu a oficina “O que nasce da argila?”, em que todos foram levados a criar formas a partir da leitura do conto “Bonecos de barro”, de Clarice Lispector.

Já a mestranda Carolina Carvalho estimulou na turma 806 a escrita de poemas através de uma “cartografia verbal”, técnica literária, com a leitura do poema “Desaparecimento de Luísa Porto”, de Carlos Drummond de Andrade, durante a  oficina “‘Os jornais não deram': uma leitura coletiva de Drummond”.

IMG_20180817_142734055

Experiência

“O nome do projeto é ‘Conte uma História’, pois cada ‘aula’ se realiza por meio de uma história, e cada história (fragmento do saber) precisa ser narrada, apresentada, evocada, vivida. A fonte do saber é a experiência de quem conta. Experiência, de preferência, autêntica, isto é, que represente uma forma própria de lidar com o conhecimento”, explicam Lyza, Andrea e Bernardo Oliveira, professor da Faculdade de Educação da UFRJ.

Segundo eles, existe na universidade a pretensão de ter autoridade e domínio sobre os campos do saber e a convicção de estar narrando a história de forma correta. “Mas a crise do sistema de ensino é radical e transversal, atinge todo o sistema: da escola básica à universidade. A ideia de que a escola e a universidade são espaços de transmissão do saber – ao invés de sua invenção – e o modo como esse processo ocorre é, em princípio, pesado, atrasado, confuso, esquemático.”

A essa situação confusa, completam, corresponde a necessidade de forjar uma nova relação teoria-prática, consistente e produtiva, que se apoie na análise cuidadosa do contexto, que se origine de uma prática capaz de superar o modelo tradicional de educação ao apelar à percepção, à intuição e a todos os sentidos (da comunidade escolar e universitária), que precisam ser reavivados.

“Se ‘o aluno faz parte do corpo docente”, escreveu Décio Pignatari em 1967, urge refundar a educação: precisamos de formar estudantes críticos que sejam capazes de pesquisar, experimentar e criar novas ideias, novas obras, novos conhecimentos; de estimular e sermos estimulados por indivíduos capazes de desenvolver atividade e receptividade e, nesse processo, de transformar e sermos transformados pelo que há de bonito no diálogo pedagógico”, enfatizaram.

Em maio passado os coordenadores do projeto e a professora Lyza promoveram uma conversa com entre os estudantes a liderança indígena Yakuy Tupinambá.  Em setembro foram realizadas no Campus Humaitá II duas oficinas para o Programa de Residência Docente do Colégio Pedro II abertas à comunidade.

O “Conte uma História” acontece em outros campi do CPII e em outras escolas da rede pública.

IMG_20180817_172437048

Saiba mais sobre o projeto

O “Conte uma História” sugere a invenção de soluções novas, segundo alguns princípios que podem ser aprofundados, melhorados, confrontados: 1) o objeto da “aula”, ou melhor, da oficina, deve ter relevância, o que exige a revisão constante dos currículos, para quem aprende (e ensina) e, sobretudo, para quem ensina (e aprende); 2) quem apresenta (docente, aluno/a, formador/a, especialista) precisa colocar na criação da “aula” toda sua paixão, seu envolvimento, sua emoção, suas escolhas particulares; 3) e, finalmente, as propostas elaboradas têm que ser trabalhadas com criatividade/originalidade, transformando o espaço da sala de aula em um laboratório, substituindo a instrução pela experimentação.

 

 

 

Setor de Comunicação do Campus Humaitá II

Categorizado em 8º ano, Notícias

Assuntos:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Tema desenvolvido pela Comunicação Social do Colégio Pedro II para WordPress