Coletivo de Negres volta à atividade no HU2 com palestra sobre a trajetória de jovens negros na sociedade brasileira

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O podcaster Fagner Torres com os integrante do Coletivo de Negres do Humaitá II
O podcaster Fagner Torres com os integrante do Coletivo de Negres do Humaitá II

O Coletivo de Negres Lélia Gonzáles do Humaitá II iniciou  no dia 11 de junho o projeto pedagógico “Denegrindo Olhares” com a palestra “Juventude e Racismo estrutural: trajetória de jovens negros na sociedade brasileira” do podcaster Fagner Torres, membro da equipe do podcast Lado B do Rio. A iniciativa contou com o apoio dos professores do campus Vidal Assis (Biologia) e Cristiano Campos (História).

Segundo Luana Barbosa de Sousa, do Negres, o projeto vem construir uma consciência entre os estudantes do colégio no sentido de que eles valorizem a cultura e história negra “ao darmos visibilidade a temas que ainda não são tratados com a devida importância dentro da escola, como o racismo estrutural e a vida de jovens negros, como nós, dentro na sociedade em que vivemos”.

A palestra do podscaster Fagner Torres lotou o auditório do Humaitá II

Giulia Gomes da Silva, também no Negre, disse que o nome do projeto chegou a causar impacto entre estudantes, mas estudante  justificou a escolha, explicando que o objetivo do coletivo foi ressignificar o termo ‘denegrir’, sempre  colocado no seu sentido negativo, de algo ser ruim. “No nosso projeto, essa palavra passa a mostrar os valores positivos do que é tornar-se negro. Esse é o nosso desejo, que nossos colegas, amigos, professores e funcionários tenham uma visão da história, da cultura e da sociedade brasileira a partir do olhar de mulheres e homens negros”, afirmou.

Espaços

Maria Eduarda Moreira, outra integrante do coletivo, ressaltou que o evento teve um significado especial, uma vez que marcou o retorno das atividades do coletivo no campus. “Além do desejo de convidar mais alunos negros para participar do nosso coletivo, porque através da nossa ação dentro do campus conseguiremos construir ainda mais espaços que mostrem o nosso valor, que nos deem ainda mais visibilidade e que reforcem nossos potenciais enquanto estudantes negros dentro de um colégio ainda muito branco”, enfatizou.

Todos esses elementos também estiveram presentes na fala de Fagner, que foi ouvida por um auditório lotado. Sobre sua vinda ao Colégio Pedro II, o podcaster afirmou  ter sido “uma experiência fantástica”. “Fiquei impressionado com a potência da garotada. Quem dera que meus 16 anos tivessem sido assim. Estão todos de parabéns”, comemorou.

O Coletivo de Negres Lélia Gonzáles pretende realizar uma série de eventos no Humaitá II no decorrer do ano letivo, com a proposta de alcançar todos os anos e séries, dos três turnos.

 

Setor de Comunicação do Campus Humaitá II

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