Aumenta o número de doadores de sangue na segunda edição do Hemocione no HU2

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Alunos participam da segunda edição da Hemocione no HU2
Alunos participam da segunda edição da Hemocione no HU2

O número de doadores de sangue na segunda edição da campanha Hemocione aumentou em torno de 23%, segundo informou o Hemorio. Neste ano foram 124 atendimentos e 104 bolsas de sangue coletadas. Como aconteceu na edição anterior, alunos, servidores, terceirizados, pais e responsáveis foram voluntários, muitos deles pela primeira vez.

O campus recebeu no dia 9 de julho o Hemorio para mais uma edição da Hemocione, realizada em parceria com a ONG de mesmo nome, campanha que tem a proposta de levar até as escolas o posto de coleta e tornar a doação de sangue um hábito. A inciativa contou com o apoio da Equipe de Ciências e Biologia do Humaitá II.

Ansiedade

As doações aconteceram principalmente na parte da manhã, que concentra o maior número de turmas do colégio. Uma fila se formou na entrada do Laboratório de Biologia, onde acontecia a coleta. A aluna da 2ª série Alana da Silva Hilário estava na fila.  “É a primeira vez que vou doar sangue. Estou com um pouco de medo”, confessou. Sua colega Lorena Dantas de Castro fez coro. “Estou com mais medo que a Ilana”, enfatizou.

Também marinheiro de primeira viagem, Alfredo da Roza Neto, da 3ª série, disse que estava ansioso antes da coleta. “ Ouvi dizer que a pessoa pode desmaiar, mas até agora está tudo bem”, afirmou. Daniel Ferreira Alves, da 3ª série, estava com medo de doar, mas achou a experiência muito tranquila e disse que vai se tornar um voluntário a partir de agora.

Alfredo da Roza Neto (esquerda) e Daniel Ferreira Alves doaram sangue pela primeira vez
Alfredo da Roza Neto (esquerda) e Daniel Ferreira Alves doaram sangue pela primeira vez

Gabriela Medeiros, da 2ª série, comentou que sempre quis doar sangue, mas não tinha idade. Agora que está com 16 anos, pegou a autorização com a mãe para participar da campanha do Hemocione. “Acho essa causa muito importante”, ressaltou. A aluna Lívia de Moraes Mourão, 2ª série, confessou que ficou nervosa quando viu a agulha. “Mas até agora está tudo correndo bem”, afirmou.

Incentivo

Doadora desde 1996, Paula Lobo, mãe da aluna Ana Luiza, da 3ª série, disse que veio doar para incentivar a filha. “Infelizmente ela não vai poder participar este ano, porque está resfriada”, lamentou, lembrando que essa é uma ação importante e que é preciso aproveitar as campanhas de doação.

A servidora Letícia Marsillac, da Secretaria do Humaitá II, já é doadora há 15 anos. “Doo sangue pelo menos duas vezes por ano”, disse. A chefe da Assistência Estudantil, Cristina Paranhos, disse que há tempos não doava sangue. “Mas participei da campanha passada e vou  repetir neste ano. Campanhas assim são bem interessantes para quem não tem muito tempo para doar”, ressaltou.

Voluntária há 15 anos, Letícia Marsillac doa sangue duas vezes por ano
Voluntária há 15 anos, Letícia Marsillac doa sangue duas vezes por ano

Chefe do Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) do Humaitá II, a professora de Desenho Cristina Salles concorda com a importância das campanhas para quem não consegue doar com frequência. Voluntária há 10 anos, Cristina disse que costuma doar sangue quando alguém da família ou amigos necessitam.

As professoras de Desenho Cristina Salles e Jeanne Laisa de Lima batem papo enquanto doam sangue
As professoras de Desenho Cristina Salles e Jeanne Laisa de Lima batem papo enquanto doam sangue

A professora Jeanne Laisa de Lima, uma das doadoras da campanha passada, precisa ficar com as pernas suspensas para poder doar sem se sentir mal. Ainda assim, ela acha importante participar da campanha. “Doava na faculdade e sempre passava mal. Depois descobri que o segredo é colocar as pernas para cima”, explicou.

Pai da aluna Manuela Werneck, 6º ano, Marcos foi convencido pela filha a participar da campanha. “É minha primeira vez. Estou um pouco nervoso, com receio de não conseguir doar. Mas com esse tamanho todo, resolvi tentar. É muito importante essa ação ”, disse minutos antes de começar a coleta.

Marcos Werneck foi convencido pela filha Manuela, 6º ano, a doar sangue pela primeira vez
Marcos Werneck foi convencido pela filha Manuela, 6º ano, a doar sangue pela primeira vez

A médica responsável pela Coleta Externa do Hemorio, Carolina Godoy, ressaltou que, em média, a coleta dura de cinco a oito minutos. Em mulheres mais magras ou acima do peso o tempo de doação pode ser maior, mas não pode ultrapassar 10 minutos.

“Nos sentimos honrados em participar dessa iniciativa, felizes em ver a quantidade de pessoas que se mobilizou para atender a campanha, que este ano conseguiu ainda um número maior de bolsas, e realizados em ver a repercussão disso tudo”, comemorou a coordenadora da Equipe de Ciências e Biologias Ana Claudia Colombo.

Veja mais fotos da campanha!!

Voluntários

O Hemocione é uma campanha de doação de sangue criada por alunos para alunos. Em 2017, o então estudante de Ensino Médio Vitor Pinheiro levou ao Hemorio a ideia de promover campanhas de doação nas escolas. O passo seguinte foi conseguir uma empresa para fornecer camisas da campanha, que são entregues aos voluntários.

“A campanha está crescendo. No primeiro ano fizemos apenas em um colégio. No ano passado estivemos também no Humaitá II. Este ano a campanha vai acontecer em quatro instituições de ensino”, comemorou. Hoje estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Vitor conta com o reforço dos também universitários Giovana Veiga e Tomáz Machado (UFRJ), Estela Veiga (UFF) e Pedro Borges (Souza Marques).

Vitor Pinheiro, segundo da esquerda para direita, criador da campanha, com os colegas Pedro Borges, Giovana Veiga, Estela Veiga e Tomaz Machado (direita)
Vitor Pinheiro, segundo da esquerda para direita, criador da campanha, com os colegas Pedro Borges, Giovana Veiga, Estela Veiga e Tomaz Machado (direita)

Palestras

Neste ano, a  Equipe de Ciências e Biologia, com apoio da Direção-Geral do campus,  promoveu palestras sobre a leishmaniose, dengue, Zika e chikungunya durante a realização da campanha.  Os convidados foram os professores Felipe  Soares Coelho, doutorando da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que falou sobre  “Leishmaniose: um risco iminente”, e Luana Cristina Farnesi Ferreira, Luciana Ordunha Araripe e Rafaela Vieira Bruno, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que abordaram o tema “Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti”.

Doutorando da UFRJ, Felipe Coelho, falou sobre  Leshimaniose e o mosquito vetor para os alunos do HU2
Doutorando da UFRJ, Felipe Coelho, falou sobre Leshimaniose e o mosquito vetor para os alunos do HU2

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