Alunos do HU2 participam de debate com realizadores de curtas

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Na quinta edição do Cinedebate do Humaitá II, os alunos tiveram a oportunidade de assistir aos curtas ” Apto. 304”, J.P. Moraes; “Meu Nome”, de Moa Nic; e “Mergulhos”, de Tâmara Isaac e participar em seguida de um debate com os realizadores. O evento aconteceu na segunda-feira, 18 de novembro, no auditório do campus.

O Cinedebate faz parte do projeto “Que CPII Queremos?” e  tem como objetivo abordar as questões que perpassam o cotidiano da escola, usando o cinema como ferramenta.

os realizadores dos curtas: JP. Moraes (Apto. 304); Moa Nic (Meu Nome); eTâmara Isaac (Mergulhos)
os realizadores dos curtas: JP. Moraes (Apto. 304); Moa Nic (Meu Nome); eTâmara Isaac (Mergulhos)

Primeiro curta a ser exibido, “Apto. 304” conta a história de um quarentão acaba de se mudar para um apartamento. Seus primeiros dias na casa nova vão de vento em popa, até que o vizinho do andar de cima começa a dar as “boas-vindas”. O diretor J.P. Moraes, que também foi o responsável pelo  roteiro, disse que o curta foi seu primeiro trabalho e que ficou feliz com o resultado. Segundo ele, o projeto nasceu de um exercício proposto pelo professor de uma disciplina de um curso na área de audiovisual. “Talvez tivesse uma mensagem na época em que foi feito, mas hoje prefiro deixar que cada um interprete o filme a partir do seu olhar”.

“Meu Nome” e “Mergulhos” são dois documentários. enquanto o primeiro é autoral, um filme de arquivo sobre a trajetória do nome e, consequentemente, da identidade da diretora, o segundo mergulha no universo das pessoas que vivem em situação de rua. Vagner, o menino entrevistado pela diretora, fala sobre sua vida, seus sonhos e seus medos.

O professor de Filosofia Bernardo Barreto (em pé), um dos integrantes do GT de Cinedebate, conduziu o debate
O professor de Filosofia Bernardo Barreto (em pé), um dos integrantes do GT de Cinedebate, conduziu o debate

Nic Moa e Tâmara também estrearam na direção a partir de uma proposta de trabalho de conclusão de uma disciplina sobre documentário. Nic Moa disse que demorou até descobrir o tema para seu curta. “Acabei falando sobre identidade por ser esse um tema muito particular aos transgêneros”, revelou.

Já com Tâmara o tema surgiu de uma realidade que a circunda. Os meninos retratos no filme estão sempre mergulhando nas águas da Baia da Guanabara, na altura da Praça Mauá, onde ela trabalha. “Primeiro eu filmei as crianças. Só depois eu consegui falar com um deles, o Vagner, que acabou sendo o personagem principal do meu curta”, explicou.

Plateia formada por por turmas do 8º ano da tarde, além de outros alunos do Ensino Médio
Plateia formada por por turmas do 8º ano da tarde, além de outros alunos do Ensino Médio

Para os alunos interessados em seguir carreira na área do audiovisual, os três deram algumas dicas. J.P. Moraes falou que sempre gostou de cinema, mas achava que não era uma área acessível. Mas depois que abandonou o curso de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele acredita que é possível atuar na área, apesar das dificuldades, e que não é preciso esperar entrar na universidade para começar. “Existem laboratórios em festivais destinados a estudantes com menos de 18 anos”, informou.

Nic Moa também fez um percurso por alguns cursos, como Arquitetura, Design e Psicologia antes de entrar para o mundo do audiovisual, aos 24 anos.  “Aí você descobre que existe uma rede colaborativa entre as pessoas  e que não é impossível atuar nessa área”, contou. Aos 33 anos, Tâmara concordou com a colega. “Eu filmei meu curta todo com o celular. As ferramentas são muitas hoje em dia.  A gente precisa gostar de estudar, procurar pelas imagens e pelos sons.Mas, antes de tudo, é importante ser apaixonado pela vida para se contar uma boa história”, opinou.

Saiba mais sobre os curtas:

Apto. 304”

  • Ano de produção: 2017
  • Duração: 06’36
  • Gênero: Comédia
  • Com Cláudio Araucellos
  • Escrito e dirigido por J.P. Moraes

“Meu Nome”

  • Ano de produção: 2019
  • Duração: 5’50
  • Gênero: Curta documentário
  • Escrito e dirigido por Moa Nic
  • Montagem: Moa Nic (com agradecimentos especiais à Vinícius Tamer)

“Mergulhos”

  • Ano de produção: 2019
  • Duração: 4 ‘00
  • Gênero: documentário
  • Direção: Tâmara Isaac
  • Montagem: Carol Coelho

Sinopse: Que caminhos nos são permitidos trilhar? Wagner é um jovem cheio de sonhos, entre tantos outros do Rio de Janeiro. Através de um mergulho na contradição, o filme provoca uma reflexão sobre a vida e as influências da sociedade sobre o que e como iremos viver.

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