Comunidade escolar participa de aula inaugural no Humaitá II

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O Campus Humaitá II realizou nesta segunda-feira, 9 de março, uma aula inaugural e o acolhimento dos novos alunos nos turnos da tarde e da noite. Os eventos aconteceram no auditório e contaram com a presença dos estudantes novatos, alunos de outros anos e séries, servidores do campus (professores e técnicos), pais e responsáveis.

A diretora-geral Soraya Sabah abriu a aula inaugural nos dois turnos dando as boas-vindas a todos e ressaltou que aquela era a primeira vez que o campus realizava uma aula inaugural. “Fomos pegos de surpresa quando a Reitoria instituiu que a aula inaugural passaria para os campi, mas agora percebo que foi uma decisão muito acertada. É muito importante reunir a comunidade escolar em um evento como este para darmos início ao ano letivo”, salientou.

Soraya Sabah, à esquerda, apresentou os professores e técnicos do campus aos novos alunos, pais e responsáveis
Soraya Sabah, à esquerda, apresentou os professores e técnicos do campus aos novos alunos, pais e responsáveis

A diretora apresentou os professores e técnicos presentes e os palestrantes do turno da tarde, o professor de Filosofia do campus Alexandre Marques Cabral, e da noite, Afrânio de Oliveira Silva, de Sociologia.

Alexandre, que falou sobre a “Alfabetização dos afetos, observou que os estudantes entram nas escolas e ficam muito focados em aprender os conteúdos das diversas disciplinas e mais tarde acabam se tornando analfabetos em afetos.

Segundo o professor, tanto o afeto como a paixão e a amizade eram conceitos fundamentais nas escolas gregas da antiguidade. “A virtude, que para os gregos significava a excelência, implicava uma maturidade dos afetos. A pessoa virtuosa era aquela que era senhora dos seus afetos”, explicou.

Palestrante da aula inaugural do turno da tarde, Alexandre  disse que as escolas de hoje não trabalham os afetos e visam apenas o desempenho dos alunos
Palestrante da aula inaugural do turno da tarde, Alexandre disse que as escolas de hoje não trabalham os afetos e visam apenas o desempenho dos alunos

As escolas da atualidade, ainda de acordo com Alexandre, não trabalham os afetos e visam apenas o desempenho dos alunos, que em geral se traduz em boas notas. “Mas para o mundo ser melhor, é preciso melhorar antes a qualidade dos nossos afetos. O professor acredita que o espaço escolar deve ser o lugar para o riso, o bom humor, a piada, a brincadeira, mas não pode negligenciar emoções como a angustia, a tristeza, a raiva.

“Que a escola seja o espaço para a alegria e o choro, mas também para abraços e beijos. Que a escola possa educar seus alunos afetivamente”, enfatizou Alexandre.

Escola crítica

Afrânio falou para os alunos do Ensino Médio e do curso pós-médio de Turismo, que abriu sua primeira turma em 2020.  Ele abordou o tema Educação Pública, com destaque para o Colégio Pedro II, instituição que vem formando gerações desde o final do século XVIII.

O professor Afrãnio falou para alunos do Ensino Médio e Pós-Médio. Ele falou do papel transformador da escola
O professor Afrãnio falou para alunos do Ensino Médio e Pós-Médio. Ele falou do papel transformador da escola

O professor ressaltou o trabalho desenvolvido pela instituição e procurou desmistificar informações que circulam, principalmente nas redes sociais, sobre o colégio, entre elas a que sugere que o CPII doutrina os alunos. “As escolas, como acontece com outras instituições, trabalham com um conjunto de ideias, mas isso significa que ela é plural”, explicou. Ainda segundo Afrânio, todas as relações sociais são baseadas em ideologias e mediadas por elas.

O professor observou que o projeto político-pedagógico do CPII pensa a educação como transformadora do indivíduo. “E para isso é preciso conhecer as ideias em sua pluralidade”, ressaltou.  Ainda segundo Afrânio, esse é o motivo principal de disciplinas como Filosofia e Sociologia incomodarem tanto, pois proporcionam aos alunos o conhecimento dessas ideias, além de um olhar crítico sobre elas.

“O Colégio Pedro II já passou por várias fases desde a sua criação, com diferentes projetos pedagógicos. Hoje, a instituição adota a concepção de uma escola crítica. A nossa preocupação é dar aos alunos um sentido que vai além da relação individualista e instrumentalista que muitos estudantes mantêm com suas escolas”, enfatizou Afrânio.

Psicólogo do Soep, Antônio Carlos Villela, se apresenta aos novos alunos
Psicólogo do Soep, Antônio Carlos Villela, se apresenta aos novos alunos

Segundo o professor, a escola não deve ser vista como um lugar onde o aluno vem, aprende e vai embora. “É importante que o estudante deixe algo na escola e possa fazer parte do processo de construção da instituição de ensino onde se formou”, conclui  Afrânio.

A realização da aula inaugural nos campi foi uma determinação da Reitoria, por meio da ordem de Serviço 003 de 24 de janeiro de 2020. Tradicionalmente, a aula inaugural era realizada no primeiro dia do ano letivo, no Teatro Mário Lago, em São Cristóvão.

Antes da acolhida dos alunos do 3º turno, o coletivo de Negres Lélia Gonzales convidou os novos estudantes a fazerem parte do grupo que reúne jovens negros do campus. No ano passado, o coletivo realizou uma série de eventos no colégio.

Luana Araújo e a ex-aluna Joana Souza convidam os alunos negros a particparem do coletivo de Negres Lélia Gonzales
Luana Araújo e a ex-aluna Joana Souza convidam os alunos negros a particparem do coletivo de Negres Lélia Gonzales

Negres traz contadora de histórias africanas e afro-brasileiras para evento no HU2

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Acolhimento

Após as aulas inaugurais o chefe do Setor de Orientação e Educação Pedagógica (Soep) Ricardo Miranda conduziu o acolhimento dos novos alunos que, junto com pais e responsáveis, conheceram um pouco do funcionamento da escola.

“Todos estão de parabéns por terem ingressado em uma escola pública como o Colégio Pedro II, que é de difícil acesso. Que vocês possam se desenvolver academicamente aqui, mas também afetivamente, como bem lembrou o professor Alexandre”, ressaltou Ricardo.

Ricardo Miranda, chefe do Sope,  foi o responsável por conduzir o acolhimento dos novos alunos
Ricardo Miranda, chefe do Soep, foi o responsável por conduzir o acolhimento dos novos alunos

Cada aluno recebeu uma cartilha com as informações sobre o campus, com descrição sobre os setores que compõem a escola, servidores que neles atuam, telefones e e-mails para contato. Em seguida, eles participaram de um tour por alguns setores do campus, como Soep, Biblioteca, Refeitório, entre outros.

O acolhimento dos novos alunos do turno da manhã foi realizado nesta terça-feira, 10 de março, também pelo Soep. Os participantes do tour também puderam conferir os trabalhos dos alunos do Humaitá II que participaram no ano passado do Programa de Iniciação Científica Jr da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura (Propgpec).

Alunos do turno da noite conhecem a Biblioteca.
A chefe da Biblioteca, Maria da Conceição Novaes, apresenta o setor aos  alunos do turno da noite

Confira mais foto da aula inaugural e do acolhimento no HU2

Em sua sexta edição, a Jornada de Iniciação Científica também passou a ser realizada de forma descentralizada a partir de 2020.

Alunos apresenta, trabalhos da Jornada Científica Jr
Alunos apresenta, trabalhos da Jornada Científica Jr

Confira mais fotos da Jornada Científica na galeria

 

 

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