Estudantes do HU2 participam de cursos no Centro de Responsabilidade Socioambiental do Jardim Botânico

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Estudantes de escolas públicas do 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino médio que têm entre 15 e 20 anos e possuem renda familiar inferior a três salários mínimos podem se candidatar a uma vaga do Projeto Florescer, uma iniciativa do Centro de Responsabilidade Socioambiental (CRS), vinculado à Escola Nacional de Botânica Tropical (ENBT) que, por sua vez, integra o Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).

Alguns alunos do Humaitá II já participam dos cursos no CRS (veja relatos abaixo). O estudante que tiver interesse em participar das capacitações que serão oferecidas em 2022 precisa ficar atento ao período de inscrições ( acompanhe o CRS pelo Instagram), que deve acontecer no início do próximo semestre (veja mais informações no final do texto). Até lá, que tal conhecer um pouco mais sobre os cursos oferecidos pelo CRS?

Projetos

O Florescer integra o Programa Educação e Trabalho, que abriga ainda o Projeto de Iniciação Científica no Ensino Médio.  Este último é desenvolvido em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Os selecionados recebem bolsa-educação, uniforme, café da manhã ou lanche da tarde (dependendo do turno), almoço de segunda a sexta-feira e atividades extras: palestras, passeios, participação em feiras e congressos, eventos culturais e interface com projetos internacionais.

Capacitações

O Projeto Florescer atua no atendimento e na formação profissionalizante de jovens, promovendo o resgate dos vínculos sociais dessa população em situação de risco e vulnerabilidade através da educação, da cultura e do trabalho. Confira abaixo as capacitações oferecidas pelo projeto:

Jardinagem com Ênfase em Agroecologia

Proporciona aos educandos conhecimentos gerais sobre as técnicas de jardinagem e conservação de áreas verdes, com foco em práticas sustentáveis. A capacitação busca garantir o desenvolvimento de habilidades básicas, específicas e técnicas pertinentes às novas exigências do trabalhador no mercado de manutenção e conservação de jardins.

Assistente Administrativo com Ênfase em Sustentabilidade

Desenvolve profissionais que planejam, organizam, lideram e gerenciam processos administrativos, articulando recursos humanos e de finanças, produção, logística e vendas, observando os procedimentos operacionais e a legislação com ênfase em práticas sustentáveis.

Monitoria em Espaços de Ciência e Cultura

Forma profissionais aptos a monitorar processos de educação socioambiental, com foco em áreas relacionadas aos temas patrimônio cultural e patrimônio ambiental no Brasil, com ênfase na realidade do entorno dos educandos.  A capacitação fornece ainda ao jovem ferramentas e técnicas para promover, com acessibilidade e inclusão, acolhimento, acompanhamento, orientação e troca de conhecimento com o público visitante.

Parataxonomia e Manejo de Coleções Biológicas

Forma profissionais capacitados para desenvolver atividades de preparo e manutenção de coleção científica, assim como atuar como guias em área de coleção, com conhecimento de flora e fauna.  O educando também estará apto a auxiliar na pesquisa científica com técnicas de coleta e manejo de material biológico, preparação e acondicionamento de amostras vegetais desidratadas (exsicatas) para identificação das espécies e conservação dos recursos naturais.

Iniciação Científica

O Projeto Iniciação Científica no Ensino Médio tem como objetivo estimular a ciência e pesquisa, popularizar o conhecimento científico e  desenvolver habilidades, atitudes e valores necessários à educação científica, tecnológica e pesquisa da biodiversidade, introduzindo os jovens ao método e às técnicas específicas de investigação e criando condições favoráveis para contribuir no incremento de grupos consistentes de pesquisa. O projeto é composto pelos bolsistas Jovens Talentos da Faperj e pelos bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio (PIBIC-EM) do CNPq.

Duração

Os cursos de capacitação do Projeto Florescer têm duração de até dois anos e são compostos por três fases:

Fase 1 – Comum a todos que ingressam no projeto, dura um semestre e trabalha as disciplinas temáticas relacionadas à cidadania, autoestima, sociabilidade e ampliação do universo cultural.

Fase 2 – Também desenvolvida em um semestre, é voltada para a aprendizagem das habilidades da formação específica selecionada, com a introdução dos conceitos e valores de ética profissional e relativos à inserção no mercado de trabalho.

Fase 3 – Período de vivência prática, tendo como meta aprimorar o aprendizado em ambiente de trabalho, propiciando ao jovem o desenvolvimento de suas habilidades de gestão. Desta forma, estimula nos educandos o desenvolvimento pessoal e de qualidades que os capacitem no mundo do trabalho.

As capacitações acontecem nos turnos da manhã, das 8:00 às 11:45, e da tarde, das13:00 às 17:45.

Admiração

O psicólogo do Setor de Orientação Educacional e Pedagógica do Humaitá II, Antônio Carlos Mattar Villela,  visitou o CRS em outubro passado. Ele conta que ficou sabendo dos cursos voltados para os estudantes da rede pública por intermédio da aluna Clarice Almeida, que faz parte do Programa Jovens Talentos.

“De imediato eu pensei: é isso.  É através de iniciativas como essa que nós, os adultos, podemos oferecer instrumentos de saber científico para os jovens no sentido de prepará-los para essa árdua função; a de reestruturar a atual e avassaladora monetização dos recursos naturais”, observou o psicólogo.

Antônio Carlos disse ainda que foi com “esperança, e grande admiração” que visitou as instalações do CRS e pôde observar o trabalho desenvolvido pelos estudantes, alunos do CPII: “lá estão estudantes dos Campi Humaitá II, Duque de Caxias, Niterói e Engenho Novo II.”

“Que belo e generoso exemplo nos oferecem.  Que inspiradora lição intergeracional nos proporcionam. Guardo vivas esperanças de que ações confirmadoras como essa possam se multiplicar e se consolidar”, enfatizou o psicólogo.

Confira relatos de alunos do Humaitá II que participam dos projetos do CRS

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“Minha Experiência no Jardim Botânico está sendo incrível. Trabalho na Parataxonomia e manejo de coleções biológicas. Fico encarregada de coletar as plantas, colocar na estufa e depois montar (como na foto) para fins de pesquisa científica. Além de atender o público no Herbário. O Jardim me fez ter uma nova perspectiva de como trabalhar com a natureza e a importância de termos esse contato. Antigamente eu não me interessava, achava que toda planta era igual, mas graças ao Instituto de Pesquisas Jardim Botânico hoje tenho uma nova oportunidade de conhecimento da natureza!”  – Domitila Olenhiscki –  Turma 3202

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“Sou bolsista de iniciação científica no Jardim Botânico e atuo como estagiária no Museu do Meio Ambiente.  Acho muito importante que outros jovens conheçam o trabalho que é feito no CRS, pois eles abrem portas a jovens que desejam realizar capacitações. O CRS é uma parte muito importante na minha vida atualmente. Graças a ele e a essa bolsa eu consegui amadurecer muito, comecei a experimentar um pouquinho o gosto da independência financeira e a ver a importância da educação ambiental em nossas vidas. Sou muito grata ao CRS por tudo que fizeram por mim: me acolherem e me ensinarem muitas lições que vou levar pra vida toda, e por ser um lugar que apoia e impulsiona os jovens.” – Camila Oscar de Abreu –  Turma 3202

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“Faço parte do Programa Jovens Talentos que é financiado pela Faperj. A minha pesquisa é mais voltada para a Botânica, e mais especificamente às Figueiras. Minha experiência desde o início do projeto tem sido uma experiência única. Estou mais envolvida com o trabalho científico antes mesmo de entrar na faculdade e isso tem me incentivado bastante na escolha da minha profissão, que também está totalmente ligada com a ciência. O meu trabalho tem como objetivo estudar a biodiversidade de figueiras da Amazônia. Estudo detalhadamente as características, origem e coleta de dados dessas espécies.”  – Clarice Almeida –  Turma  3202

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“Estagiei no Jardim Botânico por dois anos e foi uma experiência incrível. Comecei em 2019, quando tinha 14 anos, e foi a minha primeira experiência com trabalho. Eu fiz o curso de Parataxonomia Botânica e Manejo de Coleções Biológicas e também ficava no herbário montando exsicatas (plantas desidratadas) e atuando como monitora na exposição de lá. Fazer visitas guiadas e ter contato com os visitantes era uma das coisas que mais gostava, pois além de ter contato com pessoas de diversos países, culturas e idiomas, também conseguia desenvolver minha fala, perder a timidez e trabalhar em grupo. Tive bastante contato com o meio acadêmico e a partir daí pude desenvolver uma visão crítica sobre diversas coisas. Durante as aulas conheci profissionais de diversas áreas: arquitetura, direito, administração, biologia, letras, entre outras. O CRS foi muito importante para o meu desenvolvimento tanto acadêmico quanto pessoal, pois fui preparada para o mercado de trabalho, mas também amadureci bastante durante o tempo em que estive lá.” Lilly Almeida – Turma 3202

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“No início de 2020 participei como bolsista PIBIC Ensino Médio, de um projeto de iniciação científica no CRS. Tratava-se de um projeto de pesquisa na área da etnobotânica histórica, que é a área que estuda a interação entre a sociedade e as plantas a partir de registros históricos, como livros e documentos antigos. O documento analisado foi o “Diccionario de Medicina e Therapeutica Homeopathica”, escrito em 1872 por Alexandre José de Mello Moraes, um médico, historiador e naturalista do século XIX, considerado um dos mais importantes divulgadores da homeopatia no Brasil. Participei desse projeto entre os meses de março e dezembro de 2020, o que infelizmente atrapalhou os encontros presenciais durante quase todo o período, por conta do pico da pandemia de COVID-19. Mas, mesmo à distância, foi uma experiência muito importante para ter um contato inicial com a pesquisa científica e entender um pouquinho para que serve e como desenvolver uma pesquisa. Há alguns meses tive a felicidade de passar para a faculdade de Oceanografia na UERJ, e apesar de ser uma área bastante diferente da etnobotânica histórica, a base sobre pesquisa e método científico que recebi durante a iniciação científica no Jardim Botânico está ajudando nesse início de faculdade, e acho que ainda vai ser muito útil para mim.” – Januário Campos de Amorim cursou o Ensino Médio no Humaitá II (2018-2021)

Fique atento!!!

As  inscrições para os projetos do CRS  podem ser feitas presencialmente, de segunda a sexta-feira, entre 9:00 e 17:00, na Secretaria do CRS, que fica   na Rua Pacheco Leão, 915, Jardim Botânico.

O processo seletivo ocorre mediante a publicação de edital, divulgado nas escolas e colégios da rede pública da cidade para convocar os jovens estudantes.

Para mais informações sobre os projetos encaminhe mensagem para o e-mail  crs@jbrj.gov.br .

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