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Negrxs traz contadora de histórias africanas e afro-brasileiras para evento no HU2

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No dia 15 de agosto, o Coletivo de Negrxs Lélia Gonzáles, do Humaitá II,  realizou a segunda ação pedagógica do seu projeto “Denegrindo Olhares”. O evento aconteceu na Biblioteca do campus e  teve como convidada a jornalista e arte-educadora Juliana Correia, idealizadora do projeto itinerante BaObazinhO, que contou  histórias para uma plateia formada por alunos do 6º ano (turno da tarde).

Pesquisadora da tradição oral, com vivência em artes negras, como o samba, o jongo e a capoeira, Juliana desenvolve desde 2013 o projeto que alia memória, arte e educação, tendo contos africanos e afro-brasileiros como ponto de partida de suas atividades. Com a realização deste evento, o Negrxs segue com sua proposta de contribuir para a construção de espaços para a divulgação e reflexão da cultura negra dentro do Colégio.

Juliana  Correia é arte-educadora e idealizadora do projeto itinerante BaObazinhO
Juliana Correia é arte-educadora e idealizadora do projeto itinerante BaObazinhO

O objetivo do  “Denegrindo Olhares” é proporcionar a toda comunidade escolar um contato com temas e questões da história e cultura africanas e afro-brasileira que não estão presentes no currículo escolar. Assim, o coletivo busca atuar na construção de uma escolarização que tenha como elemento contínuo a negritude. O primeiro evento realizado pelo coletivo foi a palestra do podcaster Fagner Torres, do Lado B do Rio, sobre juventude negra e racismo estrutural.

Baobá

Segundo Juliana, em muitas sociedades tradicionais africanas, o baobá (árvore nativa de regiões tropicais da África) é a própria ancestralidade. Aos seus pés, os griots, grandes mestres da tradição oral, transmitem os saberes e a genealogia de comunidades inteiras, fortalecendo assim, a partir da palavra e da memória, o sentido de pertencimento coletivo.

Morena Leite da Silva (6º ano), membro do Coletivo de Negrxs e uma das idealizadoras deste evento, nos contou que “a contação de  histórias foi importante porque as crianças da sua idade não estão familiarizadas com autores e histórias negras. “Então,  fazendo esse evento o coletivo nos proporcionou mais conhecimento e cultura, trazendo interesse para aqueles que não tinham contato com as histórias africanas”. Eufórica, Nathalia Santos (3ª série), também organizadora do evento e membro do Negrxs, afirmou o que mais a marcou foi “a sensação de identidade, se sentir representada e ter acesso a um material tão importante e necessário! ”.

O evento contou com o apoio da Equipe da Biblioteca, chefiada por Maria Conceição Novaes Dias
O evento contou com o apoio da Equipe da Biblioteca, chefiada pela bibliotecária Maria Conceição Novaes Dias

Roda de Conversa

Logo depois da contação de  histórias,  os integrantes do Coletivo de Negrxs participaram de uma Roda de Conversa, idealizada por Juliana: “Tradição oral, memória e contação de história: narrativas negras na construção de uma educação antirracista”. O objetivo do encontro, que aconteceu no auditório do campus, foi oferecer um contato mais profundo sobre o tema da tradição oral e contação de história.

Ressaltando que a história do povo negro não se inicia com a escravidão, Juliana citou as sociedades complexas que ergueram as pirâmides do Egito, o Grande Zimbabwe  e impérios, entre eles  os de Gana, Mali e Songai, que fazem parte da história do continente africano. ‘Todas essas dimensões dos povos africanos se tornam elementos fundamentais na construção de afetos positivos, de respeito à diversidade racial e cultural brasileira, de sentimentos de pertencimento em relação à cultura negra e no fortalecimento do hábito de ler, essencial no processo de escolarização.”

No mesmo dia aconteceu no auditório uma Roda de Conversa idealizada pela Juliana: "Tradição oral, memória e contação de história: narrativas negras na construção de uma educação antirracista"
No mesmo dia aconteceu no auditório uma roda de conversa  sobre tradição oral, memória e contação de história

“O encontro foi uma troca muito rica de conhecimento e reforçou a importância da narrativa oral ser válida nos processos de socialização e formações do ser a partir dos saberes que são inerentes a elas e que resultam de complexos e diversos processos históricos e sociais que remetem à vida de homens, mulheres e crianças que viviam na África e que chegaram ao Brasil no processo de escravização implementados por europeus”, ressaltou o coordenador da Equipe de História do Humaitá II, Cristiano  Campos.

“Achei super legal esse encontro porque, aprendendo sobre os nossos antepassados, descobrimos a importância do nosso povo hoje, sobre como os negros foram, lutaram e resistiram, apesar de todo o racismo que existiu e que ainda existe”, comentou Iane Rangel (60 ano), idealizadora do evento e integrante do Coletivo de Negrxs.  A aluna disse ter   gostado muito  das lendas e histórias africanas, além dos livros  com o quais teve contato. “É uma forma de provar para as pessoas que estamos aqui, que temos histórias de pessoas que já viveram aqui e tinham essa força pra resistir através da cultura. Atualmente é bom ver que estamos tentando ter voz. Gostei muito de hoje, foi top!”.

Os eventos do Negrxs contaram com o apoio do coordenador da Equipe de Histótia do   Humaitá II Cristiano Campos
Professores Cristiano Campos, coordenador da Equipe de História do
Humaitá II  (primeiro plano) e  Stela Ferreira, de Geografia

Dayane Barbosa (2ª série), integrante do Negrxs e organizadora do evento, também comentou sobre o encontro. “A Juliana realçou o tempo inteiro a importância de se ter conhecimento sobre as nossas raízes, os motivos que a levaram a trabalhar com isso e a pessoa incrível que ela é!”.  Maria Victória Viana da Cruz (6º ano) disse que “as histórias contadas pela Juliana são super legais e  muito criativas! Foi uma oportunidade imensa de termos escutado histórias africanas que muitas crianças naquela roda, inclusive nós do Negrxs,  nunca tínhamos lido!”.

Confira mais fotos!!

O primeiro evento contou com o apoio da Equipe da Biblioteca, chefiada pela bibliotecária Maria Conceição Novaes Dias, que organizou o espaço para acomodar as turmas, e  dos professores Cristiano Campos e Vidal Assis, da Equipe de Ciências e Biologia; e com o patrocínio do  GT de Negras e Negros do Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II (Sindscope).

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Bibliotecas do CPII lançam projeto com dicas de conteúdos digitais

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As bibliotecas do Colégio Pedro II iniciam nesta semana o projeto #BibliotecaIndica. A proposta é estimular nos estudantes – da educação infantil a pós-graduação – a leitura e o acesso à cultura por meio de mídias digitais, disponíveis gratuitamente na internet.

 

“Nossa motivação é promover recursos educativos para nossa comunidade sem expô-los a nenhum tipo de riscos nesse período de isolamento social, devido a pandemia da Covid-19. A Unesco divulgou uma orientação para que as bibliotecas divulgassem seus acervos digitais, mas como nosso acervo não é digital, faremos uma triagem dos acervos digitais que se encontram disponíveis nas instituições públicas brasileiras. São acervos sem vinculação comercial, trabalhos realizados por nossos colegas em outras instituições de ensino e cultura e que são muito interessantes para a formação desse aluno e para os professores desenvolverem atividades no retorno às aulas”, explica Márcia Feijão, bibliotecária responsável pela Central de Bibliotecas do CPII.

A cada semana, os bibliotecários de cada campus divulgarão nas páginas dos campi sugestões escolhidas de acordo com o perfil de sua comunidade escolar. Todas (ou algumas?) elas serão reunidas no site do CPII e compartilhadas em nossas redes sociais.

A primeira sugestão do #BibliotecaIndica é aproveitar os conteúdos disponibilizados durante a Semana Nacional dos Museus, que termina no dia 24 de maio. Confira as sugestões na matéria completa publicada no site oficial do Colégio Pedro II.

BaObazinhO

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BIBLIOTECA INDICA usar_2
A Equipe da Biblioteca do Humaitá II pesquisou e decidiu compartilhar o Projeto BaObazinhO, da jornalista e educadora Juliana Correia,  que já esteve no campus em 2019 contando histórias africanas para os alunos do 6º ano da tarde.
“A escolha em compartilhar o projeto BaObazinhO  como a primeira ação do  Projeto Biblioteca Indica deu-se  no sentido de promover o acesso à cultura africana através de práticas educativas, contação de histórias sugestões de livros, filmes, eventos etc., oportunizando assim, todos os alunos do Campus Humaitá II, leitores e apreciadores em geral”, explicou a chefe da Biblioteca, Maria da Conceição Novaes Dias.

 

 

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