PRÊMIO SHELL DE EDUCAÇÃO CIENTÍFICA – MODALIDADE ENSINO MÉDIO

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PROJETO DE PESQUISA COORDENADO PELO PROFESSOR ROBERTO IRINEU NO CONTEXTO DA INCLUSÃO É CONTEMPLADO EM TERCEIRO LUGAR NO PRÊMIO SHELL DE EDUCAÇÃO CIENTÍFICA – MODALIDADE ENSINO MÉDIO

O projeto intitulado “Reperspectivando a inclusão: Da vulnerabilidade ao protagonismo”, desenvolvido pelo Professor Roberto Irineu do Departamento de Biologia e Ciências do Colégio Pedro II, com assessoria do Professor André Tato, coordenador do NAPNE do Campus Realengo II, foi premiado em terceiro lugar na categoria Ensino Médio no concurso Shell de Educação Científica. A cerimônia da entrega do prêmio ocorreu no dia 27 de novembro no Museu do Amanhã, e inclui uma viagem educativa para Londres.

A proposta do trabalho foi o desenvolvimento de uma espécie de iniciação científica, tendo como partícipes alvo, estudantes matriculados no Colégio Pedro II com deficiência visual ou auditiva.

 A estudante surda Bruna Poubel, matriculada no Proeja (Campus Realengo II) e bolsista de Iniciação Científica Júnior (ICJr) do CNPq, desenvolveu sob a orientação do professor premiado, o projeto intitulado “Introdução do surdo no laboratório didático de Biociência”, consistindo na produção de videoaulas com tradução em Libras sobre equipamentos e vidrarias utilizados no laboratório num contexto de biossegurança. A comunicação para exercício da orientação foi mediada pela intérprete de Libras Agne Albuquerque. Nesse projeto, inicialmente foram apresentados a aluna, equipamentos e vidrarias usuais nos laboratórios, demonstrando suas funções e boas práticas de manuseio.  Depois, a referida estudante comunicando-se em Libras, produziu as videoaulas, sendo as filmagens e edição dos vídeos feitas por   Yuri Schaider e Patrick Mattos, alunos do Ensino Médio do Campus Realengo II.

Em outra ação, e tendo a participação da professora Ana Letícia Gomescaruzo do Programa de Residência Docente, as alunas Gabrielle Bazet e Érica Matias, ambas deficientes visuais e bolsistas ICJr do Colégio Pedro II, participaram da produção de uma sequência didática sobre o tema membrana plasmática, que tinha por instrumento de mediação, modelos com significação tátil. No processo de produção, as alunas sugeriam intervenções que atendessem eficazmente as necessidades educacionais do aluno cego, corroborando para melhoria na estética tátil e com isso tornaram-se coprodutoras dos modelos.

 Finalmente, integrando o processo de iniciação científica no que diz respeito à publicação de suas produções, as alunas bolsistas apresentaram seus projetos em eventos científicos, incluindo apresentação na Jornada Pedagógica Anual do Departamento de Biologia e Ciências na condição de autoras.

O mérito deste projeto em termos de inovação refere-se ao fato de não ser simplesmente um trabalho em que são produzidos materiais didáticos acessíveis para serem apresentados aos alunos com deficiência em seus processos de interação com os conteúdos, mas estes são posicionados como indivíduos ativos em seus processos de inclusão, uma vez que atuam cooperativamente no processo de geração destes materiais, assumindo uma posição de coautores e multiplicadores dos conhecimentos científicos adquiridos por ocasião da divulgação de seus trabalhos. Assim, a premissa metodológica considerada nestas ações constitui-se num referencial de que a proposta de inclusão não deve ser restrita a aspectos de geração de recursos de acessibilidade simplesmente, mas deve objetivar metas superiores como o fato de assegurar o encaminhamento dos estudantes cegos e surdos, respeitando suas potencialidades e limitações, a um protagonismo que também se espera do aluno isento de comprometimento sensorial, promovendo-se assim a equidade de oportunidades numa cultura visual e audiocêntrica.

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Alunas Gabrielle Bazet, Érica Matias e Professor Roberto Irineu

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