Grupo de Trabalho – pós pandemia

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E- mail de contato: gtcovid.cr2@cp2.gov.br

O GT esclarece que foi formado em um contexto de urgência, na qual o isolamento físico se impõe como uma prerrogativa e também dificulta a comunicação mais ampla e eficiente. Na falta do Conselho escolar, no qual haveria a representatividade dos responsáveis, o representante dos pais foi escolhido por sorteio dentre os responsáveis que se mostraram mais presentes no dia a dia escolar antes da quarentena. Uma vez sorteado, recebeu um e-mail convidando-o a participar do GT, convite o qual aceitou.

O GT compreendeu a necessidade de comunicar com mais clareza suas discussões e deliberações e, para tal, decidiu abrir dois meios de comunicação:

1. Publicação no blog do colégio dos relatos das reuniões do GT (que têm ocorrido toda terça-feira, desde o dia 9 de julho);

2. Selecionar um representante de pais por cada série da educação básica que possa entrar em contato, por e-mail, com o representante dos responsáveis, a fim de filtrar/organizar as demandas e otimizar a comunicação.

O objetivo do GT é elaborar um documento detalhando as condições do campus e sugerir ações para um retorno seguro, no momento adequado, para o GT central que irá se formar com representações de todos os campi. Ressaltamos também que o GT do campus não é deliberativo, tendo apenas o papel de indicar/sugerir ações para o GT central.

O GT reconheceu não ser instância deliberativa e, portanto, não lhe caber decidir o momento da reabertura. Embora tenha deixado claro que o momento ideal de abertura seria quando estivesse desenvolvida e pronta uma vacina ou medicamento eficaz para a covid-19, reconheceu que o retorno provavelmente irá ser determinado por instâncias superiores deliberativas antes disso. Portanto, o GT deliberou avaliar estes três critérios para verificar alguma segurança mínima para a reabertura:

a. Curva descendente de vítimas fatais;

b. Disponibilidade de leitos de UTI (ver a condição ideal);

c. Índices de transmissão do novo coronavírus (ver a condição ideal).

De acordo com os valores desses critérios, o GT se posicionará sobre a viabilidade da reabertura (reconhecendo-se, novamente, não ser instância deliberativa).

O gabinete médico elaborou um documento no qual constam 27 pontos que precisam ser implementados para haver viabilidade de funcionamento seguro do campus e redução do risco de transmissão. Esse documento foi encaminhado ao GT durante a reunião.

Durante a leitura, foram levantados vários problemas, como a falta de ventilação dos blocos B e C, a viabilidade de se usar os bebedouros nesse momento, a necessidade de se reduzir o número de alunos por turma (determinando um número máximo de estudantes) para evitar aglomerações e o risco de contaminação dos professores, que, em tese, são aqueles que correm maior risco, por entrarem em várias turmas e terem contato com muitos alunos no mesmo dia. O diretor administrativo disse que o campus estuda a possibilidade de alugar aparelhos que medem a temperatura a 5/6 metros de distância. Outro problema levantado foi a redução do quantitativo dos funcionários da limpeza, que será crítico quando as aulas retornarem. Como garantir a limpeza adequada dos espaços com número reduzido de funcionários?

Falo-se também da possibilidade de professores só trabalharem em um turno para diminuir a exposição, e a quantidade de máscaras.

O Grêmio também elaborou documento com sugestões e, dentre elas, sugeriu horários diferenciados, por séries, para a entrada e saída do ensino médio (propondo, segundo protocolos adotados por países como Portugal e China, o retorno inicial apenas do ensino médio). Também sugeriu que o recreio fosse estendido de vinte para trinta minutos, por entender que um tempo maior reduziria riscos de aglomeração. Ponderou-se que professores de várias disciplinas dão aulas em séries diferentes, o que dificulta a construção de um horário escalonado.

Falou-se da ideia dos estudantes levarem sua refeição para comer em casa.

Questionou se oferecer 3h diárias de aula seria suficiente para dar conta das 8h necessárias para o cumprimento do ano letivo de 2020.

Entretanto, as 800h não precisam ser cumpridas apenas com aulas presencias; os trabalhos que os alunos farão em casa podem entrar nessa contabilidade, até porque cumprir as 800h somente com aulas presenciais iria tornar o processo inviável.

Foi debatido o uso dos bebedouros: Dr. Thiago disse que é difícil proibir, embora admita que o ideal é não usar. O diretor administrativo disse que fez a aquisição de novos bebedouros, que só poderão ser utilizados com copos ou garrafas. Alertou-se para a dificuldade de fiscalização no uso dos bebedouros, um local de grande risco de contaminação se não for usado seguindo os protocolos de segurança. Dr. Thiago sugeriu reduzir o número de bebedouros.

Perguntou-se sobre a possibilidade de fazer testagem em todos, professores e servidores, no retorno. Dr. Thiago falou que isso seria o ideal, no entanto não sabe se o colégio teria condições de comprar testes para todos nem imagina como poderia ser feita a logística para testar todos. Aparelhos de medição de temperatura seriam bons para um maior controle na entrada da escola.

Priscila novamente reiterou a necessidade de se fazer rodízio dos estudantes, para evitar aglomeração.

O GT lembra que o colégio precisa pensar em formas de atendimento aos estudantes que não poderão voltar na reabertura das escolas por motivo e saúde, bem como no atendimento aos estudantes do NAPNE, e disse que estamos em um momento de repensar todo o conceito de escola: sua estrutura, sua organização e o currículo, sabendo-se que o conteúdo nesse momento não é uma prioridade diante de tudo que precisa ser redesenhado.

Paula Cruz e Daniel (grêmio estudantil) foram designados para compor o GT Central, conforme solicitado pela direção do Campus.

Os diretores administrativos dos campi estão preocupados com a compra de insumos para a higienização dos espaços, pois é algo emergencial e não se sabe se haverá verba suficiente. Ainda não se sabe a quantidade necessária de álcool em gel, por exemplo, mas eles estão fazendo esse cálculo.

Foi realizada a medição das salas feitas durante a semana passada por dois membros do grêmio. Segundo as medições feitas e levando em conta o distanciamento seguro, nas salas menores deveria haver apenas 9 alunos e nas maiores, apenas 16. Os únicos blocos com condições de funcionamento são os blocos A e B (nesse, duas salas devem ser interditadas, por não possuir janelas). As salas do bloco C devem ser interditadas por não apresentar ventilação.

O grupo percebeu a necessidade de delegar ações para cada integrante, a fim de otimizar o mapeamento das condições do campus: Ricardo e Daniel ficaram responsáveis por elaborar um formulário a ser preenchido pelos estudantes, verificando, dentre outras coisas, se apresentam doenças crônicas ou alguma comorbidade que os impossibilitem de voltar; Gilvânia ficou encarregada de fazer o levantamento de quantos servidores responderam ao questionário de saúde e quais deles teriam condições de voltar; Renata e Paula ficaram encarregadas de ir ao colégio verificar que outros espaços poderiam ser transformados em sala de aula (houve a sugestão da biblioteca, do auditório de música e de algumas salas do bloco C com portas de vidro, por possuírem ventilação); Yan ficou responsável por verificar o número correto de estudantes por turma; Marcos ficou responsável por ver quantos funcionários da limpeza o campus terá e qual seria o número ideal para garantir a higienização segura dos ambientes; Priscila ficou responsável por redigir os relatórios e esclarecimentos acerca das ações do GT.

Foi debatido e aprimorado o formulário desenvolvido pelo professor Ricardo e pelo aluno Daniel. O formulário já foi enviado por e-mail e tivemos os seguintes resultados:

O GT debateu a nota oficial 002 escrita pelo reitor e chegou a conclusão de que só deve debater os aspectos pedagógicos e de apoio cognitivo dos alunos após a normatização pelo CONSUP e aguardando também nova reunião do GT central, seguindo as determinações do que consta nessa nota.

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