História do Campus

Como tudo começou

A história do Campus Realengo começa em 2001, quando o Colégio Pedro II foi procurado pelo movimento Pró-escola Técnica na Zona Oeste. A associação, que na época reivindicava a doação de uma área de 50 mil m² ao exército, propôs ao Colégio que a mesma fosse usada para a fundação de uma nova unidade escolar (atualmente campus) do tradicional Colégio Pedro II.

Infocus - CPII em Realengo - Escola Gil Vicente parte 2

Com a proposta em mãos, mas ainda sem o terreno, o Colégio firmou um convênio com a Prefeitura do Rio de Janeiro para que fosse inaugurada a Unidade Experimental Realengo e o local escolhido foi a Escola Municipal Gil Vicente, que atenderia aos novos alunos no turno da noite. A Unidade Experimental ainda trouxe uma novidade ao Colégio: pela primeira vez o processo de seleção de alunos adotaria o regime de cotas com 50% das vagas destinadas a alunos oriundos de escola pública. Realizado o concurso, 196 alunos começaram a estudar em 6 de abril de 2004 nas instalações da Escola Municipal Gil Vicente.

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O primeiro Pelotão da Bandeira de RII, em 2004

O ano de 2004 transcorreu normalmente, mas, com a doação do terreno ainda não finalizada e o fim do convênio com a prefeitura, o Colégio teve de recorrer ao movimento social Pró-escola Técnica na Zona Oeste para encontrar uma solução para o próximo ano letivo. E a solução veio de um “empréstimo” realizado pela Igreja Católica representada pelo padre João Kribin, que cedeu por um ano, uma área nos fundos da igreja para que o ano letivo de 2005 pudesse acontecer. A área da Igreja possibilitou a introdução do turno da tarde elevando o número de alunos para 328.

No final de 2005 veio a boa notícia, o terreno do exército, que antes abrigava uma fábrica de cartuchos, foi cedido ao colégio. E agora era a hora de fincar raízes em Realengo.

Fincando raízes

Com um local definido, a Unidade passaria de Experimental a definitiva, mas as dificuldades ainda não acabariam aí. Como área estava desativada e desocupada há anos, o local ainda precisava de muitas reformas, no entanto, as aulas do ano letivo de 2006 começaram em algumas salas da antiga Fábrica de Cartuchos. O número de alunos atendidos passou para 461 e, agora, em três turnos.

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O ano de 2007 foi de obras e restauração e aos poucos a antiga fábrica abandonada foi dando lugar à nova unidade do Colégio Pedro II.

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Centro de Inclusão Digital (antes)
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Centro de Inclusão Digital(depois)

Por estar localizada em uma região considerada carente a Unidade Realengo deu início ao desenvolvimento de projetos que atendessem também a comunidade do entorno do colégio e bairros adjacentes. O primeiro investimento foi a restauração da antiga casa do comandante da Fábrica de Cartuchos para a instalação de uma Biblioteca Digital  (atualmente Centro de Inclusão Digital Professor Wilson Choeri), que já atendeu perto de 5 mil pessoas, entre alunos e comunidade externa. Ao mesmo tempo em que a biblioteca era construída, foram ampliadas as salas de aula, construída uma biblioteca escolar, as duas primeiras quadras, vestiário e cantina. Esses espaços foram inaugurados em 2007 com a participação do então presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. Na época, o professor Wilson Choeri (então diretor-geral do Colégio Pedro II) propôs à Lula um desafio: Se o Governo Federal liberasse uma verba de 10 milhões de reais, a área seria transformada em um campus.  O desafio foi aceito e a promessa cumprida, tornando-se o marco inicial para a ocupação integral de toda a área física.

O futuro Teatro Bernardo Pereira de Vascondelos
O Teatro Bernardo Pereira de Vasconcelos depois da reforma

O Teatro Bernardo Pereira de Vasconcelos foi um grande marco da ocupação do terreno. O prédio que, anteriormente abrigava a central elétrica da fábrica, foi totalmente remodelado e reformado a partir de um projeto doado pelo ex- aluno e (à época) membro do Conselho Superior do CPII, José Dias. A obra durou cerca de um ano e, em 2014, o teatro foi finalmente inaugurado. O teatro tem capacidade para 400 pessoas, conta com cinco camarins, piso móvel no palco e já foi palco de shows e apresentações, como o musical Paisagem Invisível de Andreia Mota.

Consolidação  

Atualmente o Campus Realengo II está plenamente estabelecido e atende aproximadamente 1800 alunos (ano letivo 2016) nos últimos anos do ensino fundamental (6º ao 9º ano), ensino médio regular, ensino médio técnico integrado (instrumentos musicais) e Proeja. O Proeja, em funcionamento desde 2006, oferece os cursos técnicos nas áreas de administração e informática no turno da noite para alunos com idade acima de 18 anos e sem diploma do ensino médio.

O campus também conta com um complexo poliesportivo, com duas quadras poliesportivas e piscina semiolímpica. As atividades realizadas no complexo são destinadas à comunidade interna e externa.

Outra parte importante do campus é a Escola de Música, onde funciona o Ensino Médio Técnico Integrado em Instrumento Musical. Inaugurada em 2012, ela conta com um estúdio de gravação e auditório para apresentações, além de oferecer cursos de instrumentos para a comunidade externa.

Processo seletivo

O ingresso de alunos no Colégio Pedro II é realizado de duas formas: sorteio ou concurso.

O Campus Realengo II abriga os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental (6º ano ao 9º ano), Ensino Médio e Proeja. Para o ensino fundamental e médio o processo seletivo é realizado por concurso, já para o Proeja, o sistema de ingresso se dá por sorteio.

Em regra, os processos seletivos são realizados no final de um ano letivo para o ano letivo seguinte e as inscrições devem ser realizadas pelo site do colégio. Para mais informações sobre sorteios e concursos, clique aqui.

Comemorando 

Em 2014, o Campus Realengo II completou 10 anos e para comemorar, os alunos fizeram um documentário, que você pode assistir agora.

https://www.youtube.com/watch?v=cmpW8RGMCPQ

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