Atividade “DILEMA DIGITAL: DIVERSÃO OU PERIGO?”

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Comissão de leitura

 

Em tempos de pandemia, é natural refletir sobre a internet e sua influência em nossa vida. Assim como a janela da nossa casa, as redes podem ser utilizadas para olhar o mundo que nos cerca e para nos comunicarmos. Mas, quando nós queremos privacidade, o que fazemos? Na nossa casa, fechamos as janelas, certo? E, na internet, será que temos essa mesma atitude? Será que somos cuidadosos com nossa privacidade no mundo virtual?

A seguir, selecionamos textos que abordam algumas questões polêmicas em relação a esse assunto. Vamos à leitura?

TEXTO I

Texto I

Disponível em: http://depositodowes.com/tag/janela/. Acesso em 23/11/2020

TEXTO II

Meu dia da criança

Escola: Dr. Edmundo de Carvalho
Aluno: João Pedro de Leonardo
4ª Serie – A – Número 7

Meu dia da criança foi legal. Acordei, me vesti, escovei os dentes e tomei café da manhã com mamãe, papai e Lili. Lili é minha gata. No café da manhã, tinha café, leite, pão, manteiga e sucrilhos. Depois de comer tudo, fui passear com a mamãe no parque. Lá, ela pegou o celular e começou a me filmar. Eu queria brincar no escorregador, mas ela falou assim, João Pedro, a gente precisa fazer o seu programa pro canal do Youtube.

Eu fiquei muito bravo, mas a mamãe sempre tem razão. Ela disse, você tem 170 milhões de seguidores, filho, não pode deixar eles na mão.

Daí, então, eu gravei um quadro dando dicas de como as outras crianças podiam ter o seu canal no Youtube.

Mamãe postou e, depois de um minuto, me mostrou o celular toda contente: nossa, já tinha 15 mil “curtir” e 900 comentários.

Voltamos pra casa. Eu estava ficando com fome, mas papai disse que o meu empresário estava querendo falar comigo. Perguntei se não dava pra pegar um pão de queijo. Mas todos queriam conversar naquela hora mesmo.

O empresário explicou que eu precisava criar urgente uma página nova no Facebook. Não entendi direito, mas parece que não cabia mais gente na que eu tenho. Daí precisava fazer outra.

Ele também avisou que eu tinha entrevista num programa de televisão com um nome engraçado: talk-show. E, depois, uma festa no Google pra ir. Parece que vai um monte de outros garotos e garotas que, como eu, tem pais que fazem vídeos dos filhos e colocam na internet.

Minha mãe lembrou que nós precisávamos ir mais tarde no shopping pra comprar uma roupa bem linda. E, quando o empresário saiu, ela disse que ele era um mala sem alça.

Almoçamos. Mamãe preparou hambúrguer e fritas porque eu adoro e também porque apareci nas cenas no parque sem reclamar. Ela fica uma fera quando eu faço birra pra gravar os posts.

Eu queria jogar um pouco de videogame, mas a assessora de imprensa ligou avisando que uma jornalista estava vindo falar comigo. Papai contou que era importante conversar com a mulher. Falou que melhorava uma coisa chamada audiência. Ela veio, trouxe chocolate, mas era chata e a boca dela tinha cheiro de geleca. Deve comer audiência e depois não escova os dentes.

Vovó ligou dizendo que queria me ver. Que tinha um presente de dia da criança pra me dar. Mamãe falou que eu estava ocupado fazendo o programa e não podia atender. Vovó e mamãe brigaram.

Vovó não acha legal eu aparecer na internet.

Antes de desligar na cara dela, mamãe berrou, mas é a internet que paga a escola dele, não a senhora.

Mamãe chorou, papai abraçou mamãe e avisou que estava na hora da gente ir pra festa do Google. Compramos o terno no caminho.

Um gringo que falava igualzinho ao Jack Sparrow disse que queria me entrevistar. Pela cara de alegria da mãe e do pai, o meu canal vai bombar pra valer.

Depois de aparecer no talk-show, fui dormir. Precisava descansar pra hoje fazer prova de Matemática.

Sonhei que era engolido por um computador gigante e fiz xixi na cama.

Fim.

Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/cronica-por-quilo/meu-dia-da-crianca/. Acesso em 23/11/2020.

 TEXTO III

texto III

Disponível em: https://images.app.goo.gl/cpZsoVy5LSzTS6xb9. Acesso em 23/11/2020.

Como observamos pelas leituras anteriores, as redes sociais são um canal para expormos imagens, vídeos, pensamentos e opiniões, porém elas podem se tornar um meio perigoso de compartilharmos informações. Uma questão importante para se pensar é o fato de que, ao entrar no Facebook ou no Google, utilizamos ferramentas que parecem gratuitas; contudo, aceitando os termos de utilização dessas empresas, concordamos com a troca de informações sobre nós mesmos e sobre o acesso à rede social e à página de pesquisa.

Dados aparentemente simples, como nosso gênero, nossa idade, o lugar onde moramos, até nossas preferências musicais, são coletados por empresas do mundo virtual, que transformam essas informações em dinheiro de forma bastante direta. Aquilo que você fornece sozinho tem valor muito pequeno, quase nulo. Mas o que bilhões de pessoas fornecem gera um grande banco de dados, chamado de Big Data, um bem valiosíssimo para essas empresas. Por que vale tanto? Porque as suas informações são vendidas a fim de gerar propagandas personalizadas. Ou seja, você já pesquisou por algum produto e depois recebeu em suas redes anúncios e links para comprá-lo? O mesmo acontece com as suas ideias, comportamentos e opiniões.

Sabemos que ninguém é obrigado a abrir uma conta no Facebook, no Instagram ou no WhatsApp, mas, quando fazemos isso, estamos aceitando termos de contrato e comprometendo a nossa privacidade, sem ao menos percebermos. Na prática, há uma pressão social para o uso das redes, afinal “todo mundo está lá”, e quem fica de fora pode se sentir excluído.

Além disso, neste momento histórico e diferente que estamos vivenciando, há inúmeras necessidades profissionais ou escolares que têm exigido das pessoas comunicação instantânea por meios virtuais. Isso fez aumentar o número de usuários e, consequentemente, a exposição de seus dados pessoais. Para continuar refletindo sobre esse tema, leia a charge a seguir:

TEXTO IV

Texto IV

Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/privacidade-versus-tecnologia/. Acesso em 23/11/2020

PROPOSTA DE ATIVIDADE

Como podemos observar, a internet está presente nas nossas vidas de modo quase inevitável, apesar de haver muitas críticas a essa grande rede, conforme os textos que lemos aqui. Então, de qual você gostou mais? Da tirinha (TEXTO I), do meme (TEXTO III) ou da charge (TEXTO IV)?

Que tal agora dar sua opinião sobre essa temática em forma de tirinha, meme ou charge? Use sua criatividade: você pode desenhar ou fazer uma montagem por meio de aplicativos. Para fazer memes, se quiser, utilize o site https://imgflip.com/memegenerator ou outros como ele. Utilize o formulário para enviar sua resposta.

FORMULÁRIO – Clique AQUI

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