25 de julho celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

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Nesta quinta-feira, dia 25 de julho, é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

Criada em 25 de julho de 1992, na República Dominicana, por ocasião do I Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, a data é um símbolo internacional da resistência da mulher negra.

O evento surgiu para dar visibilidade à luta das mulheres negras contra a opressão de gênero, a exploração e o racismo.

 

História de Tereza de Benguela

No Brasil, o marco também homenageia Tereza de Benguela, uma líder quilombola que viveu no Mato Grosso no século XVIII.

Após a morte do marido, José Piolho, Tereza assumiu o comando do Quilombo Quariterê, situado entre o rio Guaporé e a atual cidade de Cuiabá, e onde se localiza, atualmente, o município de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Durante sua gestão, que durou duas décadas (entre 1750 e 1770), Tereza estabeleceu uma espécie de parlamento, composto de deputados e conselheiros, que se reunia semanalmente para debater os rumos da comunidade.

Conhecida na região como Rainha Tereza, a líder era dona de visão vanguardista e estratégica. Reforçou a defesa do Quariterê com técnicas militares e incentivou a variedade de cultivos agrícolas, não se limitando apenas ao plantio de produtos voltados para a alimentação, como feijão, mandioca e banana, mas também à lavoura de algodão, que era utilizado na fabricação de tecidos. Além disso, o quilombo – que se tornou um dos maiores de Mato Grosso-, comercializava os excedentes produzidos.

Em 1770, Tereza foi presa e morta, tendo sua cabeça cortada e exposta em uma praça de seu quilombo.

Por sua importância história, a lei federal n°12.987 de 2014, também instituiu o dia 25 como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

 

Celebração da data no Colégio Pedro II

Nos meses de julho e agosto, o Colégio Pedro II  promove o 1° Circuito em Comemoração ao Dia Internacional da Mulher Negra-Latino Americana e Caribenha, com uma série de mesas-redondas, palestras e oficinas de leituras oferecidas em diversos campi.

O Campus Tijuca II realiza a exposição “Quem são as escritoras negras que fazem a literatura brasileira?”, com fotos, vídeos, informações e obras de autoras negras. A iniciativa, que acontece na sala 18, ficará à disposição dos estudantes até o início de agosto.

Campus Tijuca II promove a exposição “Quem são as escritoras negras que fazem a literatura brasileira?”

 

 Comunicação Social do Campus Tijuca II

 

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