25/07 – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha: conheça a historiadora Maria Beatriz Nascimento

Publicado em

Historiadora sergipana produziu inúmeros estudos sobre movimento e cultura negra no Brasil. Imagem: Arquivo Nacional/Reprodução
Historiadora sergipana produziu inúmeros estudos sobre movimento e cultura negra no Brasil. Imagem: Arquivo Nacional/Reprodução

Neste domingo, dia 25 de julho, comemora-se o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

O marco surgiu em 1992, na República Dominicana, durante o I Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas. As organizadoras do evento tinham o objetivo de fortalecer a ação política das mulheres negras e também combater o racismo, a desigualdade e a violência contra as mulheres.

A data é uma boa oportunidade para dar visibilidade às histórias e às contribuições de mulheres negras para o país, como é o caso da historiadora Maria Beatriz Nascimento:

MARIA BEATRIZ NASCIMENTO – PESQUISADORA SOBRE IDENTIDADE NEGRA

Oriunda de uma família humilde, nasceu no Sergipe, em 1942. Na infância, mudou-se com os parentes para o Rio de Janeiro, onde se formou em História na UFRJ, fez pós-graduação na UFF e trabalhou no Arquivo Nacional. Em sua carreira como pesquisadora, realizou importantes pesquisas sobre cultura africana, racismo e movimento negro no Brasil. Sua produção acadêmica foi destaque do documentário Ôrí (1989), que é narrado pela própria Maria Beatriz e que traça um panorama sobre a identidade negra no país.

A pesquisadora teve a trajetória tragicamente interrompida em 1995, vítima de violência. Foi morta a tiros, aos 52 anos, pelo companheiro de uma amiga que acusava Maria Beatriz de interferir em sua vida.

A ativista deixou um grande legado cultural e acadêmico sobre a identidade negra no Brasil, que vem sendo redescoberto ao longo dos anos.

A série “Sangue IndiAfro”, do Coletivo Antirracista do Campus Tijuca II, chegou a fazer uma live sobre a vida e obra de Maria Beatriz Nascimento, em julho de 2020. O evento online contou com a participação do professor titular de História aposentado do CP2, Eduardo Parga, e da estudante de Pedagogia, Bia Firmo.

O bate-papo sobre a pesquisadora ainda por ser conferido na seção de vídeos do Instagram do TJ2. Clique aqui para conferir o vídeo  (ou vá pelo link: https://www.instagram.com/p/CC63eLMnRPg/).

 

Comunicação Social do Campus Tijuca II

 

LEIA MAIS:

Coletivo Antirracista do TJ2 lança perfil no Instagram

Coletivo antirracista do TJ2 faz homenagem ao Abril Indígena

“Sangue IndiAfro”: Série de lives do TJ2 promove a valorização das culturas africana e indígena

25 de julho celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

 

Categorizado em Notícias

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Tema desenvolvido pela Comunicação Social do Colégio Pedro II para WordPress