Napne traz reflexão e sugestões de atividades para a família

 

A Seção de Educação Especial (SEE) e os coordenadores dos Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) trazem uma reflexão seguida de  sugestões de atividades para serem feitas em família, principalmente nesse período de isolamento.

 

 

Aprendendo a cada dia...

 

Uma importante aprendizagem nesse tempo que estamos vivendo é a possibilidade de, ao convivermos mais de perto com as pessoas mais importantes de nossas vidas, podermos olhar para elas e para nós mesmos e redescobrirmos quem são, quem somos e, principalmente, quem podemos ser!

Há famílias, com pessoas na linha de frente no combate a pandemia, como também familiares que precisam continuar trabalhando fora de casa e, portanto, vivendo a constante preocupação, a cada retorno ao lar, com a saúde, não somente sua, mas das pessoas que mais amam.

 

Ao olharmos nossa infância, percebemos o quanto nossos familiares nos marcaram, nos tornando mais confiantes ou, infelizmente, muitas vezes mais inseguros, até mesmo em razão de uma superproteção.

A infância é o período mais importante e mais delicado da vida pois é a base para a construção da subjetividade de uma pessoa. 

 

Esse crescimento, amadurecimento, não acontece sem conflitos, afinal, não é nada fácil ser criança, adolescente, adulto e muito menos ser  o responsável por outro ser.  

Afinal, onde e com quem as crianças aprendem as coisas mais importantes da vida, como sorrir, aponta, andar, falar e conviver socialmente. É em casa, é na família. Já pararam para pensar em tudo o que uma criança aprende até os 3-4 anos?

Durante todo o século passado e neste século XXI, principalmente com as constantes pesquisas sobre o nosso cérebro e seu potencial de novas conexões e aprendizagens, também foi possível evidenciar o que já sabíamos, ou deveríamos saber: para o desenvolvimento de uma criança, para seu equilíbrio presente e futuro, para que possa construir sua autonomia, desenvolver seu potencial cognitivo, é preciso que as famílias invistam e participem efetivamente da educação de suas crianças Mas, investir como?

 

Comprando as últimas novidades que o mercado oferece como “garantia de felicidade”?

OU…

Acreditar e respeitando o tempo do seu caminhar, de seu amadurecimento, valorizando cada passo e conquista de seu aprendizado e, principalmente aceitando que sua criança é uma pessoa única, e cada pessoa é diferente!

Mais importante que investir em coisas, o que importa é  investir nesse sujeito em desenvolvimento, confiando que em sua capacidade de superação. 

Não a compare com outras crianças, sejam irmãos, colegas ou vizinhos.

O incentivo que lhe for dado para que continue sempre procurando fazer o SEU melhor, tende a ficar marcado em suas memórias potencializando o seu presente e, como consequência, ampliando seu futuro.

Afinal, acertos e erros são margens de um mesmo caminho, construído no nosso caminhar pela vida. E, quantas vezes, aprendemos muito mais com nossos erros, se temos a coragem de encará-los e analisá-los, especialmente quando o fazemos junto com quem sabemos que nos amam. É incrível o que somos capazes de realizar e conquistar quando acolhidos e incentivados por quem amamos.

 

SUGESTÃO: Se der, assista ao filme "Mãos Talentosas" e observe aquela mãe que confiava em seus filhos, mas também reconhecia os erros (próprios e dos filhos), investia em si, e, mesmo sendo analfabeta, estudava com as crianças enquanto passava roupa, 

Segue o link para o acesso ao filme: https://www.youtube.com/watch?v=1r3WsYZFD84

 

É imprescindível considerarmos a importância da rotina, da disciplina, mostrando-se sempre os limites necessários e o respeito ao outro nas relações com os adultos e com colegas, principalmente  nas brincadeiras. E quantas coisas aprendemos brincando...

Nesse período, as relações ficaram mais restritas ao núcleo familiar, portanto, vamos aproveitar esse momento e espaço para recriar laços e redescobrir tempos de brincadeiras/ aprendizagens.

Nós, do NAPNE, queremos compartilhar algumas ideias com vocês, afinal, no Atendimento Educacional Especializado buscamos, por meio de um relacionamento de confiança e incentivo, no acolhimento das potencialidades e limitações que todos temos e no conhecimento das necessidades específicas cada estudante, reinventar no lúdico outras formas de aprender 

Já repararam como brincadeiras, experiências e atividades cotidianas nos ensinaram muitas coisas? Vamos relembrar?

 

Estátua ->

Mexe! Mexe! Estátua!

Pula! Pula! Estátua! Qualquer movimento, e quando falar “Estátua”! Temos que ficar parados até a próxima ordem! Mas não exagere!

Não imaginam o quanto essa brincadeira é importante para desenvolver a capacidade de autocontrole, ou seja, o controle inibitório, fundamental no processo de educação e  primordial em nossa vida!!! Afinal, saber se controlar é saber a melhor hora de agir!

 

Mamãe (ou Papai)  posso ir? Quantos passos? -> 

Duas linhas no chão com uma distância de pelo menos 3 metros, quem for a ‘mamãe’ ou o ‘papai’ fica à frente de uma das linhas de costas para o resto dos “filhos” (que podem ser o adulto). Estes ficam enfileirados lado a lado sobre a linha oposta. Um a um, eles tentam chegar até a 'mamãe' recitando o seguinte diálogo:

- “Mamãe, posso ir?” 

- “Pode” - a ‘mamãe’ responde.

- “Quantos passos?” 

A ‘mamãe’ escolhe o número e o tipo de passo que o participante deve andar. Por exemplo:

- “Dois passos de coelho”

Quem for  “a mãe” (lembre-se, a criança pode ser a mãe e, portanto, quem manda! Essa troca de papéis na brincadeira, no jogo simbólico é importante e bem interessante para observarmos como as crianças veem os “adultos”).  Continuando…  Quem for  “a mãe” também pode mandar andar para frente, para trás, para o lado... Olha a noção de espaço e lateralidade sendo trabalhada...)

Se você não tem um espaço de 3 metros, não faz mal, os dedos podem andar sobre a mesa. E uma sugestão: troque de dedos. Um bom exercício de psicomotricidade (os pequenos talvez possam apresentar alguma dificuldade...)

Atenção: Saber a sequência do nome dos números, não significa que temos a noção de quantidade. Nessa brincadeira, além do contar, a cada número falado corresponde a um passo, estabelecendo-se uma correspondência entre ambos. Além disso, o tamanho do passo deve corresponder ao do animal escolhido: formiga, o passo é curto, e, embora o elefante seja grande, seus passos nem tanto!

 

Contar suas histórias, as histórias de quando vocês eram crianças e ver fotografias antigas...

Alguns fatos, para nós são óbvios, mas para os pequenos podem ser grandes descobertas, como por exemplo, que seu avô é o pai de sua mãe!! Isso significa que não está mais estabelecendo uma relação direta, uma intuição global (tão comum até um 3-4 anos), mas que passa a, ainda que intuitivamente a articular o que perceber no mundo, estabelecendo outras possibilidades e relações, nas quais uma pessoa pode ser pai e avô.

Como também é importante recordarmos como a noção de tempo é bem complexa. Não pense que é fácil! Afinal, hoje é o amanhã do ontem!

Ter um calendário onde o os dias são marcados e a cada dia desenhamos e escrevemos o que foi mais interessante, ou como nós sentimos. Que tal fazer um diário familiar, para recordar mais tarde esses tempos que passamos sem escola...

 

Ver o gelo derreter, e a água congelar ou evaporar...

As mudanças de estado da água é conteúdo de anos do ensino Fundamental I, mas a compreensão de que essa é uma substância química cujas moléculas são formadas por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio é estudada bem depois!

Finalizando, convidamos a todos a visitarem as sugestões, atividades, histórias, reflexões e vídeos produzidos nos diferentes Campi e Centro de Referência em Educação Infantil (CREIR). 

Esse texto foi produzido em conjunto pelos servidores dos Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNEs) do Colégio Pedro II. 

Podemos não estar juntos presencialmente, mas estamos juntos pensando em nossos alunos, em suas famílias e desejando, principalmente, equilíbrio emocional para todos a fim de aprendermos mais essa importante lição: muitas vezes na vida, não temos o controle dos fatos, mas precisamos aprender a manter nosso equilíbrio na vida!

 

Se sentir vontade, nos conte como foram suas brincadeiras e o que pensou sobre os filmes:

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Assessoria de Comunicação Social

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