CPII completa 180 anos e recebe declarações de amor

 


Alunos, ex-alunos, servidores, ativos e aposentados, e mesmo quem nunca estudou ou trabalhou no Colégio Pedro II não perdem a oportunidade de declarar seu amor ao colégio. Vira e mexe alguém faz uma declaração apaixonada pela mais tradicional escola pública do país, que nesta semana completa exatos 180 anos de existência.


Nas solenidades de entrega do Título de Aluno Eminente, declarar amor ao CPII chega a ser lugar comum. Todos os homenageados têm uma história para contar e sempre falam do que sentem até hoje pelo colégio. Foi assim na entrega do último título, em março deste ano, quando a atriz Denise Fraga falou emocionada da saudade dos tempos do CPII: “Sempre que venho ao Rio e vejo alunos usando o uniforme do Pedro II me dá uma saudade imensa. O Pedro II é uma marca que fica na nossa vida para sempre”, ressaltou.



FOTO: Franco Paulino, Denise Fraga e Miguel Angelo, Alunos Eminentes de 2017, declararam amor ao CPII durante solenidade de entrega do título


Nesta mesma solenidade, o técnico de basquete Miguel Ângelo da Luz disse que sempre relembra com os amigos os tempos no colégio e que em diversas ocasiões canta a Tabuada. Outro eminente, o publicitário Franco Paulino contou que fez seus melhores amigos no CPII e que os carrega para toda a vida. “Aqui no Pedro II aprendi com os melhores professores desse Brasil. Eu amo o Pedro II porque aqui, de 1953 a 1959, conheci os melhores amigos”, enfatizou.


Também homenageado no dia, o nadador Andre Brasil afirmou que o CPII foi uma casa onde viveu feliz com amigos que o acompanham desde então. O atleta lembrou da emoção que foi ver a bandeira do colégio na arquibancada durante as competições dos Jogos Paralímpicos 2016.


Visitas



FOTO: Hamilton de Oliveira Guimarães, estudante do antigo Internato: “tenho muito amor pelo CPII, que virou minha família e minha casa”


O CPII reconhece o valor que tem para seus ex-alunos e procura retribuir à altura. Como parte das comemorações pelos 180 anos, foi desenvolvido o projeto Vivenciar Sênior, com a proposta de trazer ex-alunos par visitar o colégio.  Um dos visitantes foi Hamilton de Oliveira Guimarães, estudante do antigo Internato de 1959 a 1964. “Fiquei emocionado com o convite e com tudo que vi. O colégio está maravilhoso! Passei a melhor época da minha vida aqui. Estudar no Colégio Pedro II foi a melhor escolha que minha mãe fez para mim. Tenho muito amor pelo CPII, que virou minha família e minha casa”, ressaltou.


Na mesma visita, Claudia Couto Jannuzzi, aluna na década de 1980, disse que aquele era um momento de resgate do passado, mas também de reconhecimento e respeito pela instituição, pelo tamanho que ela tem hoje e pelo papel importante que desempenha. “Hoje em dia as escolas estão voltadas para o ingresso dos seus alunos nas faculdades, mas o Colégio Pedro II ainda se preocupa em dar uma educação humanística e social aos seus estudantes”, observou.


Em outro passeio, Raphael dos Santos, que estudou entre 2003 e 2009 em São Cristóvão, achou incrível poder reviver o passado e conhecer o colégio hoje. “Olho para o pátio e me enxergo lá uniformizado, é muito nostálgico e fantástico. Todo mundo que passou por aqui é completamente apaixonado pelo CPII, então voltar aqui é muito bom. O colégio está muito organizado, os campi estão reformados, as bibliotecas estão com um acervo novo e há essa busca por atividades dinâmicas”, comemorou. Outra aluna de São Cristóvão, Regina Braga Ligeiro, disse sentir um orgulho ainda maior pelo CPII depois da visita.



FOTO: Ex-aluno, Jorge Nascimento, o Julião: “Se pudesse resumir meu currículo em uma frase, diria: eu estudei no CPII”


Declarações como essas são muito comuns em eventos que contam com participações de ex-alunos. Na edição este ano do Prata da Casa, evento do Campus São Cristóvão III em que ex-alunos são convidados para falar sobre suas trajetórias, o biólogo do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBIO) Jorge Nascimento, mais conhecido como Julião, contou que ganhou esse apelido quando estudava no Campus Humaitá II, onde se formou em 1993. Ele afirmou que os anos de CPII marcaram profundamente sua vida e que seu professor da época, Sergio Linhares, foi determinante para que ele optasse pela Biologia. “Se pudesse resumir meu currículo em uma frase, diria: eu estudei no CPII”, enfatizou.


Aposentados



Essa relação de afeto com o CPII não  também se estende aos servidores aposentados, que costumam se declarar apaixonados pela instituição que ajudaram a construir. Na primeira solenidade que comemorou o “Dia do Aposentado do CPII”, em 21 de setembro deste ano, o Espaço Cultural ficou lotado com os ex-servidores que vieram prestigiar os primeiros homenageados da data.



FOTO: Olga Regina,  José Mauro e Ana Luzia, ex-servidores homenageados pelo CPII, falam do amor que sentem pelo colégio que ajudaram a construir


José Mauro de Sá Oliveira foi um dos docentes homenageados naquela data. Ele trabalhou no CPII entre 1984 a 2017 e se aposentou como chefe do Departamento de Educação Física. “Foi uma dádiva entrar para esse colégio, onde lecionei por 32 anos e tive minha verdadeira formação de professor. Acredito que dei minha parcela de contribuição para a história de 180 anos do colégio”, afirmou.


Ana Luzia Soares dos Santos, ex-aluna que depois trabalhou como assistente em administração no Campus Centro de 1987 a 2017, foi outra homenageada do dia. “Tenho muito amor e carinho por esse colégio onde estudei e depois trabalhei por 30 anos”, disse emocionada. Olga Regina Carrilho Messery, que também atuou como assistente em administração no mesmo período, mas no Campus Engenho Novo II, disse que, durante os anos que atuou no CPII, fez mais do que colegas de trabalho. “Fiz muitas amizades; são meus amigos do coração”, completou.


Campanha



Em outubro do ano passado, foi realizada a campanha #EuDefendoOCP2, como forma de apoio à instituição que vinha recebendo ataques na mídia e redes sociais. Foram muitos os depoimentos da comunidade escolar, ex-alunos, ex-servidores e comunidade em geral.




FOTO: Durante a campanha #EuDefendoOCP2 alunos, servidores, ex-estudantes e aposentados deram um abraço simbólico no Campus Centro



Um dos depoimentos mais emocionados foi do professor de Português do Campus Humaitá II André Caldas: "era o meu sonho ser professor? Não, não era... O que me faz continuar sendo professor? Trabalhar em um lugar onde me descubro e que me faz apaixonado pela luta de transformar cada vida ali presente. A educação transforma de verdade. Entro todos os dias nessa escola e sempre imagino o meu filho estudando lá. Tenho um orgulho danado desse colégio e, principalmente, de meus alunos/amigos. Como queria ter sido seu aluno, Colégio Pedro II...".


Outro depoimento emocionante foi do ex-aluno Clécio Quesado: “filho de família pobre do interior do Ceará, vim para o Rio estudar no Colégio Pedro II (...) Fui aluno de mestres eminentes como Afrânio Coutinho, Othon Moacir Garcia, Rocha Lima, Circe Navarro e tantos luminares da área que eu pretendia trilhar. Sem cursinho que não podia pagar, fui muito bem classificado para as poucas vagas de Português/Literaturas da antiga Faculdade Nacional de Filosofia. Formado em 1968, no ano seguinte passei a professor da recém-fundada Faculdade de Letras da UFRJ, onde trabalhei por 45 anos. Mestrado, Doutorado, pós-doutorado no exterior (...) devo o que fiz e o que sou à excelência de uma escola federal pública, gratuita e de qualidade: o Colégio Pedro II”.


Bernardo Winitskowski também deixou seu recado em defesa da instituição onde sua filha estuda: “fui estudante de escola pública e o Colégio Pedro II sempre habitou meu imaginário como um lugar idílico onde crianças e jovens eram bem tratados, respeitados, super inteligentes, bem formados e com uma consciência política avançada - que eu mesmo só fui desenvolver anos mais tarde. Quando minha filha foi sorteada, em 2014, eu e minha esposa pulamos na cama de mãos dadas, feito crianças, de tão felizes; ela teria a chance que eu não tive, e isso para um pai, não tem preço! (...)Tenho muito amor, respeito e admiração pelo colégio e pelos educadores de hoje. Vocês são a razão pela qual eu ainda acredito em um futuro melhor. Obrigado por me fazerem acreditar.”


Elogios


 

FOTO: Mariana e Isabela  são só elogios para o colégio onde estudam

 

Mas não apenas ex-alunos e ex-servidores que se derramam de amores pelo CPII. Alunos como Mariana Aparecida Calheiros Amorim, do 9° ano do Campus São Cristóvão II, também são só elogios para o colégio: "Estudo no Colégio Pedro II desde 2009.  Não tenho palavras para descrever o quão bom foi tudo que o colégio já me proporcionou. Foi nele que desenvolvi meu interesse pela dança e pelo teatro.  É no CPII que tenho experiências incríveis através de debates e eventos. Meu amor, que no início era grande, hoje é gigante!”, declarou.


A explicação para tanto sentimento positivo pode ser resumida em um depoimento de da aluna da 3ª série do Campus Engenho Novo II Isabelle Mendes Ferreira: “O CPII é a imagem do que gostaríamos de ver em todas as escolas públicas do país: ensino gratuito de qualidade. Foi aqui que eu tive a oportunidade de não só aprender Matemática e Física, mas também de ter maior contato com música, arte, cultura, política. Nossos professores nos estimulam a pensar, debater e formar nossa própria opinião com consciência, sobre qualquer assunto. Nesses últimos momentos na escola, fechando o terceiro ano, eu tenho certeza de que estudei no melhor lugar possível. Ao Pedro II, tudo!!”, enfatizou.


Nelson Rodrigues


Entre os representantes daqueles que não estudaram ou trabalharam no CPII, o mais ilustre foi sem dúvida o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues. Em várias crônicas publicadas em jornais cariocas como O Globo e Jornal dos Sports, Nelson Rodrigues deixava clara sua admiração pelo colégio. Confira abaixo algumas delas:

 

 

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Assessoria de Comunicação Social

 

 

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