Campi Humaitá II e Realengo II promovem evento sobre mulheres negras

Servidora do Campus Realengo II, Regina Aparecida Marins;  ex-alunas Elisa Costa de Carvalho e Beatriz Hermes; e alunas do 3º ano do EM, Isadora Menezes Valentim e Yasmin Costa Ferreira


Nos dias 30 de junho e 1 de julho aconteceu nos campi Realengo II e Humaitá II, respectivamente, o evento de pesquisa e extensão “Mulheres negras: espaços de fala, espaços de luta”. Nas duas ocasiões, foram realizadas mesas-redondas, oficinas e debates acerca do assunto. O objetivo dos encontros foi gerar um espaço de reflexão e discussão sobre a visibilidade negra e feminina no âmbito escolar.


No primeiro dia, no Campus Realengo II, o principal ciclo de debates expôs e discutiu os resultados da pesquisa realizada no ano de 2015 por alunos e servidores do Colégio Pedro II chamada “Quem traz na pele esta marca?”. A pesquisa se baseou em questionamentos feitos por estudantes sobre questões raciais dentro do Colégio. Ao final do debate, a ex-aluna do CPII Elisa Costa concluiu que “Ser mulher e ser negra é uma luta diária”.

 
Frente Negra

Estiveram presentes no ciclo de debates a merendeira do campus, Regina Aparecida Marins; as ex-alunas Elisa Costa de Carvalho e Beatriz Hermes; e as alunas do 3º ano do Ensino Médio, Isadora Menezes Valentim e Yasmin Costa Ferreira, que também fazem parte do Coletivo Frente Negra. O professor de Sociologia do campus Rogério Mendes de Lima também participou do debate, colocando em pauta a questão dos negros estarem em posições consideradas subalternas, enquanto os brancos ocupam os maiores escalões dentro do Colégio e na sociedade. A professora de Sociologia do Campus Humaitá II Paula Menezes também participou do evento em Realengo.


Regina Aparecida diz se sentir muito especial por ter sido convidada a participar do debate. “Considero muito importante nossa participação, já que é difícil merendeiras atuarem nesses eventos”, afirmou, completando que ama ser brasileira, negra e mulher.


Identidade

Durante o debate também foram abordadas questões como a falta de identidade da cultura negra e a dificuldade de autoafirmação das mulheres negras. O racismo velado e a pouca quantidade de alunos negros em instituições de ensino foram ressaltados,  e os palestrantes destacaram a importância e a necessidade de se reavaliar o emponderamento das mulheres negras na sociedade. Os estudantes do Campus estiveram presentes e tiveram a oportunidade de fazer perguntas e observações sobre o tema.


Após o debate, foram exibidos três filmes que tratam do embranquecimento e da resistência estética e histórica das mulheres negras, seguidos de mais debates.


O evento foi uma realização dos professores e pesquisadores do Grupo de Estudos, Pesquisas e Ações sobre Racismo e Relações Étnico-Raciais e Indígenas (Geparrei/CPII), em parceria com o Laboratório de Pesquisa e Ensino em Sociologia (Lapes) e o Colaboratório de educação e humanidades do Campus Humaitá II (Colaboreh).


O Coletivo de Negros Lélia Gonzales, do Campus Humaitá II, e a Frente de Estudantes Negros, do Campus Realengo II, também participaram da organização dos eventos.

 

 

Setor de Comunicação do Campus Realengo II

Comunicação Social

 

 

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