PRÁTICAS DE LEITURA, ESCRITA E LITERATURA NO COTIDIANO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Adriana Corrêa Gonçalves, Queiti Pereira Silva

Resumo


RESUMO:

Este texto se ancorou teórica e metodologicamente na perspectiva professor-reflexivo, considerando as contribuições da etnografia da prática escolar. Assume como objetivo relatar experiências de leitura e escrita na educação infantil, abrangendo tanto a creche quanto a pré-escola. Na organização textual, abordamos o direito à educação da criança pequena, conquista desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. A indissociabilidade entre a ação e a reflexão possibilitou o desenvolvimento deste texto, que trouxe relatos acerca do desdobramento de ações envolvendo professoras, crianças, livros, literatura, leitura e escrita. As atividades tinham como referência: literatura como direito, alfabetização discursiva e a compreensão de que o saber de mundo antecede à leitura da palavra. A experiência na creche evidenciou que, antes mesmo da experiência escolar com a alfabetização, a leitura de mundo das crianças revela que o processo de leitura e escrita acontece de forma silábica e fonética, sendo vários os momentos nos quais a associação entre som e sílaba foi espontaneamente traduzida pelas crianças. Na pré-escola foi possível observar que, ao aproximar crianças de idades e séries diferentes para compartilharem uma prática de leitura que foge ao ato de ler como ação burocrática ou que precisa de um mediador adulto para existir, elas se envolvem na ação com responsabilidade, desejo e autonomia

Palavras-chave


Educação Infantil; Literatura; Leitura e Escrita

Texto completo:

PDF

Referências


ANDRÉ, Marli Eliza D. A. de. Etnografia da prática escolar. Campinas, SP: Papirus, 1995.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Diário Oficial da União, Brasília, 5 de outubro de 1988.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de dezembro de 1996.

BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes curriculares nacionais para a Educação Infantil. Resolução n. 2, de 7/4/1999, Brasília: MEC, 2009.CANDIDO, Antonio. Vários Escritos: Antonio Candido. São Paulo: Duas Cidades, 1995. P 239 a 244.

CORSINO, Patrícia; NUNES, Maria Fernanda Rezende. Leitura e escrita: potencialidades e indagações. CORSINO, Patrícia; NUNES, Maria Fernanda R. (Orgs.). Linguagem, leitura e escrita: por uma poética da educação infantil. Rio de Janeiro: Edigráfica, 2018.

FERNANDES, Renata Sieiro. A formação do professor-pesquisador-reflexivo: os registros da prática como dispositivos de subjetivação. Horizontes, v. 33, n. 1, p. 73-84, jan./jun.2015. FREIRE. Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

GOULART. Cecília Maria Aldigueri. Alfabetização em perspectiva discursiva. A realidade discursiva da sala de aula como eixo do processo de ensino-aprendizagem da escrita. Revista Brasileira de Alfabetização - ABAlf | ISSN: 2446-8584 Belo Horiznte, MG | v. 1 | n. 9 | p. 60-78 | jan./jun. 2019.

HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Martins Fontes, 2017.

REYES, Yolanda. Ler e brincar, tecer e cantar. São Paulo: Editora Pulo do Gato, 2012. p.9




DOI: http://dx.doi.org/10.33025/ceb.v7i1.3146

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN 2525-2879 

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.