A IMPRENSA E O FIM DO ESTADO NOVO

Martha Couto Neves

Resumo


Iniciando-se o ano de 1945, a grande imprensa do Rio de Janeiro consegue abrir brechas na ditadura do Estado Novo. O governo de Vargas, que desde 1937 vinha amordaçando os meios de comunicação através da censura imposta pelo poderoso DIP, já era alvo de críticas de diversos setores da sociedade. A participação da FEB junto às tropas aliadas na Itália, na luta contra o nazifascismo, evidenciava as contradições do regime e colocava a redemocratização na ordem do dia. Nesse contexto, os jornais da capital davam destaque ao noticiário da guerra, aproveitando para enaltecer os princípios democráticos, e buscavam depoimentos de opositores de Getúlio. A entrevista do escritor José Américo de Almeida a Carlos Lacerda, publicada no Correio da Manhã, é considerada exemplar da luta dos jornalistas contra a ditadura varguista.

 


Palavras-chave


ditadura; redemocratização; periódicos; censura.

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