MULHER, VOZ E MOVIMENTO NA ENCANTARIA MARANHENSE: O CASO DO TERREIRO DA TURQUIA

Regina Célia de Lima e Silva

Resumo


Esta comunicação trata de uma parte da tese História do Imperador Carlos Magno e dos Doze Pares de França na encantaria do tambor de mina maranhense: do livro à voz no Terreiro da Turquia, defendida em 2015, na Universidade Federal Fluminense (UFF/RJ). Neste fragmento, procuro mostrar que a presença da mulher é primordial na transmissão e manutenção da tradição da encantaria no tambor de mina, religião de origem africana e que se destaca na região do Maranhão e do Pará. Através das histórias contadas para as crianças do terreiro, dos pontos cantados e das danças, no espaço sagrado, as mulheres transmitiram os conhecimentos que adquiriram dos seus antepassados. Assim, conseguiram deixar na memória de muitos aquilo que não se conseguiu registrar em livros, e que serviu de resistência cultural. A pesquisa buscou no Terreiro da Turquia (século XIX) as pistas para entender como se construíram determinadas memórias, já que ele nasceu do encontro entre uma narrativa muito conhecida do mundo ibérico e a primeira yalorixá daquele egbé. Foi a partir de então que uma casa, bastante reconhecida por sua importância cultural, nasceu em São Luís, trazendo, dos livros, personagens transmutadas em entidades encantadas para conviver com os vivos nos momentos sagrados e de festa.

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ISSN 2595-8682