REPENSANDO O CONCEITO DE ESCRAVIDÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA: DO ECONÔMICO PARA O ANTROPOLÓGICO

Lucas Cabral de Castro

Resumo


O presente artigo, fruto de uma comunicação no seminário Tornar-se negro realizado pelo Grupo de Estudos, Pesquisas e Ações sobre Relações Étnico-Raciais (GEPARREI), é um esforço de análise e de proposta. A primeira parte é uma reflexão sobre o uso do conceito de escravidão no Ensino de História que, apesar da ampla divulgação, ainda está focado numa dimensão econômica da experiência de translado forçado de grandes contingentes populacionais da África entre os séculos XVI-XIX. Essa forma de lidar com a experiência da escravidão torna-a um passado distante dos alunos. A segunda parte é uma proposta de um olhar diferenciado para a escravidão, a partir de um relato do antropólogo David Graeber e suas reflexões sobre a origem da dívida. O conceito de escravidão, nesse sentido, é entendido como uma profunda ruptura das relações sociais que definem as diversas dimensões do indivíduo. É por esse caminho que o ensino de História pode potencializar os significados da experiência da escravidão para possíveis orientações no mundo atual.


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ISSN 2595-8682