Realengo II promove Feira de Africanidades no dia 28/11

 

No dia 28 de novembro, o Campus Realengo II promove a Kizomba – Feira de Africanidades do Colégio Pedro II. Serão oferecidas oficinas de fotografia, grafismo, culinária, bonecas abayaomi, turbantes, capoeira, jongo, dentre outros saberes e fazeres de raízes africanas, além da exibição de filmes, mesas de discussão sobre evolução, racismo, literatura e religiosidades, e da roda de samba organizada pelo Terreiro de Crioulo.

 

Segundo Valesca Almeida, professora de História do campus e uma das organizadoras da Kizomba, o projeto evento surgiu a partir da aproximação de professores do Campus Realengo II com um polo de resistência negra da comunidade em seu entorno, o Terreiro de Crioulo, aliado às comemorações do Dia da Consciência Negra, celebrado no dia 20 de novembro. “A ideia é que o evento se torne fixo no calendário anual de eventos do Colégio Pedro II”, afirma Valesca.

 

Interdisciplinar, o projeto conta com uma comissão organizadora composta por professores de vários departamentos e tem o apoio da Direção-Geral do Campus de Realengo II, do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (Neab) e da Diretoria de Culturas/Propgpec.

 

As atividades da Kizomba acontecem das 7h às 17h. Confira a programação.


Ubuntus


Durante o Kizomba,  será lançado o documentário "Ubuntus: Somos o Que Somos Porque Somos Todos Nós", dirigido e roteirizado por Daniel Calarco, Gabriel Schuindt e Larissa Merheb e produzido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Audiovisuais em Geografia (Nepag) do Campus Realengo II. O lançamento acontece no Teatro Bernardo Pereira de Vasconcelos, no mesmo Campus, em horário ainda a ser definido.


Após a exibição do curta, acontece uma mesa de debates com a participação dos realizadores e a desenvolvedora de políticas públicas e consultora internacional Daise Rosas. Também foi convidado para o debate um representante da Fundação Palmares no Rio de Janeiro.


O curta traz à tona a temática dos direitos humanos e da resistência da cultura afro-brasileira a partir da experiência vivenciada pelos realizadores do documentário no quilombo São José da Serra, situado em Valença, no estado do Rio de Janeiro.


O documentário parte de uma situação problema: a construção de uma estrada ilegal em terras quilombolas. “A partir desse relato, é possível compreender a atual situação dos descendentes de negros escravizados, que enfrentam a demora na legalização de suas terras e a falta de acesso a políticas públicas”, ressaltou Daniel Calarco.


Com o apoio do Colégio Pedro II, o documentário representou este ano o Brasil na London International Youth Science Forum - Imperial College.

 

 

Coordenadoria de Comunicação Social

 

 

 

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