CPII abre o ano letivo com palestra sobre ética


Comunidade escolar acompanhou a Aula Inaugural 2017

 

Estudantes, professores, servidores técnicos, pais e responsáveis de alunos se reuniram nesta segunda-feira, 17/4, para a Aula Inaugural do Colégio Pedro II. O evento, que marca a abertura do ano letivo de 2017, contou com exposição de trabalhos da III Mostra de Iniciação Científica, lançamento de livros de professores, entrega do Prêmio InovAção e apresentação dos corais de alunos dos campi Realengo II, São Cristóvão II e Coral Comunitário do CPII acompanhados da Banda do Corpo de Bombeiros.

 

Durante a Aula Inaugural, foi realizada uma homenagem ao professor de Português do Campus Centro, Anderson Ulisses dos Santos Nascimento, que faleceu no dia 16. O professor foi saudado pela chefe do Departamento de Português, Elaine Corrêa Barbosa, que lembrou sua trajetória no Colégio Pedro II.

 

FOTO: Reitor Oscar Halac


Abrindo o evento, o reitor Oscar Halac relembrou os debates que tomaram corpo entre a comunidade escolar ao longo de 2016, como o movimento de ocupação dos campi e as iniciativas de combate à intolerância racial, de gênero ou orientação sexual. “Talvez, hoje, tenhamos menos pessoas infelizes em nossa volta. Quanto mais pessoas felizes, mais felizes poderemos ser”, ressaltou. Halac falou sobre a atuação da escola em possibilitar e incentivar estratégias pedagógicas inclusivas, destacando a atuação dos Napnes e das ações de Assistência Estudantil.

 

O reitor aproveitou para elogiar a atuação dos Departamentos Pedagógicos, incentivando a proliferação e projetos pedagógicos. “Meus agradecimentos à academia do CPII pelo respeito a estes estudantes demonstrado pela overdose de ações didáticas positivas, pela capacidade de inovação, pela vontade política de transformar e renovar as estratégias de ensino”, elogiou. “Que nossos estudantes permaneçam críticos e atuantes. Que o CPII permaneça se posicionando contrário às reduções de direitos sociais. Que lutemos pelo nosso currículo pleno, pelo nosso trabalho de excelência”, finalizou.

 


Hino Nacional e Hino do CPII foram executados pela Banda do Corpo de Bombeiros e corais do CPII

 

Neste ano, o palestrante convidado foi o professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marcio Tavares D’Amaral, que abordou a importância da ética no momento histórico em que vivemos.

 

Em sua palestra, Marcio destacou o conceito de ‘fim da história’, difundido por pensadores pós-modernos. “Com a queda do muro de Berlim, a polaridade de sistemas econômicos e políticos se desfez, o mundo se equilibrou no que nós chamamos de neoliberalismo e, não havendo mais contradições – e não sei de onde tiraram essa ideia – a história se encerrou. Um outro futuro não seria mais possível”, explicou.

 

FOTO: Professor emérito da UFRJ, Marcio Tavares D'Amaral


Paralelamente a esta noção, o processo de globalização, definido pelos avanços tecnológicos e pelo consumo, tornou as estruturas virtuais mais importantes e interessantes do que as reais.  Nesse sentido, Marcio alertou para o perigo de estarmos perdendo a sensibilidade para o que é real, para a vida ao nosso redor, ressaltando o impacto da “estetização do sofrimento”, caracterizada pela transmissão televisionada de conflitos como a Guerra do Golfo (1991) e, mais recentemente, a Guerra da Síria (iniciada em 2011).

 

Como possibilidade de nos libertamos dessa visão pós-moderna que desqualifica as pessoas como sujeitos que podem perceber e modificar a realidade, Marcio apresentou a contribuição de filósofos como os céticos - críticos daqueles que procuram a verdade em sistemas fechados, imutáveis-  com uma filosofia que preza o cuidado, a diferença e a busca constante pela verdade. “A nossa longa cultura se caracterizou por um grande amor às multiplicidades do mundo e um grande temor de nos perdermos nelas. O temor venceu, a vida foi subjugada e levada à dimensão de mercadoria. A filosofia do cuidado nunca desapareceu, ela está à nossa mão e nós precisamos querê-la. Essa decisão é ética e tem compromissos políticos. Podemos não fazer nada e esperar para ver no que vai dar esse momento da história. Mas quem tem essa coragem?”, finalizou.

 

 

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Comunicação Social

 

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