Um dia inteiro dedicado à Matemática marcou a abertura do FESTMAT CP2

 

Os alunos do Campus Duque de Caxias tiveram um dia atípico na sexta-feira, 5. Eles participaram de um dia totalmente dedicado à Matemática. O campus sediou a abertura do Festival da Matemática do Colégio Pedro II, o FESTMAT CP2, evento que contou com uma palestra do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ricardo Kubrusly, oficinas, comunicações orais, atividades em laboratórios, estandes, pôsteres, filmes e apresentações culturais.


Com a proposta de promover o Biênio da Matemática no Rio de Janeiro, O FESTMAT CP2 vai percorrer outros sete campi do CPII até agosto de 2018. Ao longo desses dois anos, o Brasil sediará muitos congressos e competições internacionais de Matemática, além da entrega da Medalha Fields, a maior condecoração internacional para matemáticos com menos de 40 anos.



FOTO: Tania Boffoni falou sobre a escolha do Campus Duque de Caxias para sediar a abertura do Festival

 

Segundo a chefe do Departamento de Matemática, Tania Boffoni, além de congregar alunos e professores do CPII, o FESTMAT CP2 também é aberto a estudantes de outras instituições de ensino, públicas e privadas.


“Duque de Caxias foi o campus escolhido pelo nosso departamento para sediar o Festival da Matemática, promovido pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), mas como essas instituições não estenderam o evento para a Baixada, resolvemos fazer um evento próprio, que fosse itinerante, e assim atingir outras regiões do Rio”, explicou.


Presente na abertura do FESTMAT CP2, O reitor do CPII, Oscar Halac, destacou a importância de evento que, em sua avaliação, deve prestigiar a escola pública. “E foi isso que fez o Departamento de Matemática do CPII, ao trazer esse festival para a Baixada”, ressaltou. De acordo com o reitor, a Matemática é vista como uma ciência intransponível, o que não é verdadeiro em sua avaliação.



FOTO: Oscar Halac destacou a atuação do Departamento de Matemática do CPII no estudo da metodologia para o ensino da Matemática


A dificuldade maior, acredita Halac, está no desenvolvimento de uma metodologia que possa atingir a todos. “Por isso que estudar como se estuda a Matemática, a fim de que ela se torne acessível a todos, tornou-se a proposta do Departamento de Matemática do CPII”, enfatizou.


Infinito


O FESTMAT CP2 foi aberto no auditório do colégio pelo “Grupo Pandeirada”, formado por alunos do campus e coordenado pelo professor de Educação Musical Thiago Aquino. Entre uma apresentação e outra, Aquino explicou aos presentes como a Matemática está na estrutura da música. Logo depois, a aluna da 2ª série Luana Santos do Nascimento recitou “Poesia Matemática”, de Millôr Fernandes.


Em seguida, foi a vez do professor do Programa de Pós-Graduação da História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia (HCTE/UFRJ) Ricardo Kubrusly falar sobre “O mundo e o mundo matemático – Qual a diferença?”, em que abordou o surgimento da ciência, ainda no início da civilização, e a ideia do infinito em Matemática.



FOTO: Para o palestrante Ricardo Kubrusly, professor da UFRJ,  " a coisa mais importante na civilização humana foi a descoberta de que os números não têm fim".


“A coisa mais importante na civilização humana foi a descoberta de que os números não têm fim, e isso acontece na mesma época em que surgem outras noções de infinito, como a existência de Deus e o desenvolvimento das artes, ou seja, na origem da civilização humana”, argumentou.


Após a palestra, um grupo de alunas do Campus Engenho Novo II, com a participação da plateia formada por estudantes, apresentaram truques de mágica que envolvem conceitos matemáticos. Elas fazem parte do projeto “Trupe Matemágica”, coordenado pela professora de Matemática Liliana Costa.


Projetos



FOTO: O diretor de Pesquisa do CPII, Jorge Fernando de Araújo, e os alunos do projeto "Robótica" com o robô "Raptor"


O FESTMAT CP2 ocupou vários espaços do campus, como a quadra de esportes, onde foram montados estandes com trabalhos acadêmicos, entre eles o de “Robótica”, desenvolvido pelo professor e diretor de Pesquisa do CPII, Jorge Fernando Silva de Araújo. “O projeto não se restringiu ao Campus Tijuca II.Tivemos a participação de alunos de diversos campi”, comentou.


Outro projeto em exposição foi "Projeções: do Espaço pra o Plano, Cartografia e o Infinito dos Polos", dos alunos do Campus São Cristóvão III, sob a coordenação dos professores Luciana Martino, Marcos da Costa e Cristiane Faria, em parceria com o Instituto de Matemática e Estatística da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IME/UERJ).




FOTO: O programador visual do CPII, Marlon Tenório, expôs pôsteres de uma história em quadrinhos a partir da leitura do livro "O home que calculava"


No mesmo local, o programador visual do CPII, Marlon Tenório, expôs em pôsteres a história em quadrinho feita a partir da leitura do livro “O homem que calculava”, de Malba Tahan, pseudônimo de Júlio César de Mello e Souza, que foi aluno e professor de Matemática do CPII.


Nos corredores do campus, alunos participaram do jogo “Soltando a imaginação com Tangram”, trabalho acadêmico da professora de Matemática do Campus Humaitá II Priscila Belota. “ O Tangram é um quebra-cabeça de origem chinesa que estimula o raciocínio lógico”, explicou.


Patrick dos Santos, da 1ª série, aprovou o jogo. “Achei o Tangram muito interessante. Parece fácil, mas não é. Mas isso é legal, porque eu gosto de desafios”, comentou, ressaltando que estava achando o festival maravilhoso.



FOTO: Patrick dos Santos, à esquerda, aprovou o Tangram: "Parece fácil, mas não é."

 

Perto dali, Joyce Andrade, da 2ª série, se divertia com duas formas anamórficas (figuras que você enxerga a tridimensionalidade apenas por um determinado ponto e ângulo), instaladas no piso do corredor. O projeto “Anamorfismo” foi criado pelos alunos do Campus Realengo II, com a coordenação dos professores de Matemática Allan de Souza  e Cristiano Marcell.


“Eu estou adorando tudo isso. Mesmo quem não gosta de Matemática, por causa dos cálculos, não tem como não gostar e aprender aqui. É possível usar a Matemática de forma divertida”, concluiu Joyce.


Na parte da tarde, a professora de Matemática Rachel Bergman Fonte, do Campus Humaitá II, coordenou a oficina "Um olhar gráfico sobre as funções reais de variáveis reais", no Laboratório de Informática do do Campus Duque de Caxias.  Oficinas em salas de aula também fizeram parte da programação do FESTAMAT CP2.  O próximo campus a receber o evento será Realengo II, no dia 23 de agosto.

 


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Comunicação Social

 

 

 

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