Especial Napne: Acessibilidade pedagógica norteia projetos de SCII

 

Equipe do Napne de São Cristóvão II

 

Proporcionar uma educação de qualidade para todos. Essa é a proposta que têm norteado o trabalho desenvolvido pela equipe de professores e técnicos que compõem o Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) do Campus São Cristóvão II.

 

Ao refletir que cada estudante trilha um caminho particular em seu processo de aprendizagem e, portanto, aprende de uma forma e em um tempo próprios, o Napne/SCII busca oferecer aos estudantes acessibilidade pedagógica. “Quando a gente pensa em educação, temos que pensar não só em turma, mas em indivíduo. Logo, não há como não pensar que indivíduos não possam vir a ter alguma necessidade específica em algum momento da sua vida. Como a escola não pressupõe um ensino que se paute na individualização, ela vai precisar de mecanismos que o façam. É nesse sentido que o Napne vem, para trabalhar em prol desse direito à diferença que cada um de nós tem”, defende Adriane Farah, coordenadora do Napne/SCII.

 

Assim, a equipe do Napne trabalha para atender não apenas os casos restritos à lei de inclusão – estudantes com deficiência de natureza física, sensorial (visual e auditiva) e intelectual, transtorno do espectro autista e altas habilidades/superdotação, mas também alunos que apresentem Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e dislexias, até aqueles com baixo rendimento escolar e histórico de repetência, desde que a equipe pedagógica ratifique em fóruns apropriados.

 

FOTO: Aline Fraga, professora de Ciências, com alunos do 7º ano, em aula com estrategias diferenciadas de ensino.

 

Atualmente, a equipe atende cerca de 120 estudantes cotidianamente. “Isso só é possível porque temos uma direção que aposta e viabiliza o nosso trabalho, tornando-nos, inclusive, parte da gestão, e um corpo de servidores que abraçou esse projeto. A equipe pedagógica não só endossa a necessidade de o aluno participar do Napne como, hoje, encaminha diversos alunos através dos conselhos de classe,  por exemplo”, conta Adriane.

 

O atendimento vai além dos atendimentos educacionais especializados com pedagogo e professores. O núcleo desenvolve também oficinas específicas para estudantes com TDAH e disléxicos, com o suporte de fonoaudiólogas que trabalham técnicas de aprendizado e memorização; oficina de libras, que ensina a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para estudantes e servidores do campus; aulas que trabalham os conteúdos didáticos com estratégias de ensino diferenciadas e ferramentas de acessibilidade tecnológica para alunos cegos.

 

O interesse dos estudantes pelos trabalhos desenvolvidos é visível. Um exemplo dos bons resultados desse projeto é a aluna Maria Vitória, do 9º ano, diagnosticada com TDAH. Ela faz acompanhamento com a Napne desde o 6º ano. Naquela época ela chegou a repetir a série, o que desestimulou a continuar no Napne. “Quando eu saí, senti uma diferença gigantesca. Aqui eles me ajudavam, eu tinha toda a assistência possível. No 7º ano eu voltei, mas sempre ficava em prova final, e nesse ano eu falei que ia mudar. Estou frequentando mais, participando de quase todas as aulas”, conta. 

 

FOTO: estudante Maria Vitoria

 

Além de participar como aluna, Maria Vitória começou a dar aulas para outros alunos do Napne. “Sempre gostei muito de Desenho, mas não passei na seleção para monitoria. A Adriane (Farah) me deu uma chance de dar aulas no Napne. Estou fazendo o que eu gosto e estou estudando. Dei minha primeira aula para duas alunas, achei que ia dar tudo errado, que ia esquecer tudo, mas deu tudo certo! Depois elas me disseram que foram super bem no trabalho de Desenho e até foram elogiadas pelo professor. Nunca me vi dando aula e isso está sendo uma experiência muito boa para mim”, comemora Maria Vitória.

 

Continue acompanhando o site do CPII para saber mais saber o trabalho realizado pelos Napnes de cada campus!

 

 

 

Assessoria de Comunicação Social

 

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