Fórum debate panorama do Proeja

 
Professor Mário Manhães (Cefet) palestrou no primeiro dia do evento

 

Nos dias 7 e 8 de junho, o Fórum PROEJA CPII 2018 discutiu as perspectivas e a realidade do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Jovens e Adultos (Proeja) no contexto da rede de ensino federal.

 

A abertura do fórum contou com os discursos do coordenador-geral do Ensino Técnico, Walber Carvalho, e da diretora-geral do Campus Centro, Andrea Bandeira.

 

O colóquio contou com palestras de Mário Manhães Mosso, docente do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), e de Gaudêncio Frigotto, docente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

 

Manhães abordou, no primeiro dia do evento, sua experiência na montagem dos currículos de formação no curso de Técnico de Administração, tanto no Cefet como em outras instituições. Argumentou sobre a importância do ensino técnico, evasão escolar e adequação dos objetivos aos planos governamentais. “O ensino técnico é a base para o desenvolvimento da nação. Ele tem que ser implementado com seriedade, com os devidos controles. O Pedro II é mais uma grande instituição que tem tudo que é necessário, através de sua estrutura e seu corpo docente, para fazer um bom trabalho e formar técnicos a fim do Brasil dar um salto tecnológico”, afirmou.

 


Gaudêncio Frigotto falou sobre a evasão escolar no Proeja

 

No último dia do evento, Gaudêncio Frigotto dialogou com o público sobre a evasão escolar e a dimensão sócio-política que afeta o ensino de jovens e adultos. “O Colégio Pedro II é uma instituição que tem uma história de referência no campo educacional, não só no Rio de Janeiro como no Brasil. Eu acredito que pela história do Pedro II, ele tenha autonomia de fazer um projeto político-pedagógico que reconheça primeiro que dar igual aos desiguais é manter os desiguais. Segundo, uma política que comece a reconhecer o conhecimento que estes jovens ou adultos trazem para a instituição. Terceiro, criar um currículo específico, adequado, em dosagens crescentes. Quarto, convencer este aluno que ele tem direitos e a que instituição vai brigar por ele. Criar uma forma de avaliação e de certificação que, em caso de interrompimento do curso, não perca o curso todo. E, também, uma estratégia de ir atrás deste aluno (que abandona o curso)”, relatou.

 


Walber Carvalho, coordenador-geral do Ensino Técnico do CPII

 

O professor Walber Carvalho delineou a expectativa que tem na tarefa lhe conferida como responsável pelo ensino técnico no Colégio Pedro II e, consequentemente, pelo Proeja. “A perspectiva para o futuro do Proeja no Colégio Pedro II é trabalhar os seus potenciais. E qual o potencial que o colégio tem? Um quadro docente de alta competência e um atual Departamento de Administração com professores novos, motivados e competentes. A ideia é construir um curso voltado para a profissionalização, que é exatamente o que o curso se propõe a fazer. Contudo, a profissionalização tem que estar associada a parte social e humanística do programa de Educação de Jovens e Adultos. A ideia é expandir: aumentar a procura, aumentar o número de turmas, aumentar a consistência formativa do curso, aumentar a credibilidade do curso, trabalhar uma reformulação do currículo a partir do entendimento coletivo que estes debates vão trazer. Com essa expansão atender ainda mais os 81 milhões de brasileiros que estão na faixa etária (do Proeja) e que não concluíram a Educação Básica no país”, relatou.

 


FOTO: Reitor Oscar Halac

 

A perspectiva apontada por Carvalho é compartilhada pelo reitor Oscar Halac. “A grande importância deste encontro reside exatamente no fato de que a Educação de Jovens e Adultos deveria ser, e é, uma política de Estado. Essa política visa dar escolaridade ao maior número de cidadãos deste país. O Colégio Pedro II mantém este programa, tenta de muitas maneiras fazer com que ele tenha um número maior de matrículas. E a nossa grande luta é manter esses alunos na escola noturna, num curso de resgate de escolaridade e fazer que estes conteúdos sejam atraentes e, ao mesmo tempo, eficientes para este estudante. É uma tarefa difícil: requer maior criatividade do docente, requer um diferente fazer daquele que temos nos cursos regulares do Colégio Pedro II. Eu diria que é um curso especial, mas que ele tem alcance nacional e um alcance social que vale a pena que a gente continue a caminhar no objetivo de, quem sabe um dia, termos um Proeja forte. Com um número de matrículas alto e com os alunos satisfeitos com o curso que aqui fizeram e quem sabe ingressar no mercado de trabalho às custas dos ensinamentos que aqui aprenderam”, declarou.

 


FOTO: O aluno Marcos Magalhães com o professor Mário Manhães

 

Além do corpo docente envolvido na prática de ensino do Proeja, alunos desta modalidade compareceram às palestras e puderam expressar suas observações. Como Marcos Magalhães, do Campus Tijuca II, que falou da importância deste fórum e de se posicionar quanto às questões de ser aluno do Proeja. “A gente soube entender um pouco mais do Proeja e pudemos falar sobre coisas que o Colégio Pedro II poderia melhorar para os alunos, por exemplo, em termo de estágios, fazer convênios com instituições federais. O curso tem muitas pessoas idosas e as empresas privadas não dão oportunidades a essas pessoas”, afirmou.

 

Ao final das palestras, grupos de estudo foram formados para avaliar a situação do Proeja nos campi do Colégio Pedro II que oferecem este curso. Novos encontros serão marcados para ampliação do debate no decorrer do ano.

 

 

 

Setor de Comunicação do Campus Centro

Assessoria de Comunicação Social

 

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