A geografia da Educação de Jovens e Adultos de nível fundamental na cidade do Rio de Janeiro

Emilio Reguera Rua, Enio Serra

Resumo


O presente texto expõe algumas reflexões sobre a abordagem geográfica na análise de indicadores educacionais que giram em torno da escolarização de ensino fundamental de jovens e adultos trabalhadores na cidade do Rio de Janeiro. O principal objetivo do estudo é coletar informações referentes ao atendimento e à demanda por cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e analisar a maneira com que os dados se apresentam no espaço geográfico da cidade. Como procedimento metodológico, foram utilizados os dados da amostra do censo demográfico de 2010 relativos à instrução de pessoas com 15 anos ou mais e a partir deles criado o indicador Demanda Potencial para a Educação de Jovens e Adultos – Ensino Fundamental (DPEJAF). Tal indicador foi mapeado com base no recorte da população em três faixas etárias: 15 a 29 anos, 30 a 59 anos e acima de 60 anos. Nos mapas produzidos foram também localizadas as escolas municipais que oferecem a EJA, permitindo, assim, a comparação entre a necessidade de atendimento ao direito à educação e sua oferta por parte do poder público. Como principal resultado, constata-se que o número de escolas não atende à necessidade apontada para todas as faixas etárias levantadas. Junto a isso, evidenciou-se a importância de se aprofundar a análise geográfica não só na interpretação do indicador, mas principalmente na compreensão das características intraurbanas e sua relação com a implementação de políticas públicas relativas à EJA.

Palavras-chave


Geografia da Educação; Indicadores Educacionais; Educação de Jovens e Adultos; Políticas Educacionais; Política Urbana.

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DOI: http://dx.doi.org/10.33025/grgcp2.v6i12.2749

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