Tudo sobre minha mãe: Ciclos, afetos e cores

Isabella Cunha Silva

Resumo


Este artigo se baseia em um estudo sobre a poética do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, tendo como análise o enredo, os personagens e os recursos visuais da sua renomada obra “Tudo sobre a minha mãe”. É investigado as incitações, propostas por esse filme, à reflexões sobre questões ontológicas como a finitude da vida por meio de ações dos personagens- ocorrendo um destaque para a perda de Manoela e o seu retorno para Madrid. Ademais, há uma investigação acerca da representatividade que este diretor concede em seus filmes à personagens marginalizados, que são submetidos ao isolamento social, como prostitutas, travestis, mães solteiras e lésbicas. Além disso, é explorada a relevância do recurso visual das cores-especificamente do vermelho e azul- em suas obras, não como algo meramente estético, mas também como transmissoras de sensações e sentimentos. Assim, é observado como Almodóvar, desde a década de 70, se desvia dos padrões do cinema de Hollywood tornando seu estilo de produzir e dirigir único, sendo não somente aclamado por academias, mas também pelo povo que mostra se sente representado por suas construções cinematográficas.

PALAVRAS-CHAVE: Afeto, cinema, cor, ciclos


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DOI: http://dx.doi.org/10.33025/rps.v0i22.1969

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Perspectiva Sociológica: A Revista de Professores de Sociologia

ISSN 1983-0076

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