“MAS, TIA, ISSO NÃO É MACUMBA, NÃO?” - O COMBATE AO RACISMO NA ESCOLA A PARTIR DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Juliana Correia

Resumo


O presente artigo apresenta um recorte da pesquisa em andamento no mestrado em Educação, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), iniciada na especialização em Ensino de Histórias e Culturas Africanas e Afro-brasileiras, no IFRJ. A pesquisa trata do potencial da contação de histórias numa perspectiva afrocentrada para a educação das relações étnico-raciais, compreendendo, inclusive, a criança como agente histórico-social, sujeito produtor de cultura.

O presente recorte aponta a relevância da filosofia afroperspectivista para pensarmos a educação antirracista. Como referencial teórico, as formulações de Noguera (2015) sobre afroperspectividade e o paradigma da afrocentricidade, sistematizado por Asante (1987; 2009), na década de 1980. Apresenta ainda o BaObazinhO, projeto que alia memória, arte e educação tendo a contação de histórias negras como fio condutor de suas atividades, trazendo um panorama sobre experiência vivida em 2016, numa escola municipal do bairro Gardênia Azul, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.


Palavras-chave


afroperspectividade, afrocentricidade, educação, racismo, contação de histórias

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.33025/ceb.v3i1.1795

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