RELAÇÕES RACIAIS, LIVRO DIDÁTICO E POLÍTICAS EDUCACIONAIS: Uma reflexão sobre os anos iniciais em sua conjuntura atual

Vinícius de Luna Chagas Costa

Resumo


Como o livro didático de geografia, artefato regulador das práticas docentes colabora para entender, discutir e agir frente à questão racial no cotidiano escolar? Este artigo pretende discutir a colonialidade presente no material utilizado por professores pertencentes à rede pública de ensino localizada no município de Mesquita. Partindo desses pressupostos, buscamos compreender como o currículo é disputado na arena das políticas públicas pertencentes ao campo educacional, principalmente após a homologação da Base Nacional Comum Curricular. Pretendemos trazer luz sobre o que a base propõe no campo da geografia dos anos iniciais ao tensionar seus cânones e epistemologias. Como aporte teórico adotamos a colonialidade do saber, uma alternativa ao conhecimento hegemônico eurocentrado com o objetivo de realizar uma análise que considere as experiências negras e suas espacialidades, na busca pela emancipação do pensar. Para realizar este estudo adotamos como instrumento de coleta de dados a entrevista semiestruturada com os docentes durante o processo de escolha no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) no período entre 2017 e 2019, elencando o município de Mesquita como recorte espacial. Os resultados evidenciaram, entre outros aspectos, as contradições na aplicação da Lei 10.639/03, fundamental para construção de um currículo que eduque para a igualdade racial.

Palavras-chave


Livro didático de geografia; políticas educacionais; relações raciais.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons

Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.