Educação Musical na Diversidade: o fazer musical com pessoas em sofrimento psíquico

Thelma Sydenstricker Alvares, Jeanine Bogaerts, João Gomes de Miranda Junior

Resumo


Este artigo traz considerações sobre a Educação Musical na Diversidade, um conceito desenvolvido a partir dos projetos de pesquisa e extensão da Escola de Música da UFRJ. Nele, discutimos o trabalho realizado com um grupo formado, basicamente, por pessoas em sofrimento psíquico. Nos encontros semanais este grupo busca refletir sobre o estigma e o preconceito vividos por seus componentes, além de temas que afetam nossa sociedade de uma forma geral, como questões de gênero, diferenças religiosas, desigualdade social, entre outras. Baseados em Paulo Freire (2012), que acredita na escuta como princípio fundamental do processo educativo, utilizamos a música como uma ferramenta de auxílio nesse processo de escuta e de conhecimento mais profundo do ser humano.


Palavras-chave


Reforma Psiquiátrica; Educação Musical; Educação Musical na Diversidade;

Texto completo:

PDF

Referências


ALVARES, Thelma S. O ensino de música para pessoas com doença mental: a desconstrução da figura do louco e a construção de possibilidades de inclusão social. In: SIMPÓSIO DE COGNIÇÃO E ARTES MUSICAIS, 6, 2010, Rio de Janeiro. Anais... , 2010, p. 482-491.

AMARANTE, Paulo. Loucos pela vida: a trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2011.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.

______. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2011.

______. Educação e mudança. 25 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.

HARGREAVES, David, Dorothy MIELL & Raymond, MACDONALD. “What are: musical identities and why they are important?” In: Musical identities, organizado por David Hargreaves, Dorothy Miell e Raymond Macdonald, 1-20. Oxford: Oxford University Press, 2004.

KUENZER, Acacia Z. Exclusão includente e inclusão excludente: a norma forma de dualidade estrutural que objetiva as novas relações entre educação e trabalho. In: LOMBARDI, J. C. et al. (Org.). Capitalismo, trabalho e educação. Campinas: Autoresassociados, 2002.

McNiff, Shaun Art heals. Boston. Boston, MA: Shambala, 2004.

________. Depth of psychology of art.Springfield, Illinois: Charles C Thomas, 1989.

PEREIRA, M. Representação da doença mental pela família do paciente. Interface- Comunicação, Saúde, Educação, v. 7, n.12, p.71-82, 2003.

SKLIAR, Carlos. 2006. “A inclusão que é nossa”e a diferença que é do “outro”. In: Educação e Inclusão: doze olhares sobre a educação inclusiva. Organizado por David Rodrigues, p. 16-34. São Paulo: Summus.

VENTURINI, Ernesto. A desinstitucionalização: limites e possibilidades. Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano, 20(1): 138-151, 2010.




DOI: http://dx.doi.org/10.33025/irdemcp2.v3i4.1556

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


      ISSN 2594-407X

 

                                       URL: https://cp2.g12.br/ojs/index.php/interludio

                                           email: interludiorevista@hotmail.com

 

                                     Publicação do Departamento de Educação Musical (DEM)

                                                         em parceria com 

                       Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura (PROPGPEC)

                                                   Pró-Reitoria de Ensino (PROEN)

                   Curso de Especialização em Práticas Musicais na Educação Básica (DEM)

                                                         

 Este trabalho está licenciado com uma Licença

 Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.