NÓS QUEREMOS SER OUVIDOS: “ensino remoto” não é educação!

Bruna Medina, Jonathan Barra Pereira

Resumo


A atual pandemia demandou medidas apressadas para dar continuidade ao ano letivo. Assim, buscamos refletir e relatar a implementação do ensino remoto emergencial, em uma escola estadual mineira e uma escola municipal de Maricá/RJ. Nas experiências relatadas, mais houve aproximações que distanciamentos e as queixas principais foram: pouco apoio governamental, sobrecarga de trabalho e dificuldade em atingir os alunos por meio virtual. Acerca da educação física, o ensino remoto emergencial tornou sua precarização ainda mais evidente, seja por parte das secretarias de educação que a trataram diferente de outras disciplinas, seja pela escola que a compreende como um momento de lazer. Os problemas enfrentados na implementação do ensino remoto emergencial não são atuais, mas sim históricos e estruturais. Não temos respostas sobre como deveríamos ter agido nessa situação, mas acreditamos que o que vem sendo realizado não favorece nem os alunos, nem os professores.


Palavras-chave


Educação; Ensino remoto; Educação Física escolar.

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DOI: http://dx.doi.org/10.33025/tefe.v5i2.3044

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