Proeja: oportunidade de requalificação profissional e retomada dos estudos


Teresa de Jesus, professora de Química, com uma de suas turmas do Proeja

 

Os interesses que levam estudantes a optar pelo Programa Nacional de Integração da Educação Profissional (Proeja) são muitos. Ele atrai desde jovens que querem concluir o Ensino Médio com foco na entrada em uma universidade, adultos com experiência profissional que buscam se requalificar e, até mesmo, idosos que querem retomar os estudos. José Giovanni, de 64 anos, já trabalhava como técnico de Informática e viu no Proeja uma oportunidade de se aprimorar profissionalmente. Hoje, ele cursa a 3ª série do curso Técnico em Manutenção e Suporte em Informática, no Campus Centro, e é um dos 458 alunos do Proeja do Colégio Pedro II.

 

“A principal proposta do Proeja é o resgate da cidadania daqueles indivíduos que ficaram muito tempo afastados da escola. O que se deseja é que eles retomem os estudos e com isso aumentem sua autoestima no momento em que passam a se sentir mais valorizados, conseguindo melhores empregos e integrando a cadeia produtiva”, explica Eliana Myra, Pró-Reitora de Ensino do CPII.

 

Para alcançar este objetivo, muitos desafios foram e estão sendo superados desde quando o Colégio aderiu ao Programa em 2007. Um deles é a capacitação de docentes para lidar com turmas tão diversificadas. “As faculdades não formam profissionais para trabalhar com o Proeja. Quando iniciamos o programa em 2007, muitos professores encontraram uma realidade com a qual não sabem lidar”, conta a Pró-Reitora. Para isso, a Pró-Reitoria de Ensino (Proen) tem realizado uma série de ações para dar suporte a esses professores, que normalmente atendem tanto a turmas do Ensino Médio Regular quanto do Proeja. “Organizamos seminários de discussão e estimulamos a participação em encontros pedagógicos voltados para o Proeja, para que o professor se sinta fortalecido e possa melhorar sua prática pedagógica. E eles já melhoraram muito. No começo a rotatividade de professores que atuavam no Proeja era enorme. Agora os professores que atendem ao programa gostam de estar ali, eles estão se reorganizando e revendo suas aulas”, destaca.

 

É o caso de Teresa de Jesus, professora de Química, que dá aulas no Proeja há sete anos. Para ela, rever sua atuação em sala de aula constantemente é desafiador e estimulante. “O fato de termos um público diversificado nos permite buscar um currículo mais flexibilizado, que possibilite o sucesso do processo ensino-aprendizagem desse aluno. Os métodos utilizados para ministrar as aulas devem ser analisados e adaptados assim como a forma de avaliação. Acredito que ainda tenho muito a superar porque cada ano que se inicia surge uma turma nova que, com certeza, terá características próprias e trará novos desafios”, afirma.

 

Hoje o CPII conta com 18 turmas do Proeja espalhadas entre os campi Centro, Engenho Novo II, Realengo II e Tijuca II. Para 2015, são oferecidas 360 novas vagas distribuídas entre os cursos Técnico em Administração e Técnico em Suporte e Manutenção de Informática. As inscrições custam R$ 10 e seguem até 6 de novembro através da página do Idecan.

 

 

Coordenadoria de Comunicação Social

 

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