Palestra da FGV aborda novos paradigmas da gestão pública

 
O palestrante Joaquim Rubens falou sobre os novos paradigmas da gestão pública para um grupo de gestores do CPII


A sétima palestra da Fundação Getulio Vargas (FGV) realizada nesta quarta-feira, 5/11, tratou do tema da gestão pública. O expositor foi Joaquim Rubens Fontes filho, que também professor e coordenador do Mestrado em Gestão Empresarial da fundação e ex-aluno do Colégio Pedro II. O ciclo de palestras faz parte da consultoria que a FGV presta ao CPII para a elaboração do Plano de ações 2015.


Em sua palestra “Gestão Pública Contemporânea – Caminhos e Desafios”, Joaquim falou sobre os novos paradigmas da administração pública, abordando as principais mudanças ocorridas nos últimos anos, entre elas o foco na eficiência, resultados, controles e avaliação de desempenho. “Essas mudanças começaram no início dos anos 80, no que ficou conhecido como gerencialismo na gestão pública”, explicou.


A partir do início da década passada, surgiram outros paradigmas que estão mudando a gestão pública contemporânea e uma nova integração do Estado com a sociedade e o setor privado passou a influenciar a forma de se administrar, com a finalidade de se criar um valor público. “A ideia é que o Estado não precise mais atender sozinho as necessidades da sociedade e possa agora fazer isso a partir de redes colaborativas com organizações não-governamentais e com a iniciativa privada”, esclareceu.



Gestores do CPII durante palestra sobre Gestão Pública da FGV


Colaboração


Essa nova forma de se fazer gestão pública está sendo chamada de governança em rede ou colaborativa e, de acordo com Joaquim, está sendo muito discutida nos congressos e na academia. Na prática, existem experiências em curso, como a parceria que permitiu às Organizações Sociais (OS) atuarem na rede de saúde pública do Estado do Rio de Janeiro. “O SUS apresenta hoje as experiências mais avançadas em gestão colaborativa, mas vemos iniciativas também na área da cultura, que em geral também envolve a educação”, observou.


O Bolsa Família, ainda segundo o palestrante, é uma experiência de governança em rede que funciona justamente porque é colaborativa. O programa é do Ministério do Desenvolvimento Social, mas envolve outros ministérios, estados e municípios. “Não é mais um processo hierárquico onde manda quem pode e obedece quem tem juízo, mas uma coordenação entre os vários atores que se juntam para atingir um fim”, explicou, lembrando que os participantes não são apenas do setor público, como acontecia antes.


Em relação ao Colégio Pedro II, Joaquim lembrou que, sendo uma instituição de ensino, os desafios giram em torno das ações a serem implementadas com outras organizações da sociedade tendo como foco a educação. "Ao invés de tentar resolver todos os problemas internamente, o colégio pode formar redes com a sociedade na solução desses problemas e cumprir sua missão que é fornecer um ensino público de qualidade", apontou.


Depoimentos


"A palestra abordou temas muito atuais e também apontou situações desafiadoras  para a nossa reflexão acerca das mudanças do cenário da administração pública."

Sayonara Brito de Souza, chefe da Seção de Pesquisa Institucional (SPI) da Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Prodi).


"A palestra foi fantástica. Além do conteúdo ser atual, o tema conseguiu envolver os participantes de todas as pró-reitorias, que participaram ativamente da palestra."

Márcio Val, técnico da Seção de Governança da Diretoria de Tecnologia da Informação da Prodi.

 

 

Coordenadoria de Comunicação Social

 

 

 

 

 

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